OBSERVATÓRIO | Mais de cem crianças morrem, por mês, em acidentes de trânsito no Brasil
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Mais de cem crianças morrem, por mês, em acidentes de trânsito no Brasil

Mais de cem crianças morrem, por mês, em acidentes de trânsito no Brasil

Isso nos faz refletir sobre a responsabilidade dos adultos e o quanto a segurança delas ainda é negligenciada

Uma criança morre a cada quatro minutos no trânsito do mundo, segundo informações disponibilizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, no ano de 2016, foram 1.292 mortes de 0 a 14 anos, conforme números compilados pelo OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária, por meio da parceria mantida com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), com informações do Sistema Datasus. Isso significa que 3,5 crianças morrem por dia no país, ou seja, são 105 vidas perdidas.

“Apesar das crianças representarem menos mortes no trânsito, se comparado ao restante da população brasileira, é importante considerar que elas não possuem meios de transporte motorizados próprios, ou seja, ou são transportadas por um adulto habilitado ou estão a pé. Isso nos faz refletir quanto a responsabilidade dos adultos na mortalidade dessas crianças e o quanto a segurança delas ainda é negligenciada no Brasil”, analisa José Aurelio Ramalho, diretor-presidente do OBSERVATÓRIO. A faixa etária de zero a catorze anos representa 23% da população brasileira.

Crianças pedestres são maiores vítimas

Do total de crianças mortas em 2016 em acidentes de trânsito, 35% das vítimas fatais constituíam-se de usuários não motorizados, ou seja, pedestres ou ciclistas. Outros 30% das vítimas fatais seriam ocupantes de automóveis, provavelmente por falta do uso da cadeirinha.

Os adolescentes até 14 anos vitimados como ocupantes de motocicletas representam 10% do total na distribuição das mortes por modo de transporte. Em alguns estados brasileiros, vale destacar que as vítimas fatais de 0 a 14 anos ocupantes de motocicleta representam percentuais bem maiores, superando os 20% em alguns estados do Nordeste (como Piauí e Paraíba) – região onde a utilização da motocicleta é mais difundida.

Números no Brasil

Nos últimos onze anos, de 2006 a 2016, somente os estados do Maranhão e da Bahia registraram aumento no número de mortes de crianças entre 0 e 14 anos no trânsito, de 11% e 2%, respectivamente.

Os estados que apresentaram as maiores reduções no número de mortes no trânsito, acima da média nacional, na faixa etária em questão foram:

  • Amapá – redução de 71%;
  • Roraima – redução de 67%;
  • Rio Grande do Norte – redução de 64%;
  • São Paulo – redução de 61%;
  • Rio de Janeiro – redução de 57%;
  • Rio Grande do Sul – redução de 54%;
  • Rondônia – redução de 53%;
  • Santa Catarina – redução de 52%;
  • Mato Grosso do Sul – redução de 47%;
  • Paraná, Ceará e Espirito Santo – redução de 46%.

Cadeirinha versus aumento das mortes

 “Um olhar um pouco mais específico foi lançado sobre a faixa etária de 0 a 4 anos, devido a serem esses os “usuários-alvo” de medidas como os dispositivos de retenção (bebê conforto e cadeirinha). Considerando as mortes nesta faixa etária e sendo as vítimas ocupantes de automóvel, houve um aumento de 16% das vítimas fatais no país nos últimos 11 anos (passando de 134 para 155). Isso reforça ainda mais a importância dos sistemas de retenção como a cadeirinha, que reduzem a probabilidade de lesões fatais em cerca de 70% entre bebês e de 54% a 80% entre as crianças menores”, destaca o professor doutor Jorge Tiago Bastos, da UFPR e coordenador do estudo.

No entanto, vale lembrar que tal crescimento nas mortes de ocupantes de automóveis na faixa etária entre 0 e 4 anos, pode ter sido em parte influenciado pelo próprio aumento da frota de automóveis, que quase dobrou, partindo de aproximadamente 28 milhões de automóveis em 2006 para aproximadamente 51 milhões de automóveis, em 2016.

