OBSERVATÓRIO | HC aponta que 67% dos acidentados com motos não foram à motoescola
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HC aponta que 67% dos acidentados com motos não foram à motoescola

HC aponta que 67% dos acidentados com motos não foram à motoescola


HC aponta que 67% dos acidentados com motos não foram à motoescola

Segundo Hospital das Clínicas, 20% estavam entorpecidos. Pesquisa analisou 326 vítimas em São Paulo, entre fevereiro e maio.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT) do Hospital das Clínicas de São Paulo, divulgada nesta quarta-feira (14), mostrou o perfil das vítimas de acidentes de moto na capital e apontou que 67% dos motociclistas acidentados não  frequentaram a motoescola.

O levantamento foi feito na capital entre fevereiro e maio, analisando os casos de 326 motociclistas envolvidos em colisões ou quedas. De acordo com a pesquisa, ao menos 21,3% dos usuários de motos consumiram álcool ou droga antes dos acidentes.

A pesquisa revelou que as principais vítimas não são os motoboys ou motofretistas, mas sim os motociclistas que utilizam a moto para ir e voltar do trabalho, correspondendo a 77% dos casos. Do total, 90% são homens com média de idade de 30 anos.

“Existe uma política que os sindicatos vêm elaborando há algum tempo, não é recente, algumas leis inclusive, que os motofretistas não gostam, como a direção defensiva, do tipo de baú, da roupa e dos equipamentos de segurança. Mas a pesquisa aponta de uma forma bem clara que essas políticas estão surtindo efeito, porque menos motoboys estão sofrendo acidente”, disse Júlia Greve, coordenadora da pesquisa do Hospital das Clínicas.
Falta de experiência

Ainda segundo o levantamento do IOT, a falta de experiência é um dos fatores de risco. Os dados indicam que 23% não tinham habilitação e 33% das vítimas haviam tirado a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do tipo A, para motos, há menos de quatro anos.

Com pouca experiência, o motociclista fica mais vulnerável no trânsito, como foi o caso do vigilante noturno, Josuel Vicente da Silva, de 24 anos, que começou a utilizar moto para ir ao trabalho recentemente.

“Às vezes tem imprudência e também é um meio de transporte muito arriscado. Você fica muito exposto, qualquer acidente que sofre, se machuca. Não é igual a um carro, que para você se machucar, sofrer fraturas assim, tem que estar preso em ferragens”, explica Silva.

O vigilante sofreu acidente de moto quando voltava do trabalho e fraturou o quadril e a perna. Durante ao menos três meses, Silva não poderá colocar o pé no chão.

De acordo com o IOT a maioria dos acidentes com motos ocorrem em horários de pico e 70% em vias retas.

Queda nas mortes em SP

De 2011 para 2012, o número de mortes de motociclistas na cidade de São Paulo caiu 14,5%, passando de 512 óbitos para 438, de acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-SP). A entidade credita a queda à intensificação do trabalho de fiscalização e as ações educativas – o órgão oferece curso de pilotagem defensiva para motociclistas.
Desde o início de maio, a CET está testando na cidade bolsões de retenção para motos, posicionados entre as faixas de pedestres e os veículos parados nos semáforos. Segundo o órgão, esta faixa exclusiva tem o objetivo de proporcionar mais segurança para motociclistas e ciclistas, evitando conflito com veículos maiores no momento em que o sinal abre.

A CET informa que esta iniciativa foi baseada em projetos que tiveram êxitos em Barcelona e Madri, ambas na Espanha. Segundo a entidade, estas faixas foram testadas em três cruzamentos em 2009 e, posteriormente, expandidas para outros locais, atingindo atualmente 60 (sessenta) cruzamentos sinalizados. A autoridade de trânsito de Barcelona, onde as motos são 29% da frota de veículos, avalia que a área de espera exclusiva para motos diminuiu em 90% o risco de acidentes com motos nos cruzamentos daquela metrópole.

Fonte: G1

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