OBSERVATÓRIO | Violência no trânsito mata tanto quanto a violência pública
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Violência no trânsito mata tanto quanto a violência pública

Violência no trânsito mata tanto quanto a violência pública

Quinze estados brasileiros estão acima da média brasileira e matam mais no trânsito. Entre eles estão Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

A cada 10 minutos uma pessoa morre vítima de violência pública no Brasil, ou seja, 6 mortes por hora. Esse número praticamente se iguala quando se trata de acidentes de trânsito: a cada 12 minutos uma pessoa morre vítima da violência no trânsito, ou seja, 5 mortes a cada hora, conforme levantamento feito pelo OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária.

De acordo com o estudo, o número de mortes causadas por armas de fogo, objetos cortantes e agressões em geral, nos últimos cinco anos em todo Brasil (de 2011 a 2015, ano mais recente com disponibilidade de estatísticas consolidadas), vitimou fatalmente cerca de 260 mil pessoas no país. No mesmo período considerado pelo levantamento, foram registradas cerca de 210 mil mortes em acidentes de trânsito, o que corresponde a cinco mortes por hora, ou uma morte a cada 12 minutos. “Como podemos observar, o trânsito produz praticamente a mesma quantidade de vítimas/hora que a violência por agressões no Brasil”, destaca o diretor-presidente do OBSERVATÓRIO, José Aurelio Ramalho.

Mapa da violência pública e no trânsito

No estudo realizado pelo OBSERVATÓRIO, cujas fontes são o Ministério da Saúde (mortes), IBGE (população) e Denatran (frota), os estados que apresentam piores índices de mortalidade por violência são, de maneira geral, também aqueles que apresentam os piores índices de mortalidade no trânsito –portanto, ambas questões sociais.

Segundo a literatura especializada, a taxa de mortes por 100 mil habitantes é um indicador apropriado para medir o nível de segurança pública e a taxa de mortes por 100 mil veículos um indicador apropriado para medir o nível de segurança no trânsito. Baseado nisso, Alagoas é o estado do Nordeste que desponta com índices negativos tanto para a violência pública quanto para a violência no trânsito. Enquanto o Brasil tem, em média, 129 mortes por violência pública por 100 mil habitantes, Alagoas tem 305 mortes por 100 mil habitantes. No caso da violência no trânsito, a média no Brasil é de 234 mortes por 100 mil veículos e Alagoas contabiliza 568 mortes por 100 mil veículos.

Violência x população e frota

VIOLÊNCIA PÚBLICA: No estudo traçado pelo OBSERVATÓRIO, dos 26 estados brasileiros, mais o Distrito Federal, 18 estados superam a média nacional em violência pública a cada 100 mil habitantes. No ranking dos que mais matam por violência pública estão: Alagoas, Ceará, Sergipe, Pará, Espírito Santo, Goiás, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Bahia.VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO: Já no quesito violência no trânsito, considerando como índice de avaliação as mortes por 100 mil veículos, 20 estados brasileiros estão acima da média brasileira e matam mais: Piauí, Alagoas, Maranhão, Sergipe, Pará, Tocantins, Paraíba, Ceará, Roraima e Bahia.

Ainda no levantamento de dados para a violência no trânsito, considerando como índice de comparação as mortes por 100 mil habitantes, 16 estados brasileiros estão acima da média de mortes causadas no trânsito.   No ranking dos que mais matam por violência no trânsito estão: Piauí, Tocantins, Mato Grosso, Rondônia, Mato Grosso do Sul, Goiás, Roraima, Paraná, Espírito Santo e Sergipe.

Observação: Veja as informações nos gráficos e tabelas clicando neles para ampliar.

Solução adiada

O OBSERVATÓRIO relembra que, em março de 2013, o então presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, avaliaram as prioridades legislativas e anunciaram a formação de uma comissão geral para discutir projetos relacionados à segurança pública e ao combate à violência no trânsito.