Características das crianças nos deslocamentos

Para buscar um melhor entendimento da questão, são aqui enumeradas algumas características particulares aos deslocamentos de crianças, as quais não esgotam o tema, mas proporcionam uma visão geral:

  • Crianças são caracterizadas pela imprevisibilidade nos deslocamentos, ou seja, podem mudar de direção repentinamente, ficando na rota de colisão de automóveis e outros veículos;
  • Crianças possuem estrutura corporal mais frágil, de modo que podem ser mais suscetíveis a traumatismos em caso de impacto;
  • Crianças tendem a ter um nível de atenção menor;
  • Crianças podem não entender devidamente a sinalização de trânsito e possuem baixa capacidade de avaliar situações de risco;
  • Crianças são menores que adultos, portanto mais difíceis de serem vistas;
  • Em muitos locais, as ruas são os únicos espaços públicos que as crianças têm para brincar.

Estratégias de segurança no trânsito para as crianças

 Com o intuito de minimizar os impactos do trânsito na mobilidade de crianças, a OMS recomenda 10 estratégias, cujos efeitos muitas vezes não se restringem apenas à segurança das crianças, mas sim de todo o sistema de trânsito:

  1. Controle de velocidade, pois isso reduz as chances de ferimentos graves/fatais;
  2. Redução da condução sob efeito de álcool;
  3. Fiscalização no uso de capacete, tanto em motocicletas como em bicicletas;
  4. Utilização dos dispositivos de retenção;
  5. Medidas de aumento da possibilidade de ver e ser visto das crianças;
  6. Melhorias na infraestrutura viária;
  7. Melhorias no projeto dos veículos (com áreas de absorção de impacto projetadas não só visando a redução das lesões nos seus ocupantes, mas também nas pessoas que podem ser atropeladas);
  8. Redução dos riscos para jovens condutores (habilitação gradual, por exemplo);
  9. Promoção de cuidados apropriados para crianças lesionadas, pois elas têm grandes capacidades de regeneração;
  10. Supervisão de crianças próximas às ruas.

Exemplo na Itália

Na Itália uma decisão tomada pela justiça condenou os pais de uma menina de um ano e meio morta em um acidente de trânsito em 2017 a cumprir um ano e quatro meses de reclusão (em regime aberto) por terem sido considerados parcialmente culpados pela tragédia familiar. Os pais teriam, de acordo com a sentença, colaborado para o conjunto de circunstâncias que levaram à fatalidade. A análise do acidente mostrou que a menina não estava acomodada no assento infantil específico e vinha no colo da mãe, no banco da frente do carro.

29 Comentários
  • Roberta Torres
    Postado às 19:29h, 16 novembro Responder

    Precisamos de esforços em todas as esferas para que essas 10 medidas sejam implementadas e acompanhadas para que consigamos reduzir a mortalidade de nossas crianças.

  • Reginaldo frigeri martins
    Postado às 20:52h, 20 novembro Responder

    Boa noite, o artigo leva a uma grande discussão quem é o principall culpado, nos casos de acidente de carro, por falta de segurança da criança, deveria ser feito como na Italia, os responsaveis pela condução serem culpados pela tragédia, hoje em dia as crianças sabem como se comportar no carro desde que os pais ensinem, na maioria das vezes sao os pais que comentem erros infantis, na condução do menor, muutos nao sabem colocar a cadeirinha corretamente, por econimia nao trocam de cadeira quando a criança chega a um determinado peso e altura, ignoram o principio basico da segurança deixando ela ficar entre bancos dianteiros, levam criancas de colo no bamco da frente, mesmo dirigindo, em relação a motos é pior ainda, voxe nao acha con facilidade capacetes infantis assim fazendo que as mesmas andem sem, a idade minima para andar de.moto deveria ser alterada, nao iria interferir tanto no resultado mas ajudaria na estatística, condutores prestarem maia atenção quando conduzirem e perceberem crianças proximo, instintos dela nao pensam muito antea de agir, mesmo adultos temos horas que fazemos isso agimos

