Quem Somos

O Observatório – um olhar sobre a Instituição

“Observatório (s.m.) – Local onde se: observa, examina, analisa, verifica, faz notar, pondera, replica, respeita, faz cumprir e obedecer.”

Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, totalmente dedicada a desenvolver ações que contribuam de maneira efetiva para a diminuição dos elevados índices de acidentes no trânsito do nosso país – índices esses que vitimam quase meio milhão de pessoas todos os anos, entre mortos, feridos e inválidos em caráter permanente.

Prestes a comemorar o 5º ano desde a sua idealização, o Observatório Nacional de Segurança Viária foi criado a partir da iniciativa de profissionais pertencentes a diferentes áreas, vindos dos setores da Educação, Fiscalização, Legislação, Veicular, Engenharia, etc. Preocupado com os dados alarmantes divulgados anualmente, o grupo decidiu reunir todo o seu conhecimento, experiência e motivação em um único projeto grandioso e desafiador: mobilizar toda a sociedade em prol de um trânsito mais seguro.

Com esse objetivo, o Observatório Nacional de Segurança Viária é reconhecido pelo Ministério da Justiça como uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), atuando muito mais do que como um órgão consultivo, pois não se limita aos aconselhamentos e/ou à emissão de pareceres. O Observatório é, na verdade, um órgão de inteligência que, por meio de educação, pesquisa, planejamento e informação, promove e executa os subsídios técnicos necessários ao convívio harmônico entre pessoas, veículos e vias.

Em abril de 2016, o OBSERVATÓRIO passou a integrar, como Organização Consultora Especial, o ECOSOC (Conselho Econômico e Social) da  ONU (Organização das Nações Unidas).

O Conselho é o canal de comunicação entre a ONU e as organizações não governamentais de todo o mundo, que têm contribuído para diversas atividades, incluindo a difusão de informação, a sensibilização, a educação para o desenvolvimento, a promoção de políticas públicas, de projetos operacionais conjuntos e, entre outros, a disponibilização de conhecimentos técnicos especializados.

Pensando nisso, outra relevante iniciativa do Observatório Nacional de Segurança Viária foi o MOVIMENTO MAIO AMARELO, que já no seu primeiro ano (2014) alcançou mais de 600 mil pessoas em diversas regiões dentro e fora do território nacional. Com a chamada de “ATENÇÃO PELA VIDA”, esta ação inédita lançou o tema “trânsito” para o centro das discussões sociais, conquistando o expressivo apoio de diversos departamentos e associações de trânsito, de renomadas instituições públicas e privadas e, principalmente, dos cidadãos, que são os protagonistas pelos quais o Observatório empreendeu essa causa. Afinal, de acordo com os dados levantados em 2013 pela Seguradora Líder, atual responsável pela administração do Seguro DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre), 50 mil brasileiros morrem em acidentes de trânsito todos os anos e outros 440 mil ficam sequelados permanentemente (1,3 mil/dia), sendo que mais de 75% dos envolvidos em acidentes de trânsito (mortos e sequelados permanentes) correspondem a homens na faixa etária de 18 a 44 anos.

Por essa razão, o ONSV realiza um incansável trabalho pautado nestes seguintes pilares:

  • Visão: ser um agente catalisador da sociedade brasileira na gestão da segurança viária e veicular;
  • Missão: por meio de estudos e pesquisas, dados e informação, educação e advocacy, promover os subsídios técnicos necessários para o desenvolvimento seguro do trânsito em prol do cidadão;
  • Valores: imparcialidade, integridade, excelência, transparência, compromisso.

O Observatório pelos seus observadores – um olhar sobre a causa

Conforme o próprio nome registra, um observatório não é um local onde apenas se observa, mas onde também se examina, analisa, verifica, nota, pondera, replica e respeita, fazendo cumprir e obedecer. Estas são definições que refletem muito bem a forma como atuamos juntamente à sociedade brasileira.

