Criança estava na cadeirinha, que reduziu o impacto da colisão | Arquivo Pessoal

Prática criminosa e que prevê punições mais severas desde 2014, os rachas cresceram 120% em São Paulo nos últimos quatro anos.

Segundo reportagem da Rádio Bandeirantes, com base em dados do Detran, o número de ocorrências registrado nos perímetros urbanos do Estado passou de 132, em 2013, para 291, em 2016 – levando em consideração as estatísticas até outubro, que é o último mês no ano passado em que o balanço foi realizado. Na capital, o crescimento foi de 72,7%: de11 para 19 casos
O aumento das corridas com carros e motos nas ruas e avenidas vem preocupando as autoridades estaduais e continua fazendo vítimas.

O menino David Rodrigues de Campos tinha acabado de completar um ano de idade quando foi gravemente ferido em um acidente provocado por racha no mês passado, na capital.
O carro em que o bebê estava foi atingido por outro veículo, que vinha em alta velocidade por uma rua paralela à rodovia Anhanguera, próxima à marginal Tietê.

O motorista – de 20 anos e que dirigia sem habilitação – confessou que estava participando de um pega. O outro condutor, que era seu ‘adversário’, conseguiu fugir.

Com traumatismo craniano, David está internado há quase um mês. Segundo familiares, a recuperação é lenta e os movimentos do lado direito do corpo do bebê podem ficar comprometidos. Outros três ocupantes do carro da família – dois adultos e uma criança de 4 anos – também se feriram.

“Minha revolta é tão grande. Como uma pessoa pode se divertir de uma forma tão perigosa, que pode custar a vida das pessoas?”, disse a mãe do bebê, Débora Rodrigues Barbosa, à reportagem da Rádio Bandeirantes.

Má formação de condutores
O motorista que é flagrado fazendo rachas recebe multa de quase R$ 3 mil e sete pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Além disso, responde automaticamente a processo de suspensão do direito de dirigir pelo período de 12 meses e pode ser preso por até 10 anos.

“É uma coisa abominável a pessoa colocar em risco a vida dela e de várias pessoas por uma inconsequência de usar vias públicas para exceder limites de velocidade. Isso acontece, principalmente, pela má formação do nosso condutor” afirmou o diretor presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária, José Aurélio Ramalho.

http://www.metrojornal.com.br/m/#/artigo/347408