  • Reginaldo Frigeri Martins
    Postado às 05:02h, 21 novembro Responder

    Bom dia, em primeiro justo a punição dos pais no caso da Itália, pois os mesmo são responsáveis pela criança, principalmente nos três primeiros anos, deveriam se tornar frequente esse tipo de punição assim teremos mais pais responsáveis, principalmente em relação a motos que eles ficam mais expostos ao risco, como não temos muitos capacetes para criança no mercado, outra medida deveria ser trocada a idade minima para criança em moto que é menor do que a criança podendo sentar no banco da frente do carro, também os órgãos responsáveis deveriam nas escolas começar a ensinar também conduta, sempre locais com muita aglomeração de crianças os motoristas deveriam por consciência própria a redução de velocidade .
    Em suma os responsáveis pela morte de criança no transito somente temos como culpados os adultos, por irresponsabilidade,
    ou descuido em pensar que tem controle sobre tudo,

  • BENEDITO LUIS DE FRANÇA
    Postado às 11:30h, 21 novembro Responder

    Mais de cem crianças morrem, por mês, em acidentes de trânsito no Brasil. Primeiramente, temos que parabenizar a Organização Mundial da Saúde – OMS, o LABTRANS/UFPR e o próprio Observatório Nacional de Segurança Viária – ONSV pelos estudos realizados e pelo excelente artigo técnico – científico produzido e que trata de um tema de extrema importância para todos os Cidadãos Brasileiros e que versam sobre a necessidade de ampliarmos os nossos cuidados e atenção com os nossos PEQUENINOS, com nossas CRIANÇAS, com nossos ANJINHOS, com nossos FILHOS. Nesse sentido, antes de qualquer comentário direto sobre as regras e leis de trânsito, temos que tercemos um comentário na condição de PAI, e de um PAI que tem a necessidade de cuidar da melhor forma possível dos seus FILHOS/ CRIANÇAS, e de saber protege-los, pois, as nossas CRIANÇAS/ FILHOS, são os maiores patrimônios/ tesouros que nós temos, são a nossa Vida e como Vida, precisam receber todos os cuidados e carinhos necessários e serem conduzidos de forma segura no TRÂNSITO. Outrossim, aproveito esse comentário para parabenizarmos os Estados que conseguiram reduzir as mortes de CRIANÇAS no trânsito, em especial ao Estado do AMAPÁ (vizinho do meu PARÁ) que conseguiu alcançar um percentual de 71% de redução.
    Nesse sentido, se faz necessário para combatermos essa triste realidade contida no presente artigo, a melhoria contínua do processo de habilitação de condutores (o que o ONSV já vem fazendo com suas atuações na Câmara Temática específica do CONTRAN), que os municípios busquem o processo de municipalização do trânsito, bem como, criem órgãos municipais de trânsito com a devida e necessária estrutura e que trabalhem de forma eficiente, suas vias, suas calçadas/ passeios, ciclovias, ciclofaixas e etc. O USO CORRETO DA CADEIRINHA É FUNDAMENTAL!!!

  • Waldete Ramos Rodrigues
    Postado às 16:42h, 21 novembro Responder

    Fica claro pra gente, quando ler o texto, a enorme responsabilidade dos pais quanto a proteção desses pequenos. Faz também perceber a grande importância que é um dos chamados “tripé” do trânsito, que é a educação, que embora já reconhecida e prevista por lei( lei 9.503/97 o CTB), é pouco cumprida aqui no Brasil.
    Vejo ainda como um mau maior praticada pelos os pais, pois esses vem na contra mão da segurança, uma vez que põe em risco essa criança não só a curto prazo ( no momento que andam sem o cinto), mas também a longo prazo, uma vez que age como agente deseducador, quando existe um equipamento obrigatório no veículo e; eu ou ela, ou ambos não usamos, estou mostrando pra ela que embora exista lei, mas ela não precisa respeitar (inversão de valores). Levando em consideração a aversão natural do ser humano de seguir regras ( Thomas Hobies em Leviatã) e também considerando que a motivação maior do surgimento de qualquer lei é a preservação da vida, Percebamos o quão faz se necessário o estudo em questão.

