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Projeto desenvolvido por Observador Certificado alcança 50% de redução de óbitos no trânsito de Jundiaí/SP
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Projeto desenvolvido por Observador Certificado alcança 50% de redução de óbitos no trânsito de Jundiaí/SP

Projeto desenvolvido por Observador Certificado alcança 50% de redução de óbitos no trânsito de Jundiaí/SP

Resultado foi possível após ações de Mobilidade aplicadas na Gestão Técnica e Operacional local e posteriormente, registrada em artigo

Gestão técnica e operacional aplicada ao trânsito para redução de acidentes é um registro das ações aplicadas no município de Jundiaí/SP entre os anos de 2017 e 2020 com resultados para a redução do número de mortes no trânsito desenvolvido pelo engenheiro civil e Observador Certificado, com especialização em Trânsito, Mobilidade e Segurança e diretor de trânsito de Jundiaí no período de 2017 a 2020, Wlamir Lopes da Costa.

O artigo que descreve toda a trajetória de gestão de trânsito adotada em Jundiaí nos últimos 4 anos e que resultou na redução de 50% no número de óbitos decorrentes de sinistros de trânsito, aborda desde o contexto do trânsito no período anterior às ações desenvolvidas até as ações desenvolvidas pela Engenharia, Educação de Trânsito; de Operação e Fiscalização; Gestão de Dados e os resultados obtidos.

O OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária conversou com o engenheiro para conhecer um pouco mais sobre esse projeto e qual a importância dessa iniciativa para os gestores municipais. Acompanhe!

ONSV – Como surgiu a ideia para desenvolver o artigo e quais foram os principais desafios encontrados durante a sua realização?

Wlamir – O desenvolvimento dos trabalhos aplicados à gestão de trânsito do Município de Jundiaí, enquanto atuei como Diretor de Trânsito no período de 2017 a 2020, alcançaram um excelente resultado na redução do número de mortes decorrentes de acidentes (sinistros) no sistema viário municipal, motivando o registro de todo processo de reestruturação da área e da aplicação dos conceitos de engenharia de tráfego adotados no período.

O artigo discorre sobre as melhorias implementadas e dos trabalhos realizados pelas áreas de engenharia/projetos, operação, educação, implantação de sinalização e de processamento de autuações, todas sob responsabilidade da Diretoria de Trânsito, e que resultaram na redução de 50% do número de mortes em sinistros de trânsito em um período de 4 anos.

A elaboração do artigo não se mostrou um desafio porque teve como fator de estímulo a divulgação de todo processo adotado para todos aqueles que desenvolvem suas atividades na área de gestão de trânsito, demonstrando que há caminhos que podem ser tomados para superar as diversidades que normalmente encontramos na busca da redução do número de mortes no trânsito.

ONSV – Esse artigo observa a necessidade do trabalho integrado entre engenharia, educação e operação/fiscalização, tripé clássico da engenharia. Como você avalia pontualmente cada uma dessas áreas para a segurança viária e mobilidade?

Wlamir – É fundamental que a segurança no trânsito seja abordada sob os aspectos desse tripé clássico. Mesmo com o melhor projeto de tráfego elaborado e devidamente implantado, se não houver a conscientização dos usuários sobre a forma de se adequar à solução adotada e, no extremo, a aplicação da devida operação com a correta utilização da ferramenta de fiscalização, uma ação de segurança bem pensada pode não alcançar a eficácia esperada, podendo inclusive resultar em novos acidentes.

Um exemplo clássico é a implantação de um semáforo, que por melhor que seja projetado, se não houver a conscientização dos usuários dos problemas causados na falta de respeito dessa sinalização e se não ocorrer a devida fiscalização ao desrespeito ocorrido, os acidentes decorrentes serão, invariavelmente, causadores de lesões de grande severidade.

ONSV – Segundo o artigo, com as ações desenvolvidas, foi possível ao município de Jundiaí alcançar redução de 50% dos óbitos relacionados aos sinistros de trânsito. É possível, e qual o nível de dificuldade na implementação e investimento aos municípios interessados em desenvolver esse projeto a curto e médio prazo, segundo sua avaliação?

Wlamir – A realidade da maioria dos municípios brasileiros é de restrição de recursos para atuação nas questões relacionadas ao trânsito. Seja pela restrição orçamentária ou pela imposição dos problemas advindos do constante aumento da frota, alicerçada ainda no uso do automóvel como principal meio de transporte, muitos municípios têm seus recursos humanos, materiais e de equipamentos aquém da necessidade gerada pelos problemas de mobilidade e segurança de uma cidade.

