Representantes do transporte público em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, encontram dificuldade em recuperar a demanda anterior à pandemia de Covid-19 devido a diversos fatores. O professor da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), engenheiro civil e Observador Certificado, Carlos Félix, falou no último sábado (17), ao jornal digital GZH sobre o benefício de implantação da integração tarifária como alternativa para atrair o público.
Recuperar a demanda anterior à pandemia é desafio para diversos setores. O transporte público é um deles. Na Região Metropolitana de Porto Alegre, por exemplo, o serviço de trens operado pela Trensurb (Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre) foi afetado nos últimos anos com a fuga de viajantes. Entre 2019 e 2023, o trem perdeu quase 16,5 milhões de passageiros. Mesmo sendo uma das principais conexões entre a capital e cidades ao redor — passa por Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Novo Hamburgo.
Depois da queda gerada pela pandemia em 2020, a Trensurb até conseguiu atrair pessoas de volta ao sistema em 2021 e 2022. Mas, no ano passado, voltou a perder público. Um relatório divulgado pela empresa pública recentemente mostra que 31.651.041 usuários foram transportados em 2023. São 315.639 a menos do que em 2022. A queda é singela, de cerca de 1%, quase uma estabilização. Mas ainda é uma perda.
Não só no trem, mas na mobilidade urbana em geral, a queda de circulação vem sendo notada e discutida por especialistas ao longo dos últimos anos. Ir ao banco, comprar uma peça de roupa ou um par de tênis, até fazer as compras de mercado. Tudo tornou-se possível com alguns toques na tela do smartphone. Com isso, a necessidade de se deslocar também reduziu. Restava o transporte como meio para chegar ao trabalho, ao colégio, na faculdade etc.
O diretor-presidente da Trensurb, Fernando Marroni, acredita que há espaço para crescimento de passageiros no trem metropolitano. E ele pontua dois caminhos para isso: a inclusão de mais usuários no sistema através de gratuidades custeadas por subsídios públicos e a retomada de integrações tarifárias entre outros modais e o trem.
“Estamos em conversas com o governo federal para que pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) tenham direito à gratuidade no trem. Hoje, se uma pessoa de baixa renda quer procurar um emprego ou até um serviço de saúde, muitas vezes não tem nem o dinheiro para passagem. Por isso, essa gratuidade seria importante e poderia ser custeada com aumento do subsídio tarifário”, contextualizou o diretor-presidente da Trensurb.
O professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), especialista em mobilidade urbana e Observador Certificado, Carlos Félix, apontou que na operação dos sistemas de transportes é essencial a implantação de integração tarifária.
“Isso incentiva o uso do transporte público e simplifica o processo de pagamento para os passageiros”, explicou o especialista.
Ainda segundo o professor, quando medidas são adequadamente implementadas, é possível disponibilizar sistemas de transportes mais integrados e eficientes em termos de custo e de tempo. Além de oferecer a todos os passageiros (frequentes, habituais ou eventuais) deslocamentos mais convenientes e atraentes.
“Isto promove uma redução do tráfego motorizado individual nas vias urbanas, promovendo os transportes coletivos e também transportes não motorizados, a pé e de bicicleta. Tudo contribui para a sustentabilidade ambiental e segurança viária”, projetou Carlos.
Leia a reportagem completa: https://gauchazh.clicrbs.com.br/porto-alegre/noticia/2024/02/como-a-trensurb-pode-recuperar-16-milhoes-de-passageiros-perdidos-desde-a-pandemia-clsp0x4ef006p014ly2pyvep6.html
Foto: Ronaldo Bernardi/Agencia RBS/Divulgação.
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