Cidades retomam agitação; mas segurança nas vias não deve ser esquecida

Especialistas calculam que no período de férias a frota circulante nas cidades é reduzida de vinte a trinta por cento

As férias chegaram ao fim. E, aos poucos, as cidades estão voltando à normalidade, com agitação do dia a dia. O número de veículos circulando pelas vias, igualmente, volta a crescer, já que especialistas na questão viária calculam que no período de férias a frota circulante nas cidades é reduzida de vinte a trinta por cento.

Essa queda, como avalia o gerente técnico do OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária, Renato Campestrini, ‘é o suficiente para que as pessoas venham a transitar com menos atenção e até mesmo deixem de lado aspectos importantes para a segurança viária’ Portanto, adverte: “com o retorno à normalidade, precisamos redobrar a atenção e estar atentos ao transitar, seja na qualidade de pedestres ou condutores”.

E como o assunto é segurança, Campestrini destaca, também, que a utilização do cinto de segurança não pode nunca ser deixada de lado, seja no banco dianteiro ou traseiro, e para aqueles que utilizam o transporte de escolares,  mesmo que a legislação ainda não torne obrigatória a utilização de dispositivos de retenção adequados a idade das crianças, é importante que os pais deem preferência aos profissionais que tomam esse cuidado, pois segurança no transporte nunca é demais.

Ainda em relação ao transporte de escolares, ele destaca também a necessidade de os pais verificarem sempre se o condutor está devidamente autorizado pelo Poder Público a prestar os serviços. Em várias localidades o alvará e um selo de vistoria comprovam a regularidade.

Campestrini observa, ainda, que os pais devem sempre lembrar “que o exemplo vem de casa; portanto, nunca transite e fale ao celular, não faça a chamada “fila dupla” para o embarque/desembarque das crianças, porque, além de constituir uma infração de trânsito, essa prática coloca seus filhos e demais usuários das vias em risco.

Praticar a gentileza quando as vias estão cheias, lembra o especialista, é um ato de respeito ao próximo, de cidadania e contribui para que todos possam transitar com segurança. “O trânsito não tem mais espaço para individualismo; é necessário compartilhar, e principalmente, respeitar os personagens mais vulneráveis do trânsito, ou seja, pedestres e ciclistas.

 

 

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