OBSERVATÓRIO | Tristeza sem fim: mortes no trânsito sobem, em média, 30% nos feriados prolongados
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Tristeza sem fim: mortes no trânsito sobem, em média, 30% nos feriados prolongados

Tristeza sem fim: mortes no trânsito sobem, em média, 30% nos feriados prolongados

Os feriados prolongados deveriam ser momentos de alegria e diversão, de descansar, viajar e curtir, mas, infelizmente, são de tristeza para as famílias e amigos das vítimas fatais do trânsito. Isso porque há um crescimento de até 30% no número de acidentes de trânsito com óbito em feriados prolongados, segundo dados levantados pelo setor de Estatísticas do OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária. Com mais veículos circulando, além da combinação do uso de bebidas alcoólicas, excesso de velocidade, ultrapassagens em locais proibidos, desatenção e atos imprudentes, os acidentes acontecem com mais frequência. Somente em 2018 serão, pelo menos, 8 feriados prolongados.

Somente no Carnaval de 2015, última referência de dados de acidentes com óbitos disponibilizados pelo Sistema Datasul, foram computadas 770 mortes nos seis dias de folia (de sexta-feira a quarta-feira de Cinzas), o que significa 128,34 mortes por dia. Esse número supera em 27% a média anual de óbitos em dias comuns.

Durante o Carnaval de 2014 foram registadas 143 mortes por dia do feriado, somando ao todo 858 mortes no período, ou seja 31,1% mais mortes por acidentes de trânsito. Em 2014 foram computadas, em média, 109,1 óbitos por dia comum no ano.

 

Tristeza, por favor vai embora

As altas estatísticas de mortos no trânsito durante o Carnaval devem se repetir em 2018, já que a imprudência entre os motoristas prevalece, atrelada à combinação do uso de bebida alcoólica e direção.

A grande causa de acidentes nessa época do ano que o Brasil tem o seu primeiro feriado prolongado é, justamente, a combinação de álcool e a condução de veículos. Ainda que os dados estatísticos não sejam consistentes o bastante, já que nem sempre há o registro correto em boletim de ocorrência quanto às causas de acidentes, há de afirmar que a embriaguez ao volante é um dos principais fatores que elevam os índices de mortalidade.

 

Triste madrugada foi aquela

Dirigir e beber está entre os cinco principais fatores de risco para a mortalidade no trânsito brasileiro. Ainda que o CTB (Código de Trânsito Brasileiro) tenha endurecido as penas e punições para quem comete essa infração, muita gente opta por se arriscar na imprudência, colocar-se em situação perigosa e, pior, colocar a vida de outras pessoas em risco. De acordo com o Denatran, de cada motorista flagrado alcoolizado outros cem beberam antes de dirigir.

“Quando você bebe e pega o volante está assumindo o risco de matar deve ser tratado como criminoso e deve sofrer as consequências e penalidades por isso”, destaca José Aurelio Ramalho, diretor-presidente do OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária.

Dados da PRF (Polícia Rodoviária Federal) revelam, igualmente, que o número de condutores flagrados por ter ingerido bebida alcoólica e dirigir também aumentou em boa parte do país. Em 2015 mais de 40 mil pessoas foram flagradas pela PRF dirigindo embriagadas. Em 2016, até junho, foram 14,2 mil, segundo aponta levantamento realizado pela corporação.

Ainda segundo dados levantados pelo setor de Estatísticas do OBSERVATÓRIO, os homens são os que mais se envolvem nesse tipo de acidente, já que 20% admitem beber e dirigir e tem entre 25 e 34 anos. Porém a realidade aponta que esse número é bem maior.

 

Se você pensa que cachaça é água

De acordo com o CTB, a penalidade para quem dirige embriagado é de R$ 2.934,70. Outra penalidade prevista é a suspensão do direito de dirigir pelos próximos 12 meses. No caso de reincidência em menos de um ano, a multa será dobrada, chegando a R$ 5.869,40. Será enquadrado por crime o motorista que for flagrado conduzindo veículos com índice de álcool no sangue superior a 0,34 miligramas de álcool por litro de ar expelido ou 6 decigramas por litro de sangue. A pena de detenção pode variar de seis meses a três anos, multa e suspensão da carteira de motorista ou proibição permanente de obter a habilitação.

 

Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu

Não existem, segundo o OBSERVATÓRIO, alternativas que minimizem os efeitos do álcool no organismo. De acordo com a entidade, comer, tomar café ou banho, apontados por muitas pessoas como saídas para aliviar esses efeitos, não passam de simples mitos.

Assim como para os motoristas, ingerir doses excessivas de bebidas alcoólicas traz riscos também para os pedestres, uma vez que perdem reflexos, noção de tempo e de distância, podendo ser vítimas de atropelamento (ou até mesmo causa de acidentes).

