OBSERVATÓRIO | OBSERVATÓRIO fala em entrevista sobre redução de velocidade em Fortaleza
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OBSERVATÓRIO fala em entrevista sobre redução de velocidade em Fortaleza

OBSERVATÓRIO fala em entrevista sobre redução de velocidade em Fortaleza

A redução da velocidade de veículos em vias de Fortaleza, capital do Ceará, e os benefícios dessa medida para a segurança viária foram temas abordados pelo gerente-técnico do OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária, Renato Campestrini, em entrevista ao jornal O Povo.

Confira:

Um novo caminhar por Fortaleza

A redução de velocidade em algumas vias de Fortaleza tem a missão de iniciar uma nova fase no trânsito, colocando o pedestre no foco das ações, proporcionando mais segurança

01:30 | 15/05/2017
Bairro Rodolfo Teófilo recebeu, em 2016, a primeira área de trânsito calmo de Fortaleza TATIANA FORTES
Bairro Rodolfo Teófilo recebeu, em 2016, a primeira área de trânsito calmo de Fortaleza TATIANA FORTES

Fortaleza receberá uma série de estratégias para a mobilidade. Ir e vir com segurança, esse é o foco. Para isso, a redução dos limites de velocidade é um dos principais aliados. A expectativa é de que a mudança tenha efeito direto na diminuição dos acidentes, que no primeiro semestre de 2016 somaram 126 mortes. No O POVO, o projeto Movimento Urbano vai acompanhar as intervenções e orientar sobre seus benefícios para a Cidade.

“Com um carro a 40km/h, o risco de morte de um pedestre atropelado é de 5%. Com o veículo a 60km/h, esse risco sobe para 98%”, afirmou o gerente técnico do Observatório de Segurança Viária, Renato Campestrini. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelece a marca de 50km/h para que as mortes no trânsito tenham arrefecimento. “A cada quatro mortes no mundo, uma está relacionada a velocidade”, frisou.

Ele cita que boas práticas mundo afora demonstram que velocidade baixa em vias coletoras e de fluxo local não gera engarrafamentos. “Em São Paulo, enquanto estava valendo a redução, o trânsito fluía normalmente. Enquanto está todo mundo numa velocidade mais estável, o fluxo não para, é constante”, disse.

As ações na Capital têm como base exemplos de cidades europeias. “Temos deficiências enormes em Fortaleza, como as calçadas. Às vezes não conseguimos fazer o ideal, mas avançamos na pauta. Exemplo são as travessias elevadas”, destacou o secretário-executivo da Conservação e dos Serviços Públicos, Luis Alberto Saboia. A pasta atua em parceria com a Iniciativa Bloomberg para Segurança Viária.

No Rodolfo Teófilo, em 2016, foi inaugurada uma área de trânsito calmo, será replicada na Cidade 2000 e Vila União. Além da travessia elevada, são implementados prolongamentos de calçada e painel eletrônico educativo.

Este mês é chamado de Maio Amarelo e ações serão desenvolvidas para oferecer melhor infraestrutura e garantias principalmente para ciclistas e pedestres, os mais frágeis do trânsito. Neste ritmo, O POVO realiza o projeto Movimento Urbano. O primeiro de oito cadernos especiais será publicado nesta quarta, 17, com entrevistas, dados e análises sobre a convivência entre modais e pedestre. Reportagens especiais também farão parte das edições diárias do Cotidiano.

A campanha de comunicação encampada pelo O POVO contará com ações de conscientização nas ruas, como a realizada no cruzamento das avenidas Carapinima e 13 de Maio, semana passada. Outras oito ainda ocorrerão até junho. Um canal especial no O POVO Online abrigará informações sobre mobilidade e segurança viária. Além de dois debates na TV O POVO, transmitidos simultaneamente pela Rádio O POVO CBN.

Saiba mais

Vias que terão redução do limite de velocidade: Trecho da Padre Antônio Tomás, próximo ao Parque do Cocó (40km/h); áreas dos bairros Cidade 2000 e Vila União (30 km/h); e Meireles e Parquelândia (40 km/h)

Já têm redução (40 km/h), mas ganharão sinalização: Ruas Ana Bilhar e Canuto de Aguiar (Meireles), e Gustavo Sampaio e Azevedo Bolão, na Parquelândia.

SARA OLIVEIRA

http://www.opovo.com.br/jornal/cotidiano/2017/05/um-novo-caminhar-por-fortaleza.html

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