  • MARCOS ANDRÉ FARIAS DE LIRA
    Postado às 15:06h, 22 novembro Responder

    Deduz-se deste estudo a extrema necessidade de ações mais efetivas para diminuição dos acidentes de trânsito. Demostra-se alarmante a crescente da mortalidade infantil (cerca de 3,5 crianças por dia morrem no Brasil, provocada pelos acidentes de trânsito), é um verdadeiro absurdo, na faixa etária dos 0 aos 14 anos.

  • Adroaldo Pereira Santos
    Postado às 13:04h, 23 novembro Responder

    Os acidentes estão ligados diretamente a irresponsabilidade de adultos,
    A porcentagem de acidentes fatais de pedestres é alarmante e o que me chamou à atenção e o quanto foi importante o trabalho que foi realizado no Amapá, chegando a 71% de redução.
    Exemplo a ser analisado e sendo possível copiar o modelo para outros Estados.

  • JAIR SOARES
    Postado às 13:15h, 23 novembro Responder

    Meu ponto de vista todos os motoristas e os motociclistas deveria ser responsabilizado quando a comprovação que a morte foi por falta de cinto de segurança, falta de capacete ou mesmo falta de acento próprio para cada faixa etária; oque falta e: fiscalização e cuidado com o bem Maior que e a Vida.
    uso de cinto de segurança salva vida em todos os veículos, transporte escolar, táxi, lotações, ambulância, etc.
    Para o transito mais seguro devemos respeitar o próximo porque somos todos iguais.

    JAIR SOARES.

    jairsoaress@gmail.com.

  • Abimadabe Vieira
    Postado às 17:44h, 24 novembro Responder

    É lamentável perceber a inoperância dos aparelhos de segurança no trânsito, especialmente quando se trata da fiscalização dos pequenos passageiros, esses que não percebem o quanto estão à mercê da negligência e imprudência dos seus responsáveis, passando despercebido pelo policiamento. Com isso, é necessário a conscientização da população acerca dos perigos da condução inapropriada de crianças nos veículos sem os acessórios específicos, a exemplo, do bebê conforto, a cadeirinha, o assento de elevação e o uso correto do cinto de segurança. Além disso, uma política de combate, com o propósito de ampliar mais a fiscalização na cobrança das leis de proteção.

  • CARLOVAN PORTO DA SILVA
    Postado às 10:43h, 25 novembro Responder

    Comentário: Impressiona os dados levantados nesse artigo sob a ótica do Observatório. Particularmente não sabia o quanto de crianças menores de 14 anos sofriam com as mazelas e a violência que impera no trânsito. Sobretudo na estatística apresentada do ano de 2016 onde 35% das vítimas fatais eram crianças usando a bicicleta ou caminhando pelas ruas e 30% das vítimas fatais eram ocupantes de veículo automotor, onde supostamente perderam a vida pela falta da cadeirinha – equipamento de uso obrigatório. É realmente surpreendente. Mas importante se faz ao meu ver comentar também sobre duas das dez estratégias recomendadas pela OMS: 1) Controle de Velocidade, extremamente importante à medida que é uma ação fundamental para “salvar vidas” nas cidades e uma das grandes possibilidades de êxito no trânsito somado e auxiliado pelas novas tecnologias; 8) Redução dos Riscos para Jovens Condutores, nesse ponto seria importante reascender e revigorar o conteúdo estabelecido pela Resolução 265/2007-CONTRAN, uma vez que se trata de uma formação mais extensa e necessária para os jovens. Mas, lamentavelmente essa matéria ainda não saiu do papel na maioria dos Estados da Federação. Por fim, cabe a mim apenas uma breve observação no “exemplo italiano”, penso que a reclusão prevista deveria ser em regime fechado para se colher um efeito maior da Lei. Carlovan Porto