O presidente da Câmara anunciou a criação de uma comissão especial para discutir o financiamento da saúde pública. Segundo o presidente da Câmara, à época, as propostas discutidas na comissão geral poderiam ser votadas em Plenário na semana seguinte, quando disse que a segurança e violência no trânsito eram temas recorrentes, que se agravam a cada momento, “e esta Casa precisa ser protagonista na busca dos debates e das soluções”, disse Alves. José Eduardo Cardozo enfatizou que a comissão geral agilizaria a votação dos projetos em que houvesse consenso para agilizar a aprovação destes, o que, na época foi classificado pelo ministro de “muito importante para nós”.

Violência é problema socioeconômico

Para o OBSERVATÓRIO é sabido que a questão da violência pública envolve e depende da solução de problemas socioeconômicos estruturais como, por exemplo, o desemprego, a desigualdade social, policiamento, penalidades, presídios, educação de qualidade, fiscalização das fronteiras, etc. Ou seja, qualquer ação que for realizada deve ser multifacetada e requer grande investimento e, quando implementada, deve ser muito bem “orquestrada” para então termos resultados efetivos. Além disso, os resultados de todos esses esforços e investimentos são colhidos no médio e longo prazo, ou seja, será para as gerações que virão.

“Já a questão da violência no trânsito depende, sobretudo, da conscientização e consequente mudança de comportamento da sociedade em seus vários papéis que desempenha, seja como pedestre, ciclista, motociclista ou motorista. Ou seja, o investimento é infinitamente menor e focado em programas/campanhas efetivas de conscientização”, explica Ramalho.

Solução é investimento em educação

O OBSERVATÓRIO ratifica a necessidade de investir num programa estruturado de campanhas de educação para o trânsito para todo o país, de acordo com as ocorrências levantadas em cada região, sendo que as ações deverão ser reforçadas chamando a responsabilidade para a sociedade, uma vez que não dependerá de recursos, vacinas, governo, etc. e, sim, da atitude de cada um.

“As ações serão no sentido que cada cidadão abrace a causa e se comprometa em conhecer e respeitar as leis de trânsito pelo bem de todos. Com essa mudança, que depende somente de cada um de nós, será possível observar resultados mais significativos a curto prazo, sem grandes investimentos, e com retorno financeiro e social para todos”, diz o observador.

58 Comentários
  • Marli Fabiana da Silva
    Postado às 17:40h, 18 março Responder

    A responsabilidade do trânsito e de todos pois Nós somos o trânsito

  • OBSERVATÓRIO | Números da violência no trânsito apontados pelo OBSERVATÓRIO são tema de reportagem veiculada pela rádio Nacional de Brasília
    Postado às 16:06h, 05 abril Responder

    […] pública, feita pelo OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária, disponível para leitura em http://www.onsv.org.br/observatorio-afirma-violencia-no-transito-tambem-e-violencia-publica/, foi tema de matéria veiculada pela Rádio Nacional de Brasília, do Grupo EBC (Empresa Brasil de […]

  • Maio Amarelo | Números da violência no trânsito apontados pelo OBSERVATÓRIO são tema de reportagem veiculada pela rádio Nacional de Brasília
    Postado às 23:15h, 09 abril Responder

    […] pública, feita pelo OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária, disponível para leitura em http://www.onsv.org.br/observatorio-afirma-violencia-no-transito-tambem-e-violencia-publica/, foi tema de matéria veiculada pela Rádio Nacional de Brasília, do Grupo EBC (Empresa Brasil de […]

  • IN Trânsito NÚMEROS DA VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO APONTADOS PELO OBSERVATÓRIO SÃO TEMA DE REPORTAGEM VEICULADA PELA RÁDIO NACIONAL DE BRASÍLIA
    Postado às 15:16h, 18 abril Responder

    […] pública, feita pelo OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária, disponível para leitura em http://www.onsv.org.br/observatorio-afirma-violencia-no-transito-tambem-e-violencia-publica/, foi tema de matéria veiculada pela Rádio Nacional de Brasília, do Grupo EBC (Empresa Brasil de […]

  • Despachante Novo Mundo » NÚMEROS DA VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO APONTADOS PELO OBSERVATÓRIO SÃO TEMA DE REPORTAGEM VEICULADA PELA RÁDIO NACIONAL DE BRASÍLIA
    Postado às 18:38h, 18 abril Responder

