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EDUCAR: AÇÃO QUE SALVA
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EDUCAR: AÇÃO QUE SALVA

EDUCAR: AÇÃO QUE SALVA

Desde o início da motorização nacional, dada por volta de 1956, quando então foi lançada a primeira produção em escala industrial de automóveis com 3 mil unidades produzidas em Santa Bárbara d’Oeste, no interior do estado de São Paulo, pelas Indústrias Romi (Romi-Isetta), apesar de ter havido muitas mudanças de lá pra cá, uma coisa ainda não mudou. O trânsito é uma disputa por espaço, onde os interesses individuais de alguns querem prevalecer sobre os interesses coletivos.

Foto: Marco de Bari/Quatro Rodas

Então houve a necessidade de se pensar como organizar esses deslocamentos para que pudesse haver não somente estradas, mas também a segurança de quem transitar por ela, numa convivência harmônica e segura dos motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.

Assim, com a expansão da Revolução Industrial, principalmente a automobilística de produção em escala surgiu essa preocupação: a segurança para deslocamentos para pessoas e veículos com o direito garantido de ir e vir em segurança.

Conforme um estudo NHTSA- agência de segurança e transporte dos EUA- Estados Unidos da América “período de 1997 a 2007, houve uma redução sobre a taxa de óbitos relativos aos sinistros de trânsito”. Uma redução de 17,81 para 10,05 mortes a cada 100 mil acidentes.

Essa mesma pesquisa mostrou que os carros fabricados na década de 50 tinham mais chances de causar maiores danos aos seus ocupantes. Em torno de 56% comparados aos fabricados atualmente.

Segundo uma matéria vinculada na revista Auto Esporte (2017), a ANCAP, um órgão responsável que avalia e pesquisa de forma independente sobre a segurança dos veículos na Austrália e Nova Zelândia, afirma segundo seu diretor executivo James Goodwin:

“O número de vítimas fatais é quatro vezes maiores nos carros antigos, mesmo tendo uma carcaça mais dura.” Explica!

Principalmente, esses fabricados antes dos anos de 2.000, em que essas inovações tecnológicas se tornaram uma grande aliada na redução e na segurança desses novos e sofisticados veículos. Portanto, não há dúvidas que se não fossem essas parcerias de diversas entidades com as universidades, a situação poderia ser mais dramática ainda.

Cada vez mais, pesquisadores de universidades desenvolvem projetos de ponta e se juntam aos fabricantes de veículos para transformar essas ideias em realidade na redução dessas fatalidades que são os sinistros de trânsito.  Um belo exemplo nessa parceria e até hoje considerada muito relevante é o cinto de segurança de três pontos.

O cinto de segurança foi desenvolvido pelo engenheiro da Volvo em 1959, (Nils Bohlin), considerada até hoje como uma das descobertas e inovações mais importante na segurança viária. Essa invenção foi classificada entre as oito invenções mais importante para a segurança viária, comprova a eficiência dessas pesquisas e descobertas. Segundo dados coletados sobre as ocorrências de trânsito ocorridas na Suécia ao longo de um ano, com o uso do cinto de três pontos, das 28 mil colisões, a redução foi de aproximadamente 60%. Fonte: https://g1.globo.com/Noticias/Carros/0,,MUL1267310-9658,00- flatoult.com.br

Outra invenção que também não se pode deixar de citar, desde a sua criação e seu lançamento em 1980, nos Estados Unidos da América, se estendendo até os dias de hoje, são os airbags. Estima-se que esse balão de ar já tenha salvado mais de 10 mil vidas, só nos EUA. Não parando por aí, cientistas da Universidade de Cranfield, Inglaterra, criaram um airbag externo, localizado próximo ao parabrisa do veículo, local onde esse impacto é mais frequente. (Fonte: revista Galileu por Juliana Tiraboschi).

De modo simultâneo, porém em outra ponta, temos a motocicleta. Além da sensação de liberdade traz também ao seu público outra, talvez a mais atraente entre elas: a econômica e a capacidade rápida de escapar dos congestionamentos das grandes cidades. Fora a sensação de liberdade e adrenalina causadas nos mais variados grupos.

Como nem tudo é só contentamento, obtemos por meio das estatísticas uma triste realidade apurada todos os anos. Quando contabilizados esses números pelo Ministério da Saúde, sobre os sinistros de trânsito, 70% desses sinistros tem o envolvimento de motociclistas, na sua maioria em idade economicamente ativa e do sexo masculino. Segundo o OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária, no período considerado de 2001 a 2019, houve um aumento de 244,7 %, considerando os números da OMS (Organização Mundial de Saúde), em 2019.

