Entrevista

Maio Amarelo prega a paz em um dos países que mais matam no trânsito

Movimento propõe redução de acidentes e vítimas de trânsito, mas falta de educação e desrespeito às leis faz campanha parecer gelo sendo enxugado

Escrito por Portal ONSV

16 MAI 2024 - 12H48 (Atualizada em 17 MAI 2024 - 16H53)

O portal Auto Esporte do último sábado (11), entrevistou o idealizador do Movimento Maio Amarelo, fundador e presidente do Conselho Deliberativo do OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária, José Aurelio Ramalho, que avaliou o atual cenário do trânsito brasileiro e todos os esforços direcionados para a causa da segurança viária, redução de mortes e lesões no trânsito do país.

No momento em que as imagens do 911 Carrera GTS colidindo em alta velocidade contra o Sandero começavam a ser divulgadas, no início de abril, os organizadores do Movimento Maio Amarelo estavam reunidos aprovando uma das peças da campanha. A cena do Porsche se chocando na traseira do Renault em São Paulo impressionou a todos pela violência e levou o idealizador do Movimento, José Aurelio Ramalho, a uma reflexão: “estamos enxugando gelo”.

O desânimo momentâneo de Ramalho, fundador do OBSERVATÓRIO e um dos mais ativos especialistas em segurança no trânsito do país, fazia sentido. Campanhas como a do Maio Amarelo são necessárias para alertar, orientar e despertar consciências sobre determinados temas — a mortandade no trânsito, no caso. Mas caem no vazio sem o suporte: o poder público.

“A questão do trânsito é estrutural e sofre forte influência do ambiente político”, afirma Ramalho. “A educação para o trânsito, um dos pilares para um trânsito civilizado, ainda não se tornou disciplina nas escolas por questões políticas, embora devesse ter sido implantada há 25 anos, quando foi prevista como matéria curricular no Código de Trânsito Brasileiro.” Há quatro anos o OBSERVATÓRIO produziu e doou para a Secretaria Nacional do Trânsito, órgão máximo da área, o conteúdo pedagógico para as aulas de 1ª a 9ª séries. O material foi aprovado. E engavetado.

Enquanto nada se resolve, o Brasil se mantém entre os quatro países que mais matam no trânsito, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). O desonroso ranking é liderado pela China (1,4 bilhão de habitantes, frota de 500 milhões de veículos e 248 mil mortes em acidentes de trânsito em 2022). Depois vem a Índia (1,4 bi, 326 milhões e 205 mil) e, em terceiro, a Nigéria (140 milhões, 12 milhões e 36,7 mil). Até o fechamento desta coluna, o Ministério da Saúde não tinha consolidado os dados de mortes por lesões no trânsito brasileiro em 2023, mas calcula-se que preliminarmente foram 29.753 óbitos, número ligeiramente menor que as 33.894 mortes em 2022.

Leia a entrevista completa: https://autoesporte.globo.com/especiais/colunistas/post-coluna/2024/05/maio-amarelo-prega-a-paz-em-um-dos-paises-que-mais-matam-no-transito.ghtml

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Divulgação.

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Relatório anual 2023

Com a finalidade de divulgar um resumo das ações realizadas em 2023, o OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária divulga o Relatório Anual. São mais de 90 páginas com tudo o que foi desenvolvido no último ano em todas as áreas de atuação. Também ganharam destaques as novas parcerias e conquistas, como uma forma de prestar contas à sociedade de todas as atividades desenvolvidas pela instituição.

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Cerca de 62 pessoas envolvidas em sinistros de trânsito por dia no Rio de Janeiro em 2023

O telejornal Bom Dia Alerj da TV Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), de hoje (21), apresentou uma reportagem sobre violência no trânsito nos grandes centros urbanos e destacou uma pesquisa que classifica o estado do Rio de Janeiro entre os três com os motoristas mais rudes do Brasil. O especialista em Gestão e Direito de Trânsito e Observador Certificado, Maicon de Paula, foi consultado e defendeu a Educação para o Trânsito como instrumento para diminuir a violência no trânsito.

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Região do Grande ABC registra o mês de maio mais letal no trânsito desde 2015

A edição de ontem (20), do Diário do Grande ABC, em São Paulo, destacou que apesar do mês de maio ser marcado como uma época de conscientização para a segurança no trânsito, a Região do Grande ABC registrou o mais letal no trânsito desde 2015. O Observador Certificado Regis Frigeri foi consultado pela reportagem para falar sobre a eficácia das campanhas anuais de conscientização promovidas pelo Maio Amarelo diante do aumento de sinistros de trânsito.

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