OBSERVATÓRIO | A guerra que o Brasil trava diariamente
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A guerra que o Brasil trava diariamente

A guerra que o Brasil trava diariamente


A guerra que o Brasil trava diariamente

Em cada Boletim Estatístico divulgado pela Seguradora Líder DPVAT, companhia que administra o Seguro DPVAT em todo o Brasil, é possível constatar uma triste realidade. Os acidentes de trânsito com vítimas (fatais ou que sofreram alguma lesão) têm aumentado significativamente.  Numa rápida análise dos números, é possível observar que no primeiro semestre de 2013 foi registrado um crescimento de 38% de indenizações pagas pelo Seguro DPVAT em comparação ao mesmo período do ano anterior. Estão contabilizadas, nesta percentagem, as indenizações pagas nas três coberturas possíveis (morte, invalidez e reembolso de despesas médico-hospitalares). Quando observamos o aumento de benefícios concedidos para vítimas que sofreram algum grau de invalidez o dado assusta ainda mais: 51% nos primeiros seis meses deste ano comparado ao mesmo período do ano passado.

O que esses dados nos mostram? Primeiro: o crescimento pode ser atribuído a uma maior quantidade de acidentes registrados em todo o País. Segundo: é um reflexo direto das diversas ações de divulgação do Seguro DPVAT, que visam reforçar, junto à população brasileira, quem tem direito a pedir este benefício, que é um direito de todas as vítimas que sofreram alguma lesão em decorrência de acidente com veículos automotores por via terrestre. Não há como explicar os números sem dissociar uma causa da outra. Invariavelmente, o que gostaria de chamar a atenção é que boa parte das indenizações por invalidez permanente são destinadas a jovens com idades entre 18 e 34 anos. Em outras palavras, uma importante fatia da faixa etária economicamente ativa do País. Pessoas que deixam de colaborar para o Estado, passando a depender deste.

Quando o assunto é trânsito, o Brasil tem estatísticas dignas de uma guerra. Prova disso é que, em virtude da Semana Nacional de Trânsito de 2013 (celebrada entre o dia 18 e 25 de setembro), a campanha educativa do DENATRAN (Departamento Nacional de Trânsito), instituição que recebe, anualmente, 5% da arrecadação total gerada pelo Seguro DPVAT, deu prioridade à questão das vítimas que se tornaram inválidas em virtude da violência no trânsito.  A preocupação cresce em proporção direta ao que os números gerados pela Seguradora Líder DPVAT apontam. Mas o que fazer para inverter essa situação?

Sabe-se que os acidentes de trânsito ocorrem por diversos fatores, incluindo a imprudência, a imperícia, o desrespeito ao Código Brasileiro de Trânsito, a ingestão de bebidas alcoólicas ou drogas ilícitas e lícitas (no caso de alguns medicamentos). Então, antes de mais nada, é preciso fazer um “trabalho de base”, voltado para uma melhor educação no trânsito. Certamente, a aplicação das leis de trânsito colabora para que a violência nas ruas e estradas diminua, mas não é o suficiente. É preciso conscientizar a população e criar políticas educativas voltadas para as crianças de hoje (condutores de amanhã). Só assim será possível fazer com que a curva de crescimento, que não para de crescer ano a ano, estabilize e, em seguida, comece a declinar. Só assim será possível fazer com que o Brasil consiga atingir a meta estipulada pela Organização das Nações Unidas que, em 2011, lançou um desafio para os países reduzirem pela metade o número de mortes no trânsito em um prazo de dez anos.

É preciso somar esforços para que, em um futuro breve, o trânsito brasileiro se torne mais humano!

Ricardo Xavier
Diretor Presidente da Seguradora Líder DPVAT

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos seus autores, não representando, portanto a opinião desta organização.

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