  • Marcelo Marcelino de Melo
    Postado às 15:39h, 25 novembro Responder

    Excelente artigo, com muitas informações úteis para nós profissionais e educadores do trânsito.
    A situação é realmente alarmante no Brasil, o trânsito é a principal causa de morte acidental de crianças e adolescentes com idade de zero a 14 anos. Em 2014, 1.654 crianças desse faixa etária morreram no país por esse motivo. Desse total, 34% eram passageiras de veículos, 29% eram pedestres, 11% estavam em motocicletas, 6% eram ciclistas e 20% dos casos entraram na categoria “outros”.
    Parabéns pelo excelente serviço prestado através desse artigo informativo.

  • Adriana Modesto
    Postado às 18:13h, 25 novembro Responder

    Como adendo à nota, considerando o segmento populacional em questão, é importante salientar numa perspectiva preventiva que este pode se constituir como potencial multiplicador da paz no trânsito a partir de uma educação voltada para este fim, como tema transversal, no ensino fundamental. Assim, supõe-se que em alguma medida, as crianças deixam de ocupar a condição de passividade ante alguma negligência de quem (responsáveis ou Estado) responde por sua integridade física também no contexto do trânsito e passam a ser agentes, inclusive, influenciando no comportamento do segmento adulto. (Adriana Modesto)

  • Noe M. Silva
    Postado às 15:44h, 26 novembro Responder

    Em horário e saída de escolares dá pra ver o porquê muitas crianças são v´timas de trânsito. Blits escolares deveriam ser mais frequentes na conscientização desses pais que vão levar ou buscar seus filhos. As várias infrações cometidas por esses não justifica em nenhum momento tal irresponsabilidade.

  • TALITA DE SOUSA LIMA
    Postado às 18:15h, 26 novembro Responder

    O cumprimento das regras de segurança para crianças no trânsito variam muito do seu uso entre os Estados brasileiros. Há uma cultura de desinformação e também uma fiscalização pouco direcionada pra essa norma em alguns Estados. Mortalidade infantil advinda de adultos imprudentes. As crianças, pedestres ou passageiras de veículos merecem atenção especial principalmente por serem vulneráveis aos atos negligentes dos motoristas. Ainda que não estejamos no patamar que se espera de educação de trânsito hoje há muita informação direcionada para a criança e aplicada em sala de aula. Infelizmente ainda levaremos algum tempo para colher os frutos .
    Talita de Sousa Lima

  • THAIS COSTA ZANLUQUI
    Postado às 07:55h, 27 novembro Responder

    Muito interessante o artigo, dois pontos que merecem destaques, ações para redução dos riscos para jovens condutores, acho muito legal a ideia de habilitação gradual, e o exemplo da Itália, pois só assim para que os pais realmente se conscientizem no cuidado com transporte de crianças.