Porém é possível implementar as principais medidas de engenharia, educação e operação ao longo do tempo, sendo necessário para tanto, um eficiente planejamento com ações de curto, médio e longo prazo, atuando nesses períodos com gestão eficaz dos planos de ação traçados e dentro da disponibilidade de recursos físicos e financeiros. Cabe ao gestor responsável pelo trânsito buscar alternativas para os diversos obstáculos que se apresentarão ao longo desse caminho, perseverando na busca dos resultados almejados. Por experiência própria afirmo que há soluções alternativas de baixo custo para muitos dos problemas que, como engenheiros de tráfego, enfrentamos no dia a dia.

Entretanto, é necessário que os técnicos responsáveis pela busca dessas soluções participem continuamente de treinamentos e de troca de experiências com outros municípios e que, também de fundamental importância, o poder público abrace a realidade de que a segurança no trânsito é uma questão de saúde pública e de qualidade de vida para sua cidade, dando suporte às decisões técnicas adotadas. Da mesma forma é necessário envolver a sociedade, fazendo-a entender que ela faz parte da solução de muitos dos problemas de trânsito que são registrados diariamente.

ONSV – Entre as ações desenvolvidas pela Educação de Trânsito de Jundiaí de 2017 a 2020, o Movimento Maio Amarelo (no mês de maio) e a Semana Nacional de Trânsito (em setembro) foram alguns dos destaques com alcance estimado de 20 mil pessoas por ano. Qual o impacto educacional dessas ações para a sociedade relacionado aos projetos desenvolvidos para a mobilidade e segurança viária local?

Wlamir – Os problemas relacionados à segurança no trânsito somente afetam aos cidadãos se esses forem atingidos diretamente por ele em caso de envolvimento direto ou de alguém muito próximo em um sinistro. Outros problemas pessoais acabam se sobrepondo a esse pois, apenas aparentemente, estão mais próximos a cada um de nós.

Essa impressão não traduz a realidade, pois todos estamos sujeitos à ocorrência de acidentes quando fazemos parte do trânsito, seja por nossa ação direta ou pela ação de outra pessoa. Para tanto, o tema trânsito deve fazer parte do dia a dia da cidade. É necessário que o planejamento das ações educacionais de trânsito preveja a realização de, no mínimo, uma atividade mensal sobre o assunto e que essa busque o maior alcance possível de forma a manter a sociedade atenta aos fatores de risco que incorrem em um acidente de trânsito. A simples, e não tão onerosa, implantação de faixas de vinil sobre o tema em pontos estratégicos do sistema viário, alertando sobre, por exemplo, o uso do celular ao volante ou do cinto de segurança, coloca o assunto em pauta no dia a dia da comunidade.

As datas específicas do calendário como o Maio Amarelo e a Semana Nacional do Trânsito são marcos nacionais importantes e já instituídos, devendo ser utilizados, de maneira intensiva, para tratar o tema trânsito com campanhas específicas e de grande alcance, engajando toda estrutura do órgão público e das entidades privadas para busca da conscientização do usuário na gravidade dos problemas decorrentes de um acidente por ele vivenciado ou que possa vir a causar.

ONSV – Qual a importância do curso de reciclagem para os Agentes de Trânsito e o papel desses profissionais para a validação desse projeto?

Wlamir – As equipes de Agentes de Trânsito têm papel fundamental nas ações de mobilidade e segurança de uma cidade por serem os responsáveis pela execução em campo de todas as medidas de engenharia planejadas e por terem a responsabilidade de fazer cumprir as questões legais previstas no Código de Trânsito, sobre as quais são fundamentadas as ações educacionais.

São, portanto, uma das bases do tripé da engenharia de tráfego e que necessitam de treinamento contínuo para execução de suas atividades dentro de padrões rígidos de atuação, seja nas ações operacionais com a utilização de sinalização por gestos e sonora (apitos) na solução de um problema de mobilidade ou na elaboração dos autos de infração, refletindo à população a importância do papel dos Agentes de Trânsito no dia a dia de uma cidade, com o consequente respeito às ações desenvolvidas e às regras de trânsito.

Entretanto a gestão do trânsito requer não só a aplicação dos treinamentos previstos legalmente nas resoluções que tratam da formação de equipes operacionais, mas também a disponibilização constante de palestras voltadas às questões de segurança, ampliando a visão dos Agentes sobre sua participação direta na redução do número de sinistros.

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