    […] pública, feita pelo OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária, disponível para leitura em http://www.onsv.org.br/observatorio-afirma-violencia-no-transito-tambem-e-violencia-publica/, foi tema de matéria veiculada pela Rádio Nacional de Brasília, do Grupo EBC (Empresa Brasil de […]

  • MAX Despachante » NÚMEROS DA VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO APONTADOS PELO OBSERVATÓRIO SÃO TEMA DE REPORTAGEM VEICULADA PELA RÁDIO NACIONAL DE BRASÍLIA
    Postado às 23:04h, 18 abril Responder

    […] Nacional de Segurança Viária, disponível para leitura em http://www.onsv.org.br/observatorio-afirma-violencia-no-transito-tambem-e-violencia-publica/, foi tema de matéria veiculada pela Rádio Nacional de Brasília, do Grupo EBC […]

  • Reginaldo Frigeri Martins
    Postado às 13:48h, 21 novembro Responder

    Boa Tarde Violência Publica e Violência no Transito, hoje em dia segue junto os indicadores dão uma diferença entre os dois masa responsabilidade e falta de respeito esta em ambas partes, bom senso não se vê hoje em dia em qualquer lugar, a disputa por um lugar no transito e transporte publico acaba levando a violência nos dois âmbito publico e no transito.

  • BENEDITO LUIS DE FRANÇA
    Postado às 18:14h, 23 novembro Responder

    Violência no trânsito mata tanto quanto a violência pública

    Infelizmente, essa é uma triste e nefasta realidade brasileira, mas que pode ser mudada a partir de agora, temos que cobrar atitudes e práticas de nossas autoridades, temos que fazer a nossa parte, tem que mudar a realidade do trânsito brasileiro. E EDUCAÇÃO É O CAMINHO!!! É A SOLUÇÃO!!!

    “Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido.”
    Sir Arthur Lewis

    “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.”
    Nelson Mandela

    “Eduquem as crianças, para que não seja necessário punir os adultos.”
    Pitágoras

    “Ensina a criança no Caminho em que deve andar, e mesmo quando for idoso não se desviará dele!”
    Provérbios 22.6

  • Abimadabe Vieira
    Postado às 12:28h, 25 novembro Responder

    O Brasil é o país que mais sepulta jovens do sexo masculino em decorrência da violência pública e no trânsito, faz-se necessário políticas públicas para preservar o futuro do país, por meio de instrumentos nas escolas capazes de oferecerem esportes, lazer como educação tecnológica e de qualidade, a fim de estimular o ingresso de jovens e crianças nas instituições de ensino.

  • Marcelo Marcelino de Melo
    Postado às 17:14h, 25 novembro Responder

    As leis de trânsito existem para impor uma regra igual para todos e para punir quem não as cumpre. Elas estão sempre em busca de manter a ordem nas ruas da cidade.
    Porém, não são somente os órgãos de trânsito os responsáveis por conter a violência no trânsito. Cada pessoa tem o dever de respeitar o próximo. Aliás, esse é um comportamento muito comum no trânsito. Apontar o dedo para o outro e dizer que ele está errado, ou que a agressão foi o outro que começou. o combate a violência no trânsito deve partir inicialmente de cada um de nós.

  • Adriana Modesto
    Postado às 18:37h, 26 novembro Responder

    Sem esforço hercúleo é possível constatar a estreita relação entre mobilidade urbana (e naturalmente o trânsito está inserida nesta) e desenvolvimento social. Tanto quanto as demais morbimortalidades por causas externas, também no trânsito os mais suscetíveis são aqueles de maior vulnerabilidade socioeconômica. Analisar o trânsito e seus desdobramentos sem o aporte e contribuições da sociologia limita e muito o raio de ação do poder público para esta seara. (Adriana Modesto)

