OBSERVATÓRIO | Brasil precisa priorizar a redução dos acidentes com motos e punir as infrações de trânsito com severidade, diz diretor de Operações da Arval Brasil
20204
post-template-default,single,single-post,postid-20204,single-format-standard,ajax_fade,page_not_loaded,,hide_top_bar_on_mobile_header,qode-theme-ver-10.1.1,wpb-js-composer js-comp-ver-5.0.1,vc_responsive

Brasil precisa priorizar a redução dos acidentes com motos e punir as infrações de trânsito com severidade, diz diretor de Operações da Arval Brasil

Brasil precisa priorizar a redução dos acidentes com motos e punir as infrações de trânsito com severidade, diz diretor de Operações da Arval Brasil

Empresa faz parte do Programa Laço Amarelo e está engajada em preservar vidas

Priorizar a redução dos acidentes com motos e punir de maneira mais severa as infrações de trânsito são algumas das medidas apontadas por Rodrigo Amaral, diretor de Operações da Arval Brasil, para ampliar a segurança viária no país, que concedeu entrevista ao portal www.segs.com.br.

Presente no Brasil há 10 anos, a Arval é uma Empresa Laço Amarelo, programa do OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária que demonstra a preocupação da empresa com um trânsito seguro, além de incentivar cada um de seus condutores e colaboradores a adotarem um comportamento mais prudente e responsável, tendo como premissa a preservação de vidas. A Arval faz parte do grupo BNP Paribas, especializada em terceirização de frotas.

Para Amaral, embora o Brasil tenha avançado no sentido de reduzir o número de mortes decorrentes de acidentes, as estatísticas ainda são alarmantes. “É preciso insistir nas mensagens que explicitam a tragédia do trânsito, assim como é feito com relação ao tabaco, que estampa uma mensagem ruim em cada maço de cigarro. Se eu tivesse que apostar em um item para tornar o trânsito mais seguro ele seria tornar os usuários mais seguros, mais ainda do que os veículos e as vias de rodagem”, defende.

Confira a entrevista:

Como o senhor avalia o engajamento do Brasil no âmbito da Década de Ação pela Segurança no Trânsito, lançada pela ONU?

O engajamento brasileiro é tímido, mas ao mesmo tempo não é um fracasso total. Lentamente, vamos reduzindo as estatísticas de acidentes com vítimas que, no entanto, ainda são alarmantes. É nítido que há uma melhora no país, muito mais relacionada ao novo código de trânsito que instituiu o sistema indiscriminado de multas, que apesar de ter se convertido em uma indústria arrecadatória, inegavelmente resultou numa melhora do comportamento dos condutores. Outro item que trouxe um efeito positivo foi a obrigatoriedade recente de airbag e freio ABS em automóveis, o que pouco a pouco está substituindo uma frota velha sem os recursos, por outra mais moderna e mais segura. Na ocasião, o governo tentou suprimir a exigência nos últimos momentos, mas felizmente venceu o critério de segurança. O que, no entanto, infelizmente ainda contribui muito para as estatísticas são os acidentes com motos, em que não houve muito progresso.

Na sua opinião, o que é preciso fazer para tornar o trânsito mais seguro e reduzir as mortes por acidentes no Brasil?

Na atual situação, colocaria foco nas motos, tornando obrigatório o freio ABS, assim como é nos automóveis. Outra mudança que, na minha opinião, também está faltando, é uma punição mais severa de infratores. Em alguns casos não basta multa: temos que ser mais severos com certos comportamentos que colocam em risco a vida de outras pessoas, punindo-os até com encarceramento em alguns casos e suspensão longa ou definitiva de habilitação em outros, quando o infrator é recalcitrante. É preciso também insistir nas mensagens que explicitam a tragédia do trânsito, assim como é feito com relação ao tabaco, que estampa uma mensagem ruim em cada maço de cigarro. Se eu tivesse que apostar em um item para tornar o trânsito mais seguro ele seria tornar os usuários mais seguros, mais ainda do que os veículos e as vias de rodagem. Considero que o fator cultural ainda é o preponderante. Não se trata de uma conclusão científica, mas sim de minha observação pessoal.