“A única alternativa para quem deseja beber é voltar para casa de taxi ou de carona com quem não bebeu”, reforça Ramalho.

A programação, muitas vezes extensa, das festividades de Carnaval pode produzir também sono e cansaço. A combinação sono/cansaço/direção, assinala o OBSERVATÓRIO é causa de 50% dos acidentes nas rodovias.

“Qualquer morte no trânsito é inadmissível seja por qual motivo for. Este quadro de doença, de epidemia, vivido no trânsito brasileiro tem de ser revertido. E a mudança começa em cada um de nós, que não devemos dirigir se bebermos, nem usar o celular para ligações ou troca de mensagens de texto quando estivermos ao volante”, pondera Ramalho. “E além da já perigosa combinação de álcool e direção, temos também que destacar ainda que muitos condutores bebem e dirigem e, posteriormente, também manuseiam o telefone celular. Ou seja, uma conduta extremamente perigosa acaba se juntando a outra. Portanto, se divirta, aproveite o Carnaval, mas na hora de dirigir, nada de juntar bebida e direção e, menos ainda, utilizar o celular”, completa.

 

 

53 Comentários
  • Reginaldo Frigeri Martins
    Postado às 13:57h, 21 novembro Responder

    Boa Tarde aumenta o numero e a estatística devido a imprudência e pressa dos motoristas em chegar logo para aproveitar o feriado ou com vontade de chegar logo em casa, congestionamento muito tempo em levar a chegar no destino ajuda nessa estatística, cansaço, desatenção, ajudam a aumentar a estatística.

  • Adroaldo Pereira Santos
    Postado às 14:59h, 23 novembro Responder

    A bebida alcoólica infelizmente ainda é o principal motivo pelas nossas mortes.
    Ainda deparamos com locais que oferece opões de.
    Eu mesmo deparei com um estabelecimento de grande movimento que não tinha e nunca teve bebida 0% de álcool.
    Triste esta realidade.

  • BENEDITO LUIS DE FRANÇA
    Postado às 18:31h, 23 novembro Responder

    Tristeza sem fim: mortes no trânsito sobem, em média, 30% nos feriados prolongados

    Essa realidade do trânsito brasileiro é realmente uma tristeza, uma lástima, um verdadeiro ABSURDO, situação que precisa e que tem que mudar imediatamente. FISCALIZAÇÃO CONSTANTE É A SOLUÇÃO, para essa situação!!!

    Conforme o seguinte trecho do artigo:

    “………….Com mais veículos circulando, além da combinação do uso de bebidas alcoólicas, excesso de velocidade, ultrapassagens em locais proibidos, desatenção e atos imprudentes, os acidentes acontecem com mais frequência……….”

    Somos sabedores e em conformidade com os mais diversos dados estatísticos de acidentes de trânsito e dos mais diversos órgãos e entidades de trânsito, que os maiores problemas são: EMBRIAGUES NO VOLANTE, EXCESSO DE VELOCIDADE E ULTRAPASSAGENS EM LOCAIS PROIBIDOS. Como comentei anteriormente, o Estado Brasileiro não pode se acomodar, tem que colocar todo seu aparato de FISCALIZAÇÃO DE TRÂNSITO nas rodovias brasileiras, o Estado Brasileiro não pode e não deve dar trégua para as imprudências/ negligências/ crimes/ infrações de trânsito, DOA A QUEM DOER. O Estado Brasileiro tem fazer FISCALIZAÇÃO NO TRÂNSITO TÉCNICA, PLANEJADA, PROGRAMADA, ESTRUTURADA, CAPACITADA, QUALIFICADA e ir para as rodovias brasileiras SALVAR VIDAS!!!

    QUEM FOR PODRE QUE SE ARREBENTE!!! A VIDA EM PRIMEIRO LUGAR!!!

  • Abimadabe Vieira
    Postado às 12:40h, 25 novembro Responder

    É comum criar leis que não podem ser fiscalizadas por falta de fator humano, profissionais preparados e educação preventiva, é primeiramente importante a realização de campanhas voltadas para os fatores de risco que ceifam vidas de famílias em feriados prolongados, a exemplo do excesso de velocidade, a distração ao celular e ao grande vilão, a combinação de álcool atrelada à condução de veículos. No entanto, enquanto não forem adotadas medidas contundentes para frear essa calamidade, muitas vidas e famílias serão destruídas.

