OBSERVATÓRIO | Conversas e blitz orientam sobre transitar com segurança em Paracatu-MG
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Conversas e blitz orientam sobre transitar com segurança em Paracatu-MG

Conversas e blitz orientam sobre transitar com segurança em Paracatu-MG

Projeto “Transitando com Segurança” levou informações sobre álcool/direção, sono, celular e cinto de segurança, para trabalhadores e moradores

Uma série de conversas sobre segurança viária foi ministrada pelo OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária, nos dias 21 e 22 de fevereiro, para moradores do povoado do Cunha, em Paracatu, Minas Gerais, e para os colaboradores da Votorantim Metais, que tem duas plantas na cidade. As conversas integram o projeto “Transitando com Segurança”, desenvolvido pela entidade.

A ação envolveu encontros com trabalhadores dos três turnos do projeto Ambrósia Norte e também da Ambrósia Sul, desenvolvido pela empresa na região e voltado para a extração de minério de zinco no Morro Agudo. Segundo Daniela Gurgel, Gestora de Comunicação do OBSERVATÓRIO e responsável pelos encontros, foram três conversas, cada uma com trabalhadores de um turno, nas quais foi explicado o que é o “Transitando com Segurança”.

“Explicamos que o trabalho não se resume aos carros da empresa ou aos deslocamentos para o trabalho. Destacamos que o importante é que todos saibam que cada um tem sua responsabilidade em relação à segurança viária, seja motorista, pedestre, ciclista, motociclista ou passageiro, em qualquer lugar”, destaca. De acordo com a gestora, temas como sono, celular e álcool, foram também abordados.

Daniela conta que ainda há muita dúvida entre os trabalhadores sobre, por exemplo, os riscos da combinação álcool/direção. “A cultura do álcool/direção é bastante arraigada no interior, principalmente onde não existem blitze da Lei Seca. Tanto que foi comum perguntas do tipo: não posso tomar apenas dois copos de cerveja e dirigir meu carro? Ou seja, muitos acham que é improvável que percam noções de velocidade, distância, com apenas dois copos de cerveja ou uma dose de cachaça. A discussão é bastante acalorada, pois a mudança de comportamento precisa nascer do entendimento do perigo ou do autocuidado”, diz.

Assim como a combinação álcool/direção, o uso do cinto não era entendido por todos como requisito indispensável à segurança. Daniela conta que em um dos encontros que reuniu um grupo que já havia participado de palestra organizada pelo OBSERVATÓRIO em janeiro passado, houve um relato surpreendente e altamente satisfatório.

“Um trabalhador terceirizado nos emocionou com seu depoimento. Disse que com mais de 50 anos, nunca havia usado o cinto de segurança, a não ser quando via postos policiais nas estradas. Na cidade de Paracatu, ele não tinha o hábito. Relatou que sempre viajou sem cinto e desde que, no mês de janeiro, ouviu as explicações sobre a importância do cinto para a segurança, passou a usar. Ele contou isso numa roda da conversa que reuniu mais de 60 pessoas. Foi aplaudido por todos”, ressalta.

Além das palestras, o OBSERVATÓRIO realizou também blitze educativas no povoado do Cunha, nas quais mais de 50 pessoas foram abordadas e receberam informações sobre os efeitos nocivos do álcool para quem vai dirigir e a necessidade de atenção por parte dos motoristas à fauna do local. “Destacamos a importância da baixa velocidade para a proteção das pessoas que vivem no povoado, além da preservação de animais silvestres e domésticos (existem relatos de atropelamentos desses animais no local), que é uma das preocupações da Votorantim”, destaca a gestora.

O projeto “Transitando com Segurança” é resultado de parceria entre o OBSERVATÓRIO e a Votorantim Metais, que tem duas minas de extração de zinco (Ambrósia Norte e Sul) instaladas no Morro Agudo, em Paracatu, e se preocupa em desenvolver suas atividades com o menor impacto negativo possível para a população, fauna e flora da região. O povoado do Cunha está instalado em área de trajeto dos caminhões até as minas e, por conta disso, recebe da Votorantim toda a atenção.

A exploração da jazida de Ambrósia fez com que a previsão de exaustão da mina fosse estendida, uma vez que a vida útil do Morro Agudo era estimada para 2016 e, com a implantação pela Votorantim das minas de Ambrósias, passou para 2020.

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