Preocupante! Pois, esses números são relativos aos países considerados exemplos na segurança viária. Sobre os custos desses acidentes o IPEA (Instituto de Estudos e Pesquisas Aplicadas) calcula que R$ 50 bilhões são gastos por ano em ocorrência de trânsito. Nessa analogia, os estados do Nordeste lideram esse ranking com quase 40 % dos registros com ocorrências fatais. Esses estados são seguidos por São Paulo (1.522 – 13,6%) e Minas Gerais (771 – 6,9%), segundo dados apurados pelo OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária. Fonte: https://mobilidade.estadao.com.br/meios-de-transporte-o-cenario-da-mortalidade-de-motociclistas-no-brasil/

Como podemos constatar o panorama é desolador, com isso o órgão máximo federativo dos ministérios que compõem o Contram (Conselho Nacional de Trânsito), com a criação do novo CTB (Código de Trânsito Brasileiro) pela Lei n 9.503/97, artigo 326, realiza desde então a: SEMANA NACIONAL DE TRÂNSITO, todo mês de setembro, do dia 18 aa 25. Com números assustadores e alarmantes de mortes e sequelas causadas pelos acidentes de trânsito, em 1997, morreram 24.107 pessoas e 324 mil ficaram feridas. (Brasil,1999a).

Fonte: Eloir de Oliveira Faria

Marília Gnecco de Camargo Braga

https://doi.org/10.1590/S1413-81231999000100008

 

Seres humanos (Homo sapiens) nas ciências, são classificados como seres capazes de evoluir e aprender diferenciando das outras espécies por possuir razão, inteligência e também falar. Por isso, eu acredito na Educação!

Quanto mais nos é ensinado sobre determinado tema, mais nós aprendemos, porque temos essa capacidade e somos dotados para isso. Aprender! Quanto mais cedo melhor será. Principalmente se fizermos de nossa fala a nossa prática. (Paulo Freire)

O ditado é antigo, mas toda prática leva ao fazer bem e melhor. Porém, a realidade nos dias de hoje ainda é desoladora para comemorarmos a vitória. Não conseguimos alcançar as metas traçadas pelo ONU (Organização das Nações Unidas) e a OMS (Organização Mundial de Saúde) na Década de Ação de Redução de Mortes no Trânsito (2011 – 2020) em 50%. Apesar de uma comedida queda desses acidentes no cenário atual. Ainda temos muito para fazer.

Sabemos que todo acidente de trânsito poderia ser evitado. Na grande parte deles o erro é causado por fatores humanos. Conforme afirma o OBSERVATÓRIO, 90% deles são causados por falha humana, em resumo, são evitáveis.

Num evento recente essa foi à fala de abertura no Senado Federal, em que teve a participação do então diretor-presidente José Aurélio Ramalho.

“As vítimas do trânsito são evitáveis. E a sociedade não pode perder sua capacidade de indignação, se quiser mudar as estatísticas de tragédias automobilísticas no país. Com esse chamado, o senador Fabiano Contarato, (Rede-ES), abriu a sessão especial do Senado que homenageou as Vítimas de Acidentes de Trânsito, na manhã desta sexta-feira (24). Autor do requerimento para a solenidade, o parlamentar lembrou ainda que ‘um trânsito em condições seguras é direito de todos e dever do Estado’”.

Foto: Pedro França/Agência Senado

A morte no trânsito é terrível porque não dá tempo de despedida: é a filha que saiu, foi para a escola e não voltou, é o filho que foi para uma balada e não voltou. É no auge da juventude. Por isso nós temos de estar falando, falando, falando, em todos os espaços: no churrasco da família, na festa de final de ano, no aniversário do tio, avô, pai, no seu aniversário, mas nós temos que estar falando isso — comentou o senador.  A sessão marcou a celebração da Semana Nacional de Trânsito, em 2017.

Assim seguimos, para mais uma batalha e trazer essa campanha para ruas e junto à sociedade poder combater com o bom combate essa triste realidade. Mais respeito e consciência no trânsito para juntos enfrentarmos de frente esse mal e atingir as metas estipuladas. Reduzir as mortes no trânsito! Afinal, esse é o mote da campanha que o Contran – Conselho Nacional de Trânsito definiu para 2022. JUNTOS SALVAMOS VIDAS!

Noe Manoel da Silva – Observador Certificado, Louveira/SP

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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