OBSERVATÓRIO | Matéria publicada no Jornal O São Gonçalo em 06.08.2014
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Matéria publicada no Jornal O São Gonçalo em 06.08.2014

Matéria publicada no Jornal O São Gonçalo em 06.08.2014


Matéria publicada no Jornal O São Gonçalo em 06.08.2014

Descanse em paz, Gabriel!

“Ele era carinhoso, ontem mesmo disse que me amava”. Dizia repetidas vezes Ionar Silveira, avó materna de Gabriel Henriques Dias de Oliveira, de 3 anos, durante o enterro do seu neto. O menino morreu após cair de um táxi – onde estava com a avó, a mãe e um primo de 2 anos – e ser atropelado por um ônibus, na noite de terça-feira, no centro de Niterói. O corpo de Gabriel foi enterrado, na tarde de ontem, no Cemitério do Maruí, no bairro do Barreto, em Niterói, onde estiveram presentes cerca de 100 pessoas.

O avô paterno, Luiz Carlos Oliveira, lamentou a morte do neto e suplicou um alerta a mães que tem filhos pequenos. “Espero que as mães tomem conta de seus filhos. Eu não sei o que aconteceu, então não posso afirmar, mas talvez tenha faltado um pouco de atenção da Gisele (mãe da criança). Gabriel era muito esperto e divertido. Meu filho está muito abalado com a perda do primeiro filho dele”, disse Luiz Carlos.

De acordo com o pai da criança, Lucas Souza de Oliveira, de 19 anos, mãe e filha – que moravam em Santa Rosa, zona sul da cidade – estariam indo para uma igreja em Nova Brasília, Engenhoca, quando ocorreu o acidente. “Elas pegaram um taxi para ir a igreja e acabou acontecendo esse acidente. Eu estava em casa no momento e recebi a ligação da minha mãe contando o que tinha ocorrido. Ele era meu filho mais velho e é realmente muito triste”, relatou Lucas, que tem outro filho de 2 anos de outro relacionamento e está esperando uma menina.

Abalada, a mãe da criança, identificada apenas como Gisele, de 18 anos, não quis prestar declaração a imprensa.

Investigações – De acordo com a polícia, os dois motoristas, do táxi e do ônibus, já prestaram depoimento. O próximo passo da investigação será ouvir a mãe e a avó do menino, que estavam com ele no veículo. As gravações das câmeras do ônibus e da rua, onde ocorreu o acidente, vão ser recolhidas e serão parte da investigação. Gabriel e seu primo, de 5 anos, que também estava no táxi, não usavam cinto de segurança.

Para o delegado responsável, Glaucio Paes da Silva, da 76ªDP (Centro), a perícia vai definir o rumo das investigações.

Especialista aponta imprudência 

Para Paulo Guimarães, chefe de Pesquisa & Desenvolvimento do Observatório Nacional de Segurança Viária, ocorreu imprudência de ambas as partes, tanto da família da criança, quanto do motorista do táxi.

“Qualquer carro de 4 portas tem uma trava de segurança. O motorista pode travá-las de forma que ninguém consiga abrir as portas traseiras por dentro. Porém, é recomendável que nesta idade, a criança esteja sempre segura por um responsável”, disse.

Ainda de acordo com Paulo, as cadeirinhas que são obrigatórias para o transporte de crianças nos carros de passeio, não são regulamentadas para os táxis. “Nossa lei de trânsito não prevê que os táxis usem cadeirinha. O menino deveria usar o cinto de segurança, com assento suspenso para ficar seguro”, revelou.

Fonte: Jornal O São Gonçalo

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