  • ARLEI SOUZA DE OLIVEIRA
    Postado às 12:25h, 06 dezembro Responder

    È no mínimo lamentável essa coincidência do quantitativo de vítimas, entre ás violências públicas e de trânsito. Haja visto que, como como foi dito acima as causas dessas violências apesar de terem alguns fatores em comuns, na maioria diferem em sua complexidade, no entanto o fato dos maiores índices estarem coincidentemente nas mesmas regiões geográficas facilitaria um os trabalhos que deveriam ser implementados pelos nossos governantes. No entanto é muito lamentável que apenas um ou outro agente público se mostre preocupado com essa calamidade. Infelizmente a violência pública são características de várias faltas de serviços públicos oferecidos á população e envolvem problemas muito mais complexos, más como já disse aqui, um trabalho com toda certeza teria uma forte influência em ambas as causas que provocam essas calamidades públicas.
    Eu que vejo do ponto de vista da violência no TRÂNSITO as ações para reverter esses seriam bem mais simples, passando principalmente pela simples conscientização da população e pela fiscalização através dos órgãos públicos.
    Já no caso da violência PÚBLICA o assunto é muito mais complexo e envolveria até um investimento muito maior.

  • EMERSON SANTANA
    Postado às 16:08h, 06 dezembro Responder

    Indicadores através dos estudos demonstram que a violência urbana e violência no trânsito geram um grande custo social ao país. Mais interessante é perceber que os estados que apresentam os piores índices de violência urbana, também apresenta os piores índices no trânsito. Como foi identificado, um grave problema social. Se isto é apontado através destes estudos, onde estão as políticas públicas e cobranças de fato para resolução dos problemas encaminhados aos representantes políticos e a comunidade de cada região? O que está sendo feito, proposto, executado e cobrado destas lideranças juntamente com a comunidade? Existem propostas, projetos, ações específicas com as características apropriadas para estas regiões? O desrespeito à vida é a característica comportamental mais marcante destas regiões, sendo assim uma política de segurança pública em conjunto com uma política pública de respeito à vida no trânsito se complementariam para a redução destes índices.

  • Sérgio Augusto de Carvalho
    Postado às 00:00h, 07 dezembro Responder

    Em análise ao gráfico apresentado acima dentro da proporcionalidade, chegamos a entender que o trânsito deveria ser a maior preocupação do poder público e de toda a sociedade em geral, pois os altos custos para minimizarmos os danos agregados às sequelas e perdas de vidas, nos remete a necessidade de darmos um basta à esta violência com políticas públicas eficazes e eficientes. Aí fica as perguntas: Até quando vamos viver nesse campo de batalha? Até quando sobreviveremos?

  • Jorge Jackson Fernandes
    Postado às 06:51h, 07 dezembro Responder

    A história do Homem é a história da violência – questão de sobrevivência, poder e posse. O aumento populacional junto a tantos outros fatores sociais negativos, desencadeiam comportamentos violentos no homem. A receita para aplacar isso, todos sabemos de cor, mas as questões individuais se sobressaem às questões sociais, de bem.
    A violência no trânsito é um quesito que não devia fazer parte desses números, aliás, não deviam existir, já que é um componente novo na história da humanidade – mas, infelizmente, se revela um componente cada vez mais devastador.
    A matéria acima, demonstra isso, com clareza e precisão cirúrgica.
    O home já se considera civilizado e somente distorções individuais provocam violência urbana, enquanto que a violência no trânsito vem sendo provocadas por imperícia, negligencia e imprudência. Ora é a máquina, ora a via e, a maioria, o Homem.
    Mais de 90% dos acidentes de trânsito têm causa o erro humano.
    Não podemos nos desviar da atenção com a violência urbana, mas devemos aplacar de vez a violência no trânsito. Afinal, se não dominarmos a máquina, jamais dominaremos a violência que existe dentro do homem.

  • Emanoel Placido da Silva
    Postado às 11:46h, 07 dezembro Responder

    Importante estudo comparativo para que os governantes passem a observar a importância da preservação das vidas no trânsito. Uma importante evolução nesse contexto foi a alteração trazida pela emenda constitucional n. 82/14 que inseriu a segurança viária no contexto da segurança pública do art. 144 da Carta Magna! Parabéns!!