Mas por que nos empenhamos tanto em estimular/acelerar o processo de mudança para que infraestrutura e boas práticas se tornem, finalmente, uma referência do trânsito brasileiro? Por que buscamos conscientizar o maior número possível de pessoas? E por que precisamos da ajuda de todos para essa tarefa tão desafiadora?

Em 2009, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou uma análise detalhada sobre a situação da segurança viária em 178 países. De acordo com esse relatório global, os ferimentos provocados por acidentes de trânsito continuam sendo um problema de saúde pública, principalmente nos países de média e baixa renda. Segundo a OMS, cerca de 1,2 milhão de pessoas morrem todos os anos por causa da violência do trânsito, enquanto 20 a 50 milhões ficam feridas.

No referido documento, a OMS ainda informa que, se continuarem nesse ritmo, as fatalidades passarão do 9º lugar (2004) para o 5º lugar (2030) entre os maiores fatores de mortalidade no mundo, alcançando cerca de 2,4 milhões de mortos ao ano!

A grave crise mundial na segurança viária e veicular levou a Organização das Nações Unidas (ONU) a proclamar o período de 2011 a 2020 como a “Década de Ação pela Segurança no Trânsito”, problema este que, se não for encarado com a devida seriedade, pode afetar o desenvolvimento sustentável de vários países.

Para se ter uma ideia, em todo o mundo, a violência no trânsito mata mais crianças entre 5 e 14 anos de idade do que a AIDS ou a malária, além de ser a principal causa de morte de jovens entre 15 e 29 anos.

No Brasil, o número cada vez maior de veículos (automóveis, motocicletas, etc.), a má formação dos condutores, o mau comportamento de grande parte deles, a sinalização inadequada, as vias com má conservação, etc. são fatores que se somam e geram, progressivamente, um número de mortos e feridos absurdamente alto.

Em 2013, somente com a quantidade de indenizações pagas pela Seguradora Líder DPVAT por mortes, sequelas permanentes e feridos (todos vítimas de acidentes no trânsito), seríamos capazes de lotar 99,2% dos 12 estádios da Copa Mundo no Brasil!

Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), mais de R$ 40 bilhões são gastos anualmente com acidentados de trânsito no Brasil. Os gastos previdenciários com acidentes de trânsito em 2013 atingiram R$ 12 bilhões, sendo que estes são dados subnotificados, já que muitos são classificados como acidentes de trabalho. E, como consequência, mais de 70% dos leitos hospitalares para atendimento ao trauma são ocupados por vítimas de eventos de trânsito, eventos estes previsíveis e evitáveis, demonstrando o desperdício de gastos públicos com situações que seriam perfeitamente contornáveis por meio de políticas de educação e fiscalização mais eficazes.

Assim, embora estejamos diante de uma pandemia, temos a convicção de que é possível atingir um nível de excelência no trânsito brasileiro capaz de reduzir consideravelmente esse percentual. Não podemos simplesmente “nos acostumar” com essa lamentável realidade, e é justamente para combater esse cenário atual que seguimos empreendendo esforços de toda ordem e esperamos contar cada vez mais com o apoio e a adesão de toda a sociedade.

Áreas em que atuamos:

  • ESTUDOS E PESQUISAS: Aprofundamento técnico relacionado a assuntos que requeiram um embasamento científico para análise e tomada de decisões que facilitem a adoção de ações para a redução de acidentes de trânsito;
  • DADOS E INFORMAÇÃO: Levantamento e análise de dados estatísticos sobre o trânsito brasileiro, considerando as peculiaridades de cada região/município e evidenciando os seus pontos críticos, para maior eficiência e eficácia na adoção de ações corretivas;
  • EDUCAÇÃO: CHA – Conhecimento, Habilidade e Atitude. Disseminação do conhecimento para todos os “atores” relacionados ao trânsito, garantindo fácil acesso aos subsídios técnicos necessários para a mudança de ATITUDE no trânsito;
  • ADVOCACY: Responsável pelo desenvolvimento de argumentos e materiais que objetivam influenciar as decisões de ordem pública, no âmbito dos sistemas político, econômico, jurídico, social e institucional, para um trânsito mais seguro.

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