  • Marcelo Marcelino de Melo
    Postado às 17:22h, 25 novembro Responder

    Excelente tema e ótimo artigo, com informações excelentes.
    As campanhas de conscientização são importantes, sem dúvida nenhuma, agora, a redução dos acidentes está ligada também ao traçado da via e às sinalizações que não são respeitadas pelos motoristas. Muitas vezes o condutor está com pressa, quer chegar logo e acaba não atentando a detalhes que acabam ocasionando acidentes graves, com lesões graves e mortes”,

  • Talita de Sousa Lima
    Postado às 09:46h, 26 novembro Responder

    Infelizmente há ainda uma cultura errônea que associa diversão à álcool e outras drogas. Para piorar o quadro, ainda não temos conscientização necessária do dano causado por motoristas que encaram o trânsito nessas condições. É preciso que projetos para conscientização do uso de álcool e direção continuem existindo e alcançando cada vez mais motoristas e também todos os cidadãos em geral uma vez que as consequências são danosas para toda a sociedade!
    Talita de Sousa Lima (talitaeliviabraga@gmail.com)

  • Adriana Modesto
    Postado às 18:57h, 26 novembro Responder

    Muito embora a fiscalização seja realizada de forma mais ostensiva em feriados, a despeito disto, são observadas elevações no quantitativo de acidentes de transportes (por que se fiscaliza mais ou por que os condutores ficam mais propensos a cometer infrações?).
    O caráter sazonal naturalmente é apreciado conjuntamente com a tendência ao etilismo, a pressa em chegar a algum destino entre outros fatores, isto no contexto rodoviário. No contexto urbano os finais de semana se constituem como o momento crítico para os acidentes de transportes, haja vista uma incursão em qualquer pronto-socorro. Em se tratando da alcoolemia é importante destacar tanto a questão relacionada à saúde, mas também há que se ponderar acerca da sensação de impunidade corrente no país, mata-se no trânsito e a depender de quem seja, pouco ou quase nenhuma sanção sofre aquele que nestas condições deixa de ser um condutor e passa a ser um criminoso. (Adriana Modesto)

  • Noe M. Silva
    Postado às 08:30h, 28 novembro Responder

    Conscientização! Falta! Temos leis, temos regras,temos ótimas estradas! Temos pressa!
    Temos tudo, não temos nada! Quantas alegrias que terminam em tragédias!? Quantas famílias destruídas, culpadas ou não! Pois o acidente ele é provocado, mas ao envolvido nele… não depende ser. Será que é mais importante de olhar uma mensagem no celular que não se possa esperar um pouco? Será que é necessário, fazer uma ultrapassagem em local proibido do que esperar um pouco? Será que importante acelerar mais do que o limite permitido, do que esperar um pouco? Será que ao invés de esperar um pouco, precisamos ter pressa sempre? Vejo que o problema está em sabermos esperar um pouco mais. Então! pra que ter pressa de ir, se não podermos mais voltar. Existe um ditado muito antigo que todos quando pequeno já devem ter ouvido: “Vale mais perder um minuto na vida, do que a vida em um minuto”!

  • Arthur Henrique Assunção Magalhães
    Postado às 16:59h, 29 novembro Responder

    Os acidentes em final de semana e feriados alertam para outro problema que não foi citado no texto (pelo menos numa visão voltada para o trânsito urbano de Brasília). Nestes períodos, em regra, há uma redução do efetivo da fiscalização, tendo em vista que os servidores também utilizam este período para descanso com a família (com exceção das festas de final de ano), o que é merecido.

    Contudo, essa situação gera uma contradição. No momento em que o trânsito mais precisa de atenção da fiscalização, o efetivo acaba sofrendo redução.

    Os órgãos de trânsito e seus servidores precisam caminhar na direção oposta dos demais servidores públicos quando o assunto é final de semana e feriado, com a concessão de folgas em outros períodos, de forma diluída, sem prejuízo ao andamento das operações. Também é necessário contratar mais servidores para atender a demanda sempre crescente de frota e condutores.

  • Maria Cristina Alves
    Postado às 14:55h, 01 dezembro Responder

    É o bom e velho tripé: Imprudencia, imperícia e negligência. Junta-se a este tripé a sensação de impunidade e a sensação da diversão sem limite. O abuso do uso de bebidas alcoolicas principalmente, traz ao condutor a sensação de que nada pode acontecer com ele, nem acidente e nem fiscalização.
    A solução: aumento do efetivo de fiscalização e campanhas de conscientização com maior ênfase.

  • JOSÉ CLAUDIO DA SILVA
    Postado às 11:29h, 02 dezembro Responder

    Infelizmente muitas pessoas abdicam da segurança nessas datas, deixam de fazer a checagem no veículo, não utilizam os equipamentos de seguranças, excedem na velocidade e ainda consomem substâncias psicoativas.

  • THAIS COSTA ZANLUQUI
    Postado às 09:59h, 04 dezembro Responder

    É de extrema importância conferir todos os itens de segurança do veículo, porém o mais importante é dirigir sóbrio, sabendo o que realmente faz no trânsito.

