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ONSV alerta em entrevista sobre risco celular/volante

ONSV alerta em entrevista sobre risco celular/volante

O diretor-presidente do OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária, José Aurelio Ramalho, alerta em entrevista ao jornal Tribuna de Indaiá, do município de Indaiatuba, sobre os perigos do uso do celular no trânsito. Ele observa que nem mesmo quando estiver parado em um semáforo ou congestionamento o condutor deve usar o aparelho.

Leia:

Publicado em: 21/10/2016 09h18 – Atualizado em 21/10/2016 18h11

Multas por uso de celular rendem R$ 163 mil

Neste ano, foram quase 2 mil infrações; em 2015, número chegou a 2,3 mil no município

Adriana Brumer Lourencini
Werner MünchowOs dados reais de multas por uso do celular são maiores, já que ninguém admite usar
O número de multas aplicadas a motoristas que utilizam o celular enquanto dirigem ainda é alarmante no município. De acordo com o Departamento Municipal de Trânsito, vinculado à Secretaria de Obras e Vias Públicas (Semop), até outubro foram registradas 1.919 multas devido a este tipo de infração, totalizando R$ 163.364,47 arrecadados.
A quantidade de multas aplicadas até o momento para quem foi flagrado utilizando o celular ao volante está dentro da média das infrações registradas em 2015, quando foram aplicadas 2.304 multas, o que representou o montante de R$ 196.139,52.
Em nível estadual, nos últimos cinco anos, a quantidade de multas por uso do celular aumentou em 43,29%, segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP). Em 2010, foram 80,1 mil autuações para este tipo de infração; e em 2014, o número saltou para 114,9 mil (43%).
Já este ano, nos primeiros sete meses, as multas somam 63.441 mil, pelo mesmo motivo. Os totais abrangem somente as infrações registradas pela Polícia Militar em perímetro urbano, e representam uma cena cada vez mais comum no trânsito: motoristas falando ao celular enquanto dirigem.
Não só o Detran-SP, mas todos os órgãos de trânsito (municipais, rodoviários e federais) podem fiscalizar e aplicar a penalidade para infrações como esta. Portanto, de acordo com o Departamento Estadual, os números podem ser bem maiores, o que resulta em uma situação alarmante.
Paradinha
Uma pesquisa da American Automobile Association Fundation for Traffic Safety (Associação automobilística americana para segurança viária) mostra que, ao utilizar o celular ao volante, a pessoa se distrai, em média, por quatro segundos, desviando o olhar da via. Tal atitude, a 90 km/h, é o bastante para que o veículo percorra uma distância equivalente a um campo de futebol sem que o motorista esteja atento ao trânsito.
Para o presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), José Aurélio Ramalho, o trânsito requer atenção periférica. “Parada no farol, a pessoa fica com as mãos livres, porém, este não é o maior problema, mas sim, a concentração; é a falta de percepção que provoca acidentes”, alerta.
Ele complementa que, mesmo nas paradas breves nos semáforos ou engarrafamentos, não é aconselhável espiar o WhatsApp, caçar pokemons ou fazer selfies. “Hoje, nós não temos dados de acidentes causados pelo uso do celular, porque ninguém admite que estava utilizando o aparelho”, reforça Ramalho. “Assim como as pessoas sabem sobre o perigo de deixar uma criança na janela sem tela de proteção, deveriam também estar atentos aos perigos de se usar o celular ao volante. É importante desenvolver este conceito”, considera.
Consciência
Isso ocorreu com a vendedora Ana Lúcia Alves, certa vez, enquanto aguardava o sinal verde. “Eu aproveitei a parada no farol para procurar uma música que queria escutar; ficava com um olho no aparelho e outro no sinal. No fim, ficou verde e eu acelerei ao mesmo tempo em que ajustava o volume do som; uma pessoa ainda estava atravessando a rua – foi um tremendo susto! Graças a Deus eu parei a tempo e, depois disso, nunca mais usei o aparelho ao volante”, garante.
Conforme determina o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o uso do celular é vetado mesmo em paradas temporárias, o que a lei denomina como “interrupção de marcha”. A infração é considerada média e acarreta para o motorista uma multa de R$ 85,13, além da perda de quatro pontos na habilitação.
De acordo com Ramalho, em dez anos meio milhão de pessoas perderam a vida no trânsito, e 1,2 mil ficam com sequelas de acidentes. “Atualmente, 60% dos leitos do [Hospital Augusto de Oliveira Camargo] Haoc são ocupados vítimas do trânsito. Por isso, é fundamental implementar uma educação efetiva, para fazer com que todos – pedestres e condutores – assimilem os conceitos e os incorporem no cotidiano das ruas”, conclui.

Infrações e arrecadação

ANO         QTDE                 ARRECADADO (R$)
*2016     21.323                2.898.842
2015       28.218                4.230.688
2014       24.500                 3.803.402 (média estimada)
* Registros até setembro/2016
Fonte: Departamento Municipal de Trânsito

Mais de 21 mil infrações foram registradas

Até setembro deste ano, foram arrecadados R$ 2.898.841,98 em multas para todas as infrações, que foram 21.323; já em 2015, o total do ano foi de 28.898 multas, o que rendeu R$ 4.230.687,80 (veja a lista completa no quadro).
A Prefeitura salienta que nem sempre o município arrecada o valor integral das multas, pois muitos motoristas recorrem.
Quanto à aplicação dos valores arrecadados, a Semop acrescenta que o artigo 320 do Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) prevê que sejam destinados exclusivamente para investimentos no setor, tais como sinalização, engenharias de tráfego e de campo; policiamento e fiscalização e educação no trânsito.
– Número de multas de trânsito cometidas em Indaiatuba – em conformidade com os termos da Lei nº 5.931, de 10 de outubro de 2011:
http://www.tribunadeindaia.com.br/_conteudo/2016/10/cidade/9231-multas-por-uso-de-celular-rendem-r-163-mil.html
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