OBSERVATÓRIO | Gasolina ou etanol? Para veículos flex misturar ambos não faz diferença
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Gasolina ou etanol? Para veículos flex misturar ambos não faz diferença

Gasolina ou etanol? Para veículos flex misturar ambos não faz diferença

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Fabricantes aconselham circular com o veículo pelo menos 10 minutos após substituição do combustível

Um veículo motor flex pode apresentar algum problema quando depois de longo período sendo abastecido somente com um combustível for abastecido com outro? Essa dúvida ainda persiste entre muitos proprietários de veículos bicombustíveis, mesmo a entrada deles no mercado tendo ocorrido há mais de uma década.

Esse estranhamento não ocorre de fato, uma vez que foram desenvolvidos exatamente para aceitarem combustíveis variáveis, ou seja: o sistema se encarrega de identificar o que vai no tanque, e de fazer os ajustes nos parâmetros necessários (quantidade de combustível injetado, ângulo de ignição, rotação de marcha lenta, etc). Apesar disso, alguns fabricantes recomendam que o veículo circule pelo menos 10 minutos após a substituição de um combustível por outro, e antes de desligar o veículo, para que o sistema possa fazer a leitura e o reconhecimento.

Outra dúvida que pode persistir entre diversos proprietários de veículos flex é a impossibilidade de o mesmo tanque conter gasolina e álcool. Isso também não é verdade. Etanol ou gasolina, ou ainda a mistura dos dois no mesmo tanque não acarreta qualquer problema ao veículo.

Há, ainda, um terceiro questionamento envolvendo os flex: se quando abastecido com etanol, em dias frios o veículo custa mais ‘a pegar’. Na verdade, como qualquer veículo movido a álcool, a partida é dificultada em dias frios, porque o funcionamento do motor com etanol a frio é dificultado porque o álcool tem menor volatilidade que a gasolina e isso dificulta a formação da mistura ar-combustível.

Atualmente os modelos mais novos de veículos flex adotam sistema que pré-aquecem o etanol. Essa tecnologia veio substituir o tanque auxiliar dos modelos mais antigos, que permitia ao sistema a injeção de um pouco de gasolina, que facilitava a partida enquanto a temperatura do álcool não estivesse adequada.

Diferentemente do que alguns proprietários de veículos bicombustíveis possam ainda pensar, para fazê-los funcionar sem problemas não é também necessário fazer rodízio do combustível. Isso porque o motor é projetado para funcionar com qualquer proporção entre gasolina e álcool.

 

 

 

 

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