  • Stefania Alvise Marcelo
    Postado às 16:33h, 05 dezembro Responder

    Pela estatística apresentada, parece até coincidência que, o maior número de mortes ocorra no feriado de finados. Realmente vale um momento de reflexão sobre as atitudes imprudentes das pessoas no trânsito. Os feriados são momentos tão esperados, planejados em família ou entre amigos, mas as pessoas pensam que acontece somente com o outro. Que no feriado, não tem problema beber aquela latinha de cerveja, aquela dose de bebida destilada e pegar o voltante porque a fiscalização diminui, que para chegar logo é preciso correr ou ultrapassar mesmo sem visibilidade, até pela confiança de conhecer a estrada ou o caminho….
    O excesso de autoconfiança e imprudência ainda fazem vítimas fatais no trânsito. O que era para ser momento de ‘relax’, torna-se uma marca para os que ficam. Uma dor irreparável!
    Os acidentes geralmente são horríveis, as pessoas ficam dilaceradas, desfiguradas. Os carros ficam parecendo latinha amassadas de tão pequenos, é de chocar!
    E mesmo assim, acontecem porque as pessoas quando sentam no banco do motorista acreditam ter SUPER PODERES! Pouquíssimas vezes a causa do acidente é fator mecânico, a maioria é falha humana. Por isso, acredito em ações educativas onde as pessoas fiquem chocadas vendo acidentes reais, mortes reais, imprudências reais.
    Ainda é grande a quantidade de pessoas que não usam o cinto de segurança nas estradas, na cidade sim, porque são adestradas e a fiscalização é maior.

  • ARLEI SOUZA DE OLIVEIRA
    Postado às 12:56h, 06 dezembro Responder

    Mais uma vez está provado, infelizmente, através de estatísticas que a culpa e o que provoca essas tragédias nas rodovias e estradas do pais realmente é o fator humano. Eu particularmente me coloco diante de duas indagações. O fato de mais de 90 % dos acidentes serem provocados por falhas humanas seria algo muito preocupante, o que teria que realmente ser feito para que houvesse uma conscientização em massa dos agentes envolvidos nessa catástrofe no sentido do indivíduo preservar em primeiro lugar sua própria vida, sua integridade física ? Porque tanta resistência do ser humano para uma uma mudança de comportamento onde o principal beneficiado seria ele próprio? E seus entes queridos? A segunda indagação é a seguinte nossos governantes, que na teoria seriam responsáveis pelas nossa seguranças, através da fiscalização e repressão não poderiam intensivar operações especiais nessas datas? não só com o objetivo de multar, de penalizar e sim no sentido de orientar, fiscalizar, reprimir e até fazer uso da força dentro das leis respeitando os direitos constitucionais?

  • EMERSON SANTANA
    Postado às 16:46h, 06 dezembro Responder

    Os números revelam comportamento!
    Em períodos de feriados os números de acidentes aumentam quase 30%. Isso devido ao aumento de veículos circulando, aliados a outros fatores como álcool, imprudência, velocidade, ultrapassagens proibidas e outros.Pois bem, se estes períodos já são mapeados, nota-se que o comportamento do condutor não muda, pois os números se repetem. Porque então, as fiscalizações educativas e de repressão às infrações são tão insignificantes nestes períodos? Basta sair em feriados e perceber que as necessidades primárias dos viajantes de se divertir e aproveitar todo o tempo possível com amigos e familiares se sobrepõem ao interesse global da segurança no trânsito e preservação da vida. Sendo assim, os números continuarão a se repetir. Ações específicas, pontuais, mais incisivas são necessárias nestes períodos para combater este comportamento individual e egoísta inerente a quase todos os cidadãos. É comportamental!

  • Waldete R. Rodrigues
    Postado às 16:57h, 06 dezembro Responder

    Mais uma vez é colocado em evidência a grande irresponsabilidade do nosso motorista em questão. Que traz a tona não só a má formação desse motorista, como evidencia também a má formação do cidadão brasileiro.
    Faz se importante buscar referências anteriores do ser humano pra entender a atitude desse cidadão. Encontramos em Hobbes uma definição clara desse ser, quando ele diz da dificuldade por natureza do ser humano de seguir regras. Acrescentamos a isso a formação brasileira de como se deu (sendo colonia de Portugal), e mais a falta de um ensino de qualidade e principalmente da matéria trânsito e cidadania. Infelizmente o resultado não poderia ser diferente é essa quantidade de gente que matamos todos os anos.