  • Sérgio Augusto de Carvalho
    Postado às 22:11h, 27 novembro Responder

    Realmente o assunto exige de todos nós uma maior atenção para uma melhor regulamentação no transporte das crianças no trânsito, melhoria no processo educacional de conscientização da segurança viária e a implantação de uma fiscalização mais educativa e efetiva voltado ao assunto.
    No Brasil ainda se permite a fabricação de dispositivos (cadeirinha, bebe conforte, etc) sem a chancela do INMETRO comprometendo assim a segurança no transporte das criança. Associado a esse agravante, existe em âmbito nacional um debate de como regulamentar a utilização desses dispositivos para melhor promoção da segurança infantil. Embora já existe no bojo legais uma razoável normatização, entendo que precisamos melhor debater se a classificação dos dispositivos devam ser vinculados à estrutura corporal das crianças e/ou à suas idades.
    Embora o capítulo VI do Código de Trânsito Brasileiro associado às resoluções do CONTRAN apresentarem excelentes normatizações e diretrizes para o processo educacional no trânsito em todos os níveis escolares,, ainda esbarramos nas dificuldades estruturais e organizações de incorporação do trânsito de forma interdisciplinar nos planos curriculares da escolas.
    A administração pública de modo geral não tem demonstrado fortes interesses educacionais na participação das crianças no trânsito, pois raramente encontramos áreas escolares devidamente sinalizadas, faixas de pedestres precárias ou inexistentes, falta de áreas de lazer paras crianças, falta de planejamentos viários e outros. Tudo isso associado à falta de fiscalizações eficientes e eficazes para minimizarmos essa violência que acomete nossas crianças e adolescentes.
    Um destaque especial que também merece atenção é a questão familiar neste contexto. Famílias desestruturadas do ponto de vista sociológico e, socioeconômico que acabam transferindo as responsabilidades educacionais somente para as escolas e, muito das vezes, não possuem qualidades ética e morais para servirem de exemplos às crianças.
    Pois bem ,o texto acima de uma forma bastante ampla, pontua as causas e enumera várias ações mitigadoras para a redução das sinistralidade das crianças e adolescentes mostrando-nos que o diagnóstico está feito necessitando apenas dos compromissos de todos.

  • Jackson Fernandes
    Postado às 07:58h, 28 novembro Responder

    O costume, a preguiça, quiça os custos, minimizam o uso intensivo do assento correto para crianças – é o que tenho observado nas blitzes que tenho feito na minha cidade. O número de crianças transportada sem a observância da segurança é grande – quase uma totalidade.
    As pessoas são impelidas a comprar um carro ou moto, mas reticentes em adquirir o assento correto para os bambinos. Muitas são as desculpas, que vão desde o preço, o curto tempo de uso e a preguiça de se fazer a instalação correta, que acabam por não usá-la.
    Já entre nos motociclistas, a inobservância das normas de segurança e o desconhecimento de lei, os faz transportarem crianças em potencial risco de acidentes.
    A maioria sequer sabe a idade minima exigida para se transportar crianças em motocicleta. Tenho demonstrado em minhas palestras, que não se deve transportar crianças que não sejam capazes de cuidar de sua própria segurança e que isto, além de ser uma infração gravíssima, dá em suspensão do direito de dirigir. A maioria fica perplexa em saber, parece que nunca foi dito nas auto escolas.
    Tivemos um ganho substancial no uso do capacete e precisamos desse mesmo ganho no uso correto do assento para crianças e no transporte seguro em motocicletas (ainda que motocicleta nunca foi seguro para ninguém).
    Enquanto isso, vamos amargando esses números trágicos no nosso trânsito de cada dia.
    Vamos fazendo a nossa parte, em educar, afinal, o Trânsito somos Nós.

  • ARTHUR HENRIQUE ASSUNCAO MAGALHAES
    Postado às 15:51h, 28 novembro Responder

    Quando falamos em mortes no trânsito o tema já é estarrecedor. Quando falamos de mortes de crianças no trânsito o assunto ganha ainda mais impacto, pois como destacado neste artigo, a responsabilidade pela segurança neste caso não é, sob nenhum aspecto, da vítima, Tratar da vitimização das crianças, infelizmente, auxilia a retirar qualquer argumento de defesa para a falha no dever de cuidado objetivo que cada condutor deve possuir. Aqui, como em outros temas, não há como se desculpar pelo não uso do capacete, pelo não uso da cadeirinha, pelo não uso do dispositivo de retenção adequado para a idade. O desrespeitos das normas de circulação e conduta está comprovado no números fatais e deve ser combatido diariamente com edução e fiscalização.

  • Stefania Alvarcelo
    Postado às 11:57h, 29 novembro Responder

    Sociedade civil, poder público e empresas podem e devem unir forças para que mais campanhas de conscientização sejam executadas em municípios, Estados e em todo país de modo geral, cada cidadão deve ter em si esse sentimento de responsabilidade perante a melhoria dos índices de mortes e acidentes em todo Brasil. Ainda mais quando trata de criança onde o responsável legal é um adulto, achei justa a decisão da Itália de punir os pais, pois se jé é lei, foi porque houve estudos e mortes que levaram às pessoas a decidirem resguardar a vida através de regras de conduta.
    Atividade 8.

