OBSERVATÓRIO | OBSERVATÓRIO defende limite de velocidade em São Paulo durante debate
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OBSERVATÓRIO defende limite de velocidade em São Paulo durante debate

OBSERVATÓRIO defende limite de velocidade em São Paulo durante debate

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Discussões ocorreram em painel da IV Conferência Global PARAR nesta quarta-feira, 9 de novembro

A importância da redução da velocidade nas vias da capital paulista em busca da preservação de vidas foi abordada pelo OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária – ONSV  no debate “O que está por trás das estatísticas?”, realizado como um das atividades da IV Conferência Global PARAR, nesta quarta-feira, 9 de novembro, em São Paulo.

Em suas intervenções no debate, Renato Campestrini, gerente-técnico do OBSERVATÓRIO , abordou também ‘a importância da fiscalização, da sua eficácia, embora o condutor tenha a obrigação de respeitar as regras de forma voluntária o tempo todo’.  O debate contou com as participações de Carlos Confort, da Proteste,  Emerson Felciano da Silva, do CESVI, e foi intermediado pelo piloto de testes César Urnhani, do programa AutoEsporte, da Rede Globo e também comentarista da CBN de Campinas.

Campestrini lembrou que o OBSERVATÓRIO foi a primeira instituição a apoiar as medidas do prefeito Fernando Haddad em relação ao limite de velocidade na capital, uma vez que ela nada mais é que seguir recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da OPAS, que chamam os municípios à regulamentar a velocidade máxima nos centros urbanos em 50Km/h, como forma de prevenir acidentes graves ou fatais. “A medida se mostrou acertada já que os números apontaram queda significativa na ocorrência de acidentes. Portanto, antes de tomar uma atitude para agradar parte da população, ela deve ser avaliada e, se possível, mantida.”

Sobre a fiscalização, disse que infelizmente os brasileiros ainda não tem a cultura de respeitar as regras de forma voluntária e, por conta disto, a presença da fiscalização é necessária para incentivar o cumprimento da norma. “Quando o cidadão tem a sensação de que a fiscalização existe e pode acarretar punição para o seu ato, passamos a vivenciar um trânsito em condições mais seguras para todos. A fiscalização cumpre papel importante na segurança viária”, disse.

Campestrini destacou, ainda, que segundo estudos realizados no Brasil, para cada infração lavrada, dez mil passam incólumes, “o que mostra que não há uma indústria de multas, mas um excedente de matéria prima que resulta na indústria da dor e da morte que produz números assustadores de mortos ou feridos graves em nosso país. O aumento no valor das multas buscou resgatar o efeito educativo da penalidade, uma vez que os anteriores, para muitos, era um convite à cometer infrações”, ponderou.

O Instituto PARAR – Pensando Alternativas Responsáveis Administrando Frotas com Resultado – concentra um dos principais centros de estudos e capacitação para profissionais de frotas leves da América Latina e é referência por sua influência positiva no comprometimento das empresas com a responsabilidade social diante dos números de acidentes de trânsito no Brasil.

Criado em 2012, em meio à Década de Ação pelo Trânsito Seguro (2011-2020), uma proposta da Organização das Nações Unidas (ONU) para reduzir em 50% o número de mortes decorrentes de acidentes de trânsito em todo o mundo, o Instituto PARAR tem o propósito de garantir a segurança de cada colaborador que atua diretamente com a frota, por meio da educação e o do valor à vida. Para isso, atua na disseminação da cultura de segurança dentro das corporações e na profissionalização dos gestores de frotas leves do país.

 

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