  • Jorge Jackson Fernandes
    Postado às 07:19h, 07 dezembro Responder

    A velocidade, a bebida, o desvio de atenção da direção com qualquer distração, seja a febre do uso do celular, seja mexer no som ou na bolsa, junto com o desrespeito à sinalização, já é um convite ao acidente.
    Isso dobra, quando as estradas estão tomadas de veículos e muitos, na pressa de chegar, não chegam. Muitos querem sair em cima da hora, sem planejamento de viagem, sem conhecimento de rota e, ainda, com muita distração ao volante. Somando tudo isso, é obvio que o número de acidentes com mortes vão ocorrer com maior frequência. Todos sabem. A Patrulha Rodoviária toma posição, a TV mostra as estradas tomadas por carros e alguma meia dúzia, ou menos, de prefeitura fazem campanhas focadas em viagens de feriados prolongados. Precisamos fazer muito mais, precisamos insistir em mais campanhas e o Estado investir em modos de transportes mais seguros e mais confortáveis, afim de propor ao viajante a troca de modal.
    Temos que diminuir os acidentes de trânsito em todas as frentes, frear de vez esses números epidêmicos de mortos ao volante.
    Desejar boa viagem, boas férias e torcer para que voltem…

  • Emanoel Placido da Silva
    Postado às 11:55h, 07 dezembro Responder

    Não devemos achar que os acidentes só acontecem com os outros! Esse pensamento de grande parte da população leva as pessoas a desconsiderarem o risco, o que ocasiona muitos acidentes. A diversão deve ocorrer sem a responsabilidade seja deixada de lado! Cada um é responsável pela segurança de todos!!!

  • Mercia Gomes
    Postado às 19:13h, 07 dezembro Responder

    Triste realidade, na qual é destacada somente nas vésperas, cabe destacar que os acidentes nessas datas festivas, já é sabido tamanho e números estatisticamente, por tal motivo, caberia iniciar projetos anteriormente. Ademais, sabemos que nao existem condutores irresponsabilizeis, como também a sinalização e ausência de boa pavimentação, tem sido fator de mortes em todo território nacional.

  • Adelmo Oliveira Amorim
    Postado às 16:24h, 08 dezembro Responder

    Infelizmente na nossa sociedade, feriado, fim de semana por estar vinculado a diversão é sempre ligada ao consumo de bebida, na minha cidade como acredito que na maioria seja igual, bares e festas ainda são o principal meio de diversão e como sempre com grande oferta e procura de bebidas, o que vemos depois é um verdadeiro shows de imprudências durante e principalmente depois na volta para casa.

  • MILTON RODRIGO LACERDA
    Postado às 19:18h, 08 dezembro Responder

    São dois tipos de violência que tem aumentado em nosso Pais, onde as vezes por conta de um desrespeito no transito acabo ocorrendo a outra, recentemente com a mudança de nossos governantes, acredito que o brasil irá tomar um novo rumo nas questões que tanto atingem o povo brasileiro, entre elas a violência urbana e no transito.

  • CARLOVAN PORTO DA SILVA
    Postado às 10:13h, 09 dezembro Responder

    A estatística negativa do trânsito brasileiro já nos mete medo e somados aos feriados prolongados que não são poucos, nos surpreende mais ainda. Mas é de se observar que a população ativa brasileira é uma das que mais se dedica ao trabalho no mundo. Os meios de comunicação de massa juntamente com toda a mídia moderna deveriam propagar mais campanhas preventivas e portanto mais criativas divulgando peças publicitárias voltadas para inferir na mudança de comportamento dos usuários das vias públicas e principalmente com foco nos condutores de veículos automotores que mal planejam ou não programam com segurança os feriados e descansos prolongados aumentando as tragédias quando do fim das comemorações regionais e nacionais. A sociedade parece até se acomodar com o saldo de mortes das tragédias anunciadas pela tv após os feriados mais marcantes. Cabe ao poder público sempre alertar com campanhas educativas e preventivas pras datas comemorativas, mas nem sempre vimos isso acontecer com um impacto desejado no trânsito. O observatório faz um grande alerta que precisa ser reestudado por medidas efetivas que cumprem objetivos de conscientizar a população com medidas preventivas de segurança viária.

  • Sérgio Augusto de Carvalho
    Postado às 21:49h, 09 dezembro Responder

    Lamentavelmente o brasileiro se acha no direito de extrapolar os limites quando se encontram em momentos de lazer ou de descanso, agravando assim os índices de mortes nos feriados prolongados e nas férias escolares. Já prevendo essa situação o Capitulo VI do Código de Trânsito Brasileiro, obriga os órgãos que compõem os sistema nacional de trânsito a desenvolverem trabalhos educativos nestes períodos citados e também na semana nacional definida no calendário nacional..
    Se toda administração pública e as iniciativas privadas se mobilizassem nestes períodos críticos intensificando fortemente a educação e conscientização dos riscos certamente teríamos resultados menos negativos.