  • Lindolfo Matheus Hardt
    Postado às 09:34h, 30 novembro Responder

    Estes dados reforçam a importância da educação para o trânsito com as crianças. Lógico que a ordem natural é o adulto ser responsável pela segurança das crianças, mas devido a falta desta cultura em relação a comportamento adequado, por vezes torna-se mais eficiente levarmos a informação direta aos pequenos. Não tenho dúvida da eficiência dos equipamentos de retenção, estes quando usados de forma adequada, porém é visível diariamente a inobservância a esta regra principalmente em perímetro urbano.
    Educação constante e fiscalização atuante são sempre indispensáveis.

  • Maria Cristina Alves
    Postado às 12:18h, 30 novembro Responder

    O artigo destaca uma realidade comum no Brasil que é a negligencia com a segurança. E este assunto fica ainda mais serio quando refere-se a uma faixa etária tão frágil que é a infantil. A importância do uso do cinto de segurança faz uma diferença enorme no dia a dia destes pequenos e inocentes passageiros. Mas não basta somente o estimulo ao uso do cinto de segurança, é necessário também o estimulo a manutenção correta destes equipamentos. No final das contas percebemos que o pano de fundo ainda é o comportamento do condutor, seu modelo mental precisa evoluir para a gravidade de sua conduta como condutor, como pai, como membro da sociedade.

  • JOSÉ CLAUDIO DA SILVA
    Postado às 09:50h, 02 dezembro Responder

    Uma coisa que me chama bastante atenção é uso do telefone celular por todos os integrantes do trânsito. no mundo contemporâneo, grande parte dos pais favorecem o uso do aparelho por seus filhos, fato que, no meu ponto de vista, também favorece a triste estatística de crianças pedestres atropeladas, A questão dos acidentes com crianças fora das cadeirinhas também é um tema bem recorrente que depende diretamente da ação enérgica dos pois, pois muitas vezes a criança acha desconfortável e começa a chorar, os pais compadecidos com a situação terminam abdicando da segurança. No caso transporte em motocicletas, o índice também é bem gritante de acidentes, mais uma vez os pais e responsáveis , talvez numa tentativa de praticidade no transporte, ou até mesmo pressa, também abdicam da segurança. claudio.ase@hotmail.com

  • Emanoel Placido da Silva
    Postado às 23:07h, 03 dezembro Responder

    Essas informações nos evidenciam a fragilidade das crianças no trânsito, demonstrando a necessidade de campanhas de conscientização que reforcem os cuidados especiais que devemos ter no transporte ou no acompanhamento desses pequenos atores do trânsito, Além da necessidade do reforço na fiscalização de trânsito e medidas de engenharia que objetivem mitigar os riscos presentes.

  • EMERSON SANTANA
    Postado às 17:24h, 04 dezembro Responder

    O artigo traz um tema relevante e que sensibiliza, diante da fragilidade das crianças e da imensa responsabilidade que todo adulto (condutor ou pedestre) deve ter com o transporte e deslocamento das crianças envolvidas no sistema trânsito. É interessante perceber que os fatores geradores de acidentes podem ser inúmeros, como citados no artigo. Desde as condições de infraestrutura das vias, a alta velocidade, uso do telefone celular, a utilização do cinto de segurança, cadeirinha,, condições dos veículos, assim como a postura e conduta do motorista. As 10 estratégias sugeridas pela OMS reforça algo que está implícito na organização e funcionamento do sistema trânsito, porém, que apresenta falhas primárias e que não deveríamos aceitar sob qualquer aspecto. Segurança no trânsito é a premissa básica para que todos convivam de forma harmoniosa e sem sequelas, sejam emocionais ou físicas, como até a perda de um ser tão frágil.

