Na última segunda-feira, 04, foi ao ar pela TV Câmara de São José dos Campos/SP, uma reportagem que abordou o aumento de óbitos no trânsito na região do Vale do Paraíba, em São Paulo.
A reportagem trouxe dados dos óbitos no trânsito no Brasil e na região abordada. A matéria apresenta números do Infosiga, de mortes no Brasil, em 2023. De acordo com a ferramenta, no país houveram 390 mil vítima fatais no trânsito, no ano passado. No Vale do Paraíba foram 253 óbitos de janeiro a setembro, em 2023. No mesmo período deste ano, a região contabilizou 259 mortes nas ruas, rodovias e estradas. Ou seja, houve um aumento de 10,3%, quando comparados os primeiros nove meses de 2023 e 2024.
Segundo a reportagem, a cidade com o maior índice de mortes no trânsito na região do Vale do Paraíba é São José dos Campos/SP. O município contabiliza 59 vítimas fatais, nos primeiros nove meses de 2024.
"São dois motivos que podemos atribuir ao aumento no número de vítimas. O primeiro é a sensação de impunidade, que tem crescido. O segundo motivo é a questão da agressividade das pessoas. Com a polarização, o excesso de informação e as redes sociais, as pessoas estão ficando mais intolerantes e agressivas. Você vê as pessoas brigando em casa e isso tem sido levado para dentro do trânsito."
Para o CEO do Observatório, adotar medidas, principalmente de velocidade nas vias urbanas, deve ser um esforço do poder público. "A grande solução, a mais rápida e imediata, é a gente conseguir ter práticas de velocidade mais amenas e mais adequadas, principalmente em zonas urbanas. Isso passa pelo poder público, ao rever a regulamentação da velocidade nas cidades, mas também pelos usuários, ao praticar a velocidade adequada, principalmente em locais com travessia de pedestres e em frente as escolas, por exemplo", comentou.
Vítimas do trânsito x vítimas de armas de fogo
A reportagem da TV Câmara de São José dos Campos ainda falou sobre o Relatório Comparativo entre Homicídios por Armas de Fogo e Sinistros de Trânsito, recém divulgado pelo Observatório.
Segundo o estudo, 73% dos municípios do Brasil contabilizam mais mortes no trânsito do que por armas de fogo.
"Despertar na sociedade essa consciência de que o trânsito também é muito perigoso. Eu costumo brincar que, se você se hospeda em uma cidade que não conhece e resolve sair para jantar a pé à noite, na quadra seguinte, e o atendente do hotel disser que ali no último ano ocorreram cinco homicídios, você vai pensar duas vezes antes de sair. Entretanto, se ele disser que no último ano morreram cinco pessoas atropeladas, você vai sentir um pouco de choque, mas ainda assim seguirá rumo ao restaurante. Essa é a diferença na percepção de risco”, disse o CEO do Observatório, Paulo Guimarães.
Assista a reportagem completa clicando aqui!
Observadoras Certificadas tomam posse como membros da Câmara Temática de Saúde para o Trânsito (CTST)
Na última quarta-feira (27), as Observadoras Certificadas Adriana Modesto de Sousa e Inês Arend tomaram posse como membros da Câmara Temática de Saúde para o Trânsito (CTST), conforme a Portaria Contran nº 3, de 25 de julho de 2025, nas funções de titular e suplente, respectivamente. A indicação foi realizada pelo OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária.
OBSERVATÓRIO participa de audiência pública para avaliação do Pnatrans
Na manhã desta terça-feira, 26, o OBSERVATÓRIO, representado pelo CEO, Paulo Guimarães, participou de uma audiência pública para avaliação do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans).O encontro foi solicitado pelo deputado Hugo Leal (PSD-RJ), por meio da Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados.
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