  • JAIR SOARES
    Postado às 01:20h, 10 dezembro Responder

    infelizmente uma cultura nada exemplar pois quem bebe e assume a direção no meu ponto de vista não tem direito nem de defesa pois o bem Maior e a vida, sera que uma pessoa nessa conduta se o incidente fosse com a família dele por exemplo seria diferente ou a dor e a mesma devemos pensar que pessoas sempre serão bem maior.
    no trânsito a vida sempre vem primeiro vamos respeitar a vida sempre.

  • Lindolfo Matheus Hardt
    Postado às 15:57h, 10 dezembro Responder

    Os motivos são sempre os mesmos e a imprudência fala mais alto. Todos os fatores citados acima colaboram para esse terror que assola o trânsito brasileiro, nesse momento, melhor dizendo previamente a estas datas as ações educativas e a fiscalização são fundamentais para redução destes dados estatísticos.

  • MARCOS ANDRE FARIAS DE LIRA _
    Postado às 19:56h, 10 dezembro Responder

    Sabe-se por este estudo que um dos maiores causadores de acidente é a perigosa combinação e álcool e direção. Os condutores ainda insistem neste tipo de crime que destrói sonhos de famílias. Mesmo com as penas mais rígidas e multas caras, o problema da alcoolemia na direção ainda é alarmante nas estradas brasileiras. Parabéns ao ONSV pela luta contra o álcool na direção de veículos, Ações como estes estudos contribuem para que a sociedade tenha informações para agir em favor da vida na direção.

  • Paulo Botelho
    Postado às 21:50h, 10 dezembro Responder

    É uma tristeza sem fiz mesmo. Ao ler o artigo me veio em mente que nos feriados prolongados também temos a redução do transporte coletivo, aqui em Florianópolis, os eventos realizados por alunos da UFSC, fizeram um acordo com Vans de transporte, que levam e buscam, o valor é R$ 5,00 por pessoa, e é incrível como funciona. Eu acredito que as campanhas são fundamentais, sem elas as estatísticas poderiam estar piores, falta mais vontade e apoio, acredito que a parte educativa esta sendo feita, e cada vez melhor, o que está faltando é uma empurrão para as pessoas mudarem seu comportamento.

  • Carlos Eduardo
    Postado às 22:25h, 10 dezembro Responder

    A velha e fatal combinação pressa, álcool e sono nos feriados as pessoas tentam aproveitar ao máximo seus momentos de folga e esquecem dos cuidados básicos na direção, aliado ao grande volume de veículos nas vias resulta em números que assustam, mortes e feridos muito acima da média, mas a pergunta que fica é como mudar isso? aumentar a fiscalização, investir em educação ou acabar com os feriados existem muitas possibilidades o que não podemos é continuar com famílias tristes nas datas em que deveriam estar comemorando.

  • Ronaro Ferreira
    Postado às 15:05h, 11 dezembro Responder

    Para reflexão e provocação.
    O artigo colocou em dados algumas coisas que quem já é da área (gestão de trânsito) já pressente, mas com mais fundamentação. (Parabéns!)
    Mas podemos pensar em outras coisas…
    Eu trabalho em um órgão de trânsito municipal. Nossas estatísticas indicam que os acidentes no Carnaval reduzem para metade da média diária anual. Nestas datas os acidentes mudam de endereço, saem das vias urbanas e passam para as rodovias.
    Mas podemos pensar o contrário. Se o número de veículos triplica na rodovia (suposição minha), então os acidente deveriam triplicar, ou quadruplicar… Se o número de acidentes aumenta 30% e a o volume de veículos triplica , então o número de acidentes por veículo diminui nos feriados?
    Mas, além do aumento do número de veículos, também aumenta a presença dos agentes de trânsito, das blitzes, das campanhas educativas…
    Talvez este aumento de 30% seja um indicador de que a presença de ações dos órgãos gestores é capaz de reduzir o número de acidentes…

  • André M. Lourenço
    Postado às 04:06h, 12 dezembro Responder

    Feriado mais veículos, mais pessoas, mais álcool. A combinação disso tudo é mais mortes.
    Aumento da fiscalização e campanhas educativas antes dos feriados, e não durante.

  • Miriam Pimentel Falleiros
    Postado às 14:50h, 12 dezembro Responder

    Interessante artigo sobre uma estatística que quase todos já sentiram na pele, um amigo, familiar ou conhecido acidentando em épocas de festas ou feriados. A questão de beber e dirigir ou apenas dirigir prudentemente tem que ir além do cuidado próprio e o de não se arriscar e sim partir para um fundamento humano de respeito ao próximo, quando o motorista bebe e dirige, ou tecla e dirige, ou é negligente de qualquer outra forma ele está colocando a vida de inocentes em risco. A ideia de respeito social de um motorista vai além de seguir regras, normas e lei e sim preservar a segurança própria e garantir a segurança de qualquer outra pessoa em deslocamento.