Que iniciativas em prol de um trânsito mais humano e seguro vêm sendo tomadas pela Arval no país?

A Arval é diretamente interessada no tema e tentamos promovê-lo com todas as ferramentas que estão às nossas mãos: cursos de direção defensiva; promoção de modelos de veículos melhor posicionados nos rankings de segurança; apoio e divulgação do “Maio Amarelo”, que visa à conscientização sobre o assunto, constantes publicações voltadas à comunidade que nos acompanha nas redes sociais.

1Comentário
  • BENEDITO LUIS DE FRANÇA
    Postado às 10:34h, 17 janeiro Responder

    VAMOS LÁ! ESSE COMENTÁRIO TERÁ QUE SER FEITO POR ETAPAS:

    Primeiramente, PARABENIZAR a Empresa ARVAL BRASIL, por ser uma Empresa LAÇO AMARELO e por se preocupar e por trabalhar em prol de um trânsito mais seguro no Brasil, mas especificamente nas suas áreas de atuações, como é o caso citado dos treinamentos em DIREÇÃO DEFENSIVA e outros treinamentos. Não podemos deixar de citar, que a mesma também apoia o Movimento MAIO AMARELO, nesse caso, saindo das suas áreas de atuações e ajudando a propagar um trânsito mais seguro e com PAZ no Brasil e no mundo. PARABÉNS!
    Em segundo lugar, não podemos concordar com a seguinte colocação do seu Diretor de Operações: “…………..muito mais relacionada ao novo código de trânsito que instituiu o sistema indiscriminado de multas, que apesar de ter se convertido em uma indústria arrecadatória, ………”, pois, o CÓDIGO BRASILEIRO DE TRÂNSITO – CTB/ LEI FEDERAL Nº 9.503 DE 23/09/1997 foi e é um grande marco para o TRÂNSITO BRASILEIRO, discordo de forma veemente do fato de que a referida legislação Federal teria trazido um suposto “SISTEMA INDISCRIMINADO DE MULTAS”. Quando se fala assim, quer se falar de uma possível “INDÚSTRIA DE MULTAS”, quando na verdade, a indústria não é de MULTAS e sim de INFRAÇÕES! Toda indústria para funcionar, tem que ter a sua matéria prima para ser beneficiada, nesse caso específico do trânsito, a matéria prima, infelizmente, são as INFRAÇÕES DE TRÂNSITO (essas sim! uma aberração a quantidade de infrações de trânsito que ocorrem nas vias brasileiras, uma verdadeira indústria mesmo de INFRAÇÕES!). Entretanto, também não podemos deixar de citarmos, que no BRASIL, existe a falta de GESTORES PÚBLICOS comprometidos com a TÉCNICA, com a ÉTICA, com a SERIEDADE e comprometidos com a PAZ NO TRÂNSITO, pessoas essas que podem usar de forma indevida os recursos provenientes (arrecadados) das MULTAS DE TRÂNSITO, nesse caso, sim, defendemos inclusive uma maior atuação por parte do MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL e o MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, além dos respectivos TRIBUNAIS DE CONTAS DOS MUNICÍPIOS.

    Nesse espeque, entranto especificamente na situação das MOTOS no trânsito brasileiro, CONCORDO plenamente com o senhor Diretor de Operações da ARVAL BRASIL, e vou mais além ainda, observando-se IN LOCO nas vias públicas, observa-se que os MOTOCICLISTAS (na sua extrema maioria, pois existem exceções) são verdadeiros KAMIKAZES, são SUICIDAS mesmos, não estão tendo amor próprio pelas suas próprias VIDAS, estão se lançando à sorte no trânsito, um verdadeiro ABSURDO. Alguém tem que fazer alguma coisa em relação a situação das MOTOS no trânsito brasileiro.

    Saudações de Paz no Trânsito!

    ENGº BENEDITO LUIS DE FRANÇA

Escreva um comentário