  • ARLEI SOUZA DE OLIVEIRA
    Postado às 20:28h, 05 dezembro Responder

    No meu ponto de vista, eu diria sem dúvida nenhuma que de todas as vítimas de acidentes de trânsitos as mortes de crianças são as mais graves de todas, Por vários motivos, sendo o principal o fato de serem considerados uma negligência de seus responsáveis, das pessoas que deveriam zelar pela suas seguranças e integridades em todos os sentidos, no entanto a irresponsabilidade no trânsito é tamanha que na maioria das vezes as consequências vão alem do que podemos imaginar do que um ser humano é capaz, quando este dirige sem se preocupar com sua própria vida e com a vida daquelas pessoas que estão sob nossas responsabilidades, não é possível imaginar o que realmente passa na cabeça de uma pessoa quando ele assume o volante de um veículo sem se preocupar com as normas básicas de segurança, não só para ele e para os seus ente queridos como também pra toda a sociedade. Outro fator que me chamou atenção foram as diversas e principais causa de acidentes, porque são tantos as causas de acidentes que se torna mais difícil combater essas irresponsabilidades, porque vários são os motivos que levam a u esse número estarrecedor de acidentes envolvendo crianças..

  • Andreia Paula de Resende
    Postado às 07:10h, 06 dezembro Responder

    Mais uma tragédia anunciada: estudos estão prontos, estatísticas comprovam que o “status quo” precisa ser mudado urgentemente. Soluções já estão apontadas. Mas ainda assim as reações são lentas. O que falta? A culpa é de quem? Do Governo? Dos responsáveis pelos “pequenos” que já sabem o que deve ser feito, mas não o fazem?
    A culpa seria da fiscalização? Ou seria um problema cultural?
    Comportamentos que eram comuns cerca de 40 anos atrás, como o pai que colocava o filho ainda bem pequenino para segurar o volante do carro a fim de já ir tendo noções de direção, e que hoje são taxativamente proibidas, ainda se repetem!!!!
    Quantas tragédias mais ainda terão de acontecer?

  • Paulo Botelho
    Postado às 20:54h, 07 dezembro Responder

    Esses dados nos mostram a importância de nos esforçamos em levar informação, começando em casa e abrangido a nossa comunidade. Esse assunto não pode ficar preso somente aos atores ou a quem se interesse pelo assunto, compartilhar a atual situação e medir esforça para levar essas medidas e buscar o resultado que desejamos, fará a diferença.

  • Mercia Gomes
    Postado às 16:39h, 08 dezembro Responder

    Esses dados, ainda ficam apenas em dados, os quais são importantte, todavia, vale destacar que estamos ausentes de ação direcionadas aos pias, às escolas, aos motoristas escolares. Uma educação de trânsito formada por educadores, pais e alunos desde a pré escola, diminuiria o numero de mortes de crianças. è um triangulo para chegar ao numero desejado. Além de politica publica, Gestores e Governo abraçando à causa.

  • MILTON RODRIGO LACERDA
    Postado às 19:20h, 08 dezembro Responder

    Os acidente com crianças menores acorre, pois na maioria das vezes os pais acabam sendo os maiores responsáveis pelo fato pois não dão a atenção necessários para as crianças que acabam não tendo noção do perigo, seja quando caminham a pé na via ou ainda quando estão a bordo do veículo, pois muitas vezes não se preocupam ou ainda ficam com dó, por seus filhos chorarem e não quererem permanecer no lugar onde deveriam (cadeirinha).Digo isso, pois minha filha desde pequena sempre andou onde se deve, no início chorou, porém por apenas duas semanas, onde logo se acostumou, onde posteriormente, quando aprendeu a falar, a mesma sempre cobrava de todos para que coloca-se o cinto de segurança, portanto além do costume e das responsabilidade de cada um, acredito ainda, que se houvesse mais fiscalização, esses números tendem a baixar de maneira significativa.

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