  • Rafael da Silva Souza
    Postado às 15:04h, 13 dezembro Responder

    Lamentável ainda nos dias de hoje mesmo após ao longo desses anos após campanhas educativas, mudança na legislação, ações governamentais e não governamentais em prol da segurança viária, ainda nos deparamos com essa triste realidade em que condutores imprudentes insistem em adotar esse comportamento nocivo. E preciso uma mudança de comportamento.

  • Elaini Karoline Russi
    Postado às 20:38h, 13 dezembro Responder

    Os dados estatísticas permitem identificar quando ocorrem os maiores índices de acidentes de trânsito e os motivos atrelados a tais, assim como também possibilita identificar os possíveis grupos de riscos. Então a ideia é que quanto mais acesso a informação melhores condições para propor intervenções. Algumas alternativas já estão disponíveis e são usadas por parte da população, por exemplo os aplicativos: ‘uber’, ‘bla bla car’ já contribuem para diminuir a probabilidade de pessoas alcoolizadas circularem com veículo na via pública.

  • Glendo Ghess de Amorim
    Postado às 20:45h, 13 dezembro Responder

    Algumas combinações já prevem um resultado, como é o caso da combinação feriado, maior número de pessoas circulando e maior probabilidade de pessoas alcoolizadas conduzirem veículo na via pública, ou seja, o resultado tende a apresentar altos índices de acidentes de trânsito com mortes. Se já é possível prever o resultado da combinação, então o que se pode fazer para evitar essa combinação? Talvez o principal fator da combinação que possa ser evitado é a probabilidade de pessoas alcoolizadas conduzirem veículo na via pública. Então o que fazer para evitar isso? Essa questão precisa ser respondida conforme o contexto cultural de cada localidade do Brasil, pois a alternativa é identificar modos de circular na via sem precisa conduzir veículo motorizado.

  • Arilmar Teixeira da Silva
    Postado às 05:31h, 14 dezembro Responder

    O grande numero de veículos transitando nestas épocas festivas , aumentam muito risco dado a quantidade do fluxo nas vias , que consequentemente aumenta a necessidade de urgência no deslocamento nas saídas dos feriados e na chegada do feriado, se formos fazer o levantamento maiores índices de acidentes estão no período da saída e chegada do feriado, Já pude observar que fora destes dois dias de viagem , o transito nas BRs e estradas Estaduais , o fluxo e menor e o risco também e menor.
    Baseado nisto , todo esforço de campanhas , blitz educativa ou repreensiva deveria acontecer nestes dois dias. Ademais como havia comentado em outro momento , assim como acontece no caso dos cigarros , deveríamos ter também a mesma forma impactante de imagem distribuídas nos bares por meio de panfletos , cartazes e ou cartilhas nos restaurantes e ou locais de foliões , nos cruzamentos, e também formas de ter as empresas de bebidas envolvidas neste contexto . Nos períodos de carnaval , assim como são distribuídos preservativos nesta época ,poderíamos distribuir bafómetros descartáveis , mesmo sabendo que talvez não seriam usados em sua maioria , mas seriam como uma forma advertência para o não uso de bebida alcoólica x uso do volante.

  • Cléo Barbosa Cardozo
    Postado às 09:05h, 14 dezembro Responder

    Infelizmente o excesso de velocidade e o consumo de álcool ao volante ainda são os principais causas de acidentes, principalmente nos feriados prolongados.

  • Sílvia Miranda Rosa de Lima
    Postado às 10:36h, 14 dezembro Responder

    O uso de trechos de músicas de carnaval no artigo, frases de efeito, convocam eficientemente o interlocutor a recordar da festividade e sua relação com o amplo consumo de álcool, mostrando com clareza os impactos deste fator no aumento de mortes por acidentes viários. O aumento da ingestão de bebidas alcoólicas nos feriados prolongados é um aspecto que permeia a realidade cultural brasileira. Portando, o apelo á conscientização sobre os aumentos de riscos nestes períodos é uma estratégia de extrema importância para sensibilização coletiva. O apontamento dos fatores sono e cansaço no aumento dos riscos chama a atenção para um ponto que, creio eu, ainda não faz parte da reflexão da maioria dos usuários das vias. Um artigo muito bem elaborado que demonstra a necessidade de promoção da segurança viária para que estes festejos se mantenham no ritmo de “Quanto riso… Oh, quanta alegria!”.

  • Julio Cesar Gonçalves
    Postado às 11:54h, 14 dezembro Responder

    ocorre mudanças na legislação, mais o individuo fazendo o uso da sua ignorância insiste em desrespeitar as lei, lamentável isso acontecer nos dias de hoje com tudo que vem sendo feito para a melhoria do meio social que chamamos de trânsito.

  • Fabio Fernandes Silva Alves
    Postado às 18:52h, 14 dezembro Responder

    A euforia para a diversão sem limites causa dor e sofrimento para muitas famílias brasileiras nos feriados prolongados, devido as leis de trânsito serem totalmente desrespeitadas. A falta de responsabilidade de alguns condutores tira a vida de muitas pessoas. O uso de bebidas pelos condutores torna o veículo uma arma perigosa que destrói muitos sonhos e pega muitas famílias de surpresa com notícias de acidentes de trânsito, muitas vezes fatais. A conscientização da sociedade acerca da educação para o trânsito poupará vidas.

  • MAURICIO PONTELLO
    Postado às 11:33h, 15 dezembro Responder

    Gostei muito da provocação reflexiva do RONARO FERREIRA
    Postado às 15:05h, 11 dezembro
    O sentimento que nos resta é de que não deveria ser assim.

  • Amilton Alves de Souza
    Postado às 01:30h, 16 dezembro Responder

    Mistura de álcool x direção aliado muitas vezes ao cansaço ou a pressa dos condutores,que se arriscam nas ultrapassagens e excedem o limite de velocidade, é o coquetel perfeito para as tragédias anunciadas que ocorre todos os anos nos feriados prolongados, É necessário promover um choque de realidade, demonstrando de forma mais impactante e eficaz os condutores imprudentes.

  • Priscila Uliana Albarice
    Postado às 02:12h, 16 dezembro Responder

    ótimo artigo!
    Infelizmente essa é uma realidade não só dos feriados prolongados.
    Além do dever estatal de manter a sinalização adequada nas vias e de mantê-las em boas condições de circulação, é preciso que nossos condutores sejam conscientizados sobre os riscos de dirigir embriagado com campanhas que consigam, de fato, tocar em seu íntimo.
    Com a nova infração de recusa ao etilômetro e devido à fiscalização falha, muitos acabam saindo impunes. É necessário que se majore a penalidade no âmbito criminal pois só assim será possível frear o comportamento irresponsável de alguns condutores.

  • Beatriz Rocha Araujo
    Postado às 13:00h, 16 dezembro Responder

    Existem comportamentos muito prejudiciais para a nossa vida, os feriados prolongados muitas vezes acabam tirando a vida de muitas pessoas por imprudência, pressa, combinações perigosas, como sono e direção, álccol e direção. É válido aproveitar o feriado prolongado para viajar, passear, mas é necessário o cuidado como todos os outros dias do ano,

  • José Carlos de Lima Souza.
    Postado às 17:05h, 16 dezembro Responder

    Conforme consta os dados estatísticos, confiáveis, datam o ano de 2015… Estamos no final do ano de 2018 e, induvidoso que, neste corrente ano os respectivos números são maiores, lamentavelmente. Apesar das onerosas cominações legais prevista na legislação regente – C.T.B., condutores de ambos os sexos são flagrados em inúmeras infrações de trânsito. Segundo OBSERVATÒRIO o causador do alto índice de 50% (cinquenta por cento) de acidentes em rodovias nacionais é a fatídica mistura de sono/cansaço/direção veicular imprudente, negligente ou imperita. .

  • Carlos Rummenigge Moreira da Silva
    Postado às 18:17h, 16 dezembro Responder

    Não existe nada errado na busca de sair de casa e dar aquela volta. Mas culturalmente, nossa população mistura álcool e direção, fazendo que esses feriados prolongados sejam marcados por fatalidades e tragédias. Que sejamos a mudança no trânsito que queremos. Alertando amigos, parentes e conhecidos.

  • Carlos José Antônio Kümmel Félix
    Postado às 20:50h, 16 dezembro Responder

    PRECAUÇÃO / DIREÇÃO DEFENSIVA / FISCALIZAÇÃO: Os feriados prolongados deveriam ser momentos de alegria e diversão, de descansar, viajar e curtir, mas, infelizmente, são de tristeza para as famílias e amigos das vítimas fatais do trânsito. Isso porque há um crescimento de até 30% no número de acidentes de trânsito com óbito em feriados prolongados, segundo dados levantados pelo setor de Estatísticas do OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária

  • rokmenglhe Vasco Santana
    Postado às 00:14h, 17 dezembro Responder

    Excelente matéria.
    A triste realidade mostra cada vez mais o crescimento desenfreado de mortes no transito. Por mais que haja rigor na hora de punir ainda assim não é o suficiente. Sendo necessário mais investimento em políticas de prevenção através de educação de trânsito em diferentes contextos sociais desde a primeira infância, para que possamos enxergar a médio e a longo prazo a diminuição das mortes que poderiam ser evitadas e prevenidas.

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