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Morte de ciclistas tem redução de 10% no país

Escrito por Portal ONSV

15 JUL 2016 - 09H55

Percentual é apurado em análise do ONSV, que teve como base dados oficiais relativos ao ano de 2014 disponibilizados pelo DataSUS

Na epidemia de mortes que o trânsito brasileiro provoca, um segmento registrou redução: o de ciclistas. Análise do ONSV (OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária) sobre os últimos dados oficiais disponíveis divulgados pelo DataSUS, e relativos ao ano de 2014, apura redução 10% na morte de ciclistas em acidentes de trânsito no período de 2010 a 2014.

A queda pode ser atribuída a diversos fatores. Nos últimos anos, grande número de cidades têm construído faixas exclusivas aos ciclistas, que ganham cada vez mais espaço nas ruas. Em tempos de crise econômica, a bicicleta, pela economia que proporciona, está deixando de ser um veículo de lazer para os finais de semana e se tornando meio de transporte preferencial, especialmente dos que não têm de percorrer longa distância até o trabalho, por exemplo.

O rigor na fiscalização da distância prevista em lei que condutores de veículos têm de manter de ciclistas (de 1 metro e meio) tem sido ampliado em várias localidades. Na Capital de São Paulo e no estado do Rio Grande do Sul, por exemplo. A redução do limite de velocidade em vias é outro fator que colabora para que acidentes fatais envolvendo ciclistas registrem redução.

Se existem, porém, legislação e políticas públicas em benefício da segurança do ciclista, há também obrigações que ele deve cumprir, algumas delas, inclusive, estabelecidas em lei. Trafegar do lado direito da via e nunca na contra mão é uma delas. Além disso, a bicicleta deve possuir retrovisor, sinalização noturna e campainha ou buzina, que contribuem na comunicação.

Usar capacete de tamanho adequado e prendê-lo bem é outra atitude que não deve ser negligenciada. Pedalar usando roupas que permitam que seja visto por outros que estão na via e até mesmo faixas reflexivas colabora também para a segurança. Óculos de proteção para os olhos é outro item importante para a segurança.

O ciclista deve conhecer como sinalizar com os braços suas manobras. Erguer a mão espalmada significa que vai parar. Levantar a não direita ou a esquerda revela a direção que pretende seguir. Gestos simples como esses facilitam a comunicação nas vias e podem evitar acidentes.

Para garantir a segurança, deve estar atento e tomar cuidado ao passar por carros estacionados (já que a qualquer momento a porta pode ser aberta provocando queda), garagens e vagas de estacionamento.

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Observadores Certificados

SISTEMA ANCHIETA-IMIGRANTES/SP TEM O ANO MAIS LETAL DE TODA A SÉRIE HISTÓRICA

A matéria do Diário do Grande ABC da última segunda-feira (27), alertou que, segundo dados do Infosiga, sistema de monitoramento do governo estadual gerenciado pelo Detran-SP (Departamento de Trânsito de São Paulo), o número de mortes no trânsito nas rodovias do SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes) de concessão da Ecovias, no Grande ABC - estado de São Paulo -, é o maior da série histórica, divulgada desde 2015. O Observador Certificado Régis Frigeri avaliou boas práticas que promovem a segurança do trânsito nas rodovias a pedido da reportagem.

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Observadores Certificados

OBSERVADOR CERTIFICADO É UM DOS PALESTRANTES DO SANTA SUMMIT

O doutor em Mobilidade Urbana, professor da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) e Observador Certificado, Carlos Félix, foi um dos palestrantes durante o Santa Summit. Realizado entre os dias 24 e 25 de novembro, o evento abordou diversas temáticas com base em cinco pilares: Educação, Inovação, Empreendedorismo, Negócios e Sustentabilidade, em Santa Maria, Rio Grande do Sul.

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Observadores Certificados

MODELOS PREDITIVOS PARA SINISTROS DE TRÂNSITO

A segurança viária é uma prioridade incontestável em todo o mundo, uma vez que sinistros de trânsito não apenas resultam em perdas significativas de vidas humanas, mas também têm impactos econômicos e sociais substanciais. Em busca de estratégias mais eficazes de prevenção e intervenção, os modelos preditivos de sinistros de trânsito emergem como ferramentas cruciais na compreensão dos fatores subjacentes à ocorrência desses eventos e na antecipação de riscos potenciais. Esses modelos abrangem desde abordagens estatísticas tradicionais, oferecendo insights valiosos para planejadores urbanos, engenheiros de tráfego e autoridades de segurança viária.

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