  • CARLOVAN PORTO DA SILVA
    Postado às 15:06h, 08 dezembro Responder

    É de se observar que foi muito bem colocado as questões pesquisadas e de se relacionarem tanto a violência urbana quanto a violência no trânsito. O surpreendente é que em alguns estados da federação a violência no trânsito supera a violência urbana. Ao meu ver ambas são prejudiciais à sociedade e nociva aos governos. Como bem retratou o Sr. Ramalho o custo é bem menor para se cuidar da prevenção de mortes no trânsito, uma vez que as campanhas de conscientização não custam absurdos, mas têm de existir numa forma mais eficaz, duradoura, criativa, de maneira que atinja o objetivo de educar a comunidade promovendo uma reação positiva no cuidado do espaço viário para promoção e não destruição da vida. Acrescentaria que as campanhas deveriam ser permanentes porque uma parcela grande da nossa população encontra-se ainda fora da escola e consequentemente sem muita noção de prevenção.

  • MILTON RODRIGO LACERDA
    Postado às 19:32h, 08 dezembro Responder

    São dois tipos de violência que tem aumentado em nosso Pais, onde as vezes por conta de um desrespeito no transito acabo ocorrendo a outra, recentemente com a mudança de nossos governantes, acredito que o brasil irá tomar um novo rumo nas questões que tanto atingem o povo brasileiro, entre elas a violência urbana e no transito.

  • Ronaro Ferreira
    Postado às 15:22h, 11 dezembro Responder

    Parece que, além de os acidentes e a violência serem consequência de comportamentos adotados pelos indivíduos, também são consequência de fatores estruturantes (pobreza, educação de má qualidade, analfabetismo, desemprego…) e de falta de estrutura dos órgãos de governo.
    O gráfico mostra que os estados com melhores estruturas administrativas (região Sul e Sudeste) apresentam melhores indicadores de mortalidade. Enquanto que os estados com administração pública mais frágil (região Norte e Nordeste) a mortalidade é maior.
    Outros estudos também indicam que a maioria das vítimas de acidentes de trânsito também são grupos socialmente mais vulneráveis da população, que são relegados a modais de transporte de menor status (pedestres e motociclistas).

  • André M. Lourenço
    Postado às 04:03h, 12 dezembro Responder

    Essa é a triste realidade. As pessoas se chocam quando sabem de um assalto que culmina em morte, mas não quando veem um acidente de transito, triste habito de vermos isso todos os dias.
    O transito no Brasil mata mais que Guerras e Escravidão. Precisamos mudar isso.

  • Elaini Karoline Russi
    Postado às 20:07h, 13 dezembro Responder

    Os dados estatísticos apontando as realidades de violência pública e violência no trânsito de cada estado brasileiro evidencia a responsabilidade do estado enquanto instituição governamental responsável pelo bem estar dos cidadãos. Qual a responsabilidade do estado diante dessas realidades? Quais são os recursos estaduais direcionados para esses temas? O que cada estado tem feito na tentativa de mudar essa realidade? Quanto de atenção os poderes públicos estão direcionando para violência pública e violência no trânsito? Quando alguém decide se comportar no trânsito, sua decisão está orientada por fatores educacionais e culturais, ou seja, não é uma decisão isolada, o comportamento do cidadão no trânsito esta inserido dentro de uma cultura. Por exemplo, se uma pessoa má educada frequenta um ambiente onde só tem pessoas educadas é maior a probabilidade de essa pessoa se comportar de maneira educada, estamos falando de probabilidade. Então se os governos criarem condições seguras no trânsito, planejamento urbano, é maior a probabilidade de os cidadãos se comportarem de maneira segura no trânsito. Por isso a atenção dos poderes públicos dada a esses temas: violência pública e violência no trânsito são importantes para criar condições para que os cidadãos possam se comportar de maneira mais segura.

  • Glendo Ghess de Amorim
    Postado às 20:17h, 13 dezembro Responder

    A violência tanto pública quanto no trânsito pode ser vista de vários ângulos, para alguns é uma catástrofe, para outro uma normalidade e tem também aqueles veem o lucro. Infelizmente é possível lucrar com a violência, pois a partir dela, outras necessidades surgem. Vamos focar somente na violência no trânsito, ela gera necessidades como: seguradoras de veículo, arrecadação com multas, implantação de sistema de controle e fiscalização viários, manutenção das vias ou seja, tanto os cidadãos quanto o governo gastam com a violência no trânsito. Claro que não dá para afirmar que esses fatores geram a violência, mas sutilmente é possível supor uma relação entre deixar como está. Já há estudo que comprovam que intervir de modo a prevenir a violência é mais econômico financeiramente do que os gastos direcionados para recuperar os danos causados pela violência. Talvez haja necessidade de apresentar esses estudos para os governantes dos estados brasileiros a fim de orientar esses quanto a captação de recursos e distribuição dos mesmos conforme a necessidade de cada estado.

  • Sílvia Miranda Rosa de Lima
    Postado às 02:26h, 14 dezembro Responder

    Os altos índices de violências, ambos públicas e no trânsito, são fortes indicadores da precariedade socioeconômica de uma região, conforme evidenciam os dados apresentados. Os estados com menores condições de desenvolvimento apresentam as maiores taxas de mortalidade por violências, sendo impossível dissociar a questão de fatores como pobreza, gestão pública de má qualidade e desigualdade social. A situação ilustrada através do contexto brasileiro acompanha as tendências globais apresentadas em consecutivos documentos da Organização Mundial de Saúde – OMS que apontam para o fato de que quanto mais pobre for o indivíduo e/ou a nação, maiores as chances de que ele figure entre as vítimas da violência no trânsito e/ou pública. De acordo com dados da Organização, a maior parte dos óbitos por acidentes viários e demais violências ocorre nos países em desenvolvimento tardio. Intrinsecamente relacionadas a questões de equidade social, estas formas de mortalidade brutais são consideradas passíveis de serem evitadas. Reconhecendo a urgência e complexidade da situação, bem como as dificuldades de investimentos intersetoriais para solução efetiva do problema, sobretudo para os países mais pobres que são os mais afetados, a educação é a solução mais acessível para o fomento do comportamento seguro e da prevenção da violência.

  • Julio Cesar Gonçalves
    Postado às 11:49h, 14 dezembro Responder

    Bom dia, a Violência no transito se da pela falta de educação, e infelizmente vem tirando a vida de pessoas que só querem usufruir do direito de ir e vir.

  • Fabio Fernandes Silva Alves
    Postado às 18:51h, 14 dezembro Responder

    A violência pública é muito mais complexa de resolver do que a violência no trânsito. Enquanto a primeira requer investimentos elevados, a segunda conta com investimentos em menor vulto. Sabe se que a mudança de atitude no comportamento é algo difícil, porém as práticas educacionais podem fazer grande diferença em um processo de conscientização da sociedade pela a obediências as leis de trânsito. Acreditamos que é possível maior investimento na segurança viária, mas da mesma forma que a sociedade precisa se conscientizar em relação ao comportamento adequado no trânsito, o poder público deve ser consciente que a redução de ocorrências no trânsito é reflexo de mais investimentos em ações de educação para o trânsito.

  • MAURICIO PONTELLO
    Postado às 11:23h, 15 dezembro Responder

    Não há como tratar da violência no trânsito sem tratar das pessoas, afinal, #NÓS SOMOS O TRÂNSITO.
    Estamos assistindo os resultados de uma política de incentivo à periferização das moradias e distanciamento do local de trabalho associada à política de incentivo a compra de veiculo próprio, principalmente o de 2 rodas,
    Não devemos abrir mão, nem por um instante, da firme convicção de que a educação é uma arma poderosa no combate da violência no trânsito, mas é necessário a criação de políticas públicas de melhoria no transporte público, sobre tudo nas regiões metropolitanas e também politicas de incentivo de levar o emprego mais para perto do trabalhador,

  • Priscila Uliana Albarice
    Postado às 02:22h, 16 dezembro Responder

    Vivemos em uma sociedade doente, onde tudo é motivo de desaforo e brigas. Nessa semana minha cidade foi surpreendida por um crime extremamente cruel envolvendo uma briga insignificante de trânsito que resultou na morte de um condutor a qual me permito colocar o link: http://www.saocarlosagora.com.br/policia/video-mostra-execucao-do-tatuador-marcos-tsunami/109287/ .
    É lamentável tal atitude, entretanto, como é possível evitar tais situações? somente a conscientização e educação de cada um.

  • Beatriz Rocha Araujo
    Postado às 12:56h, 16 dezembro Responder

    Os dados apresentados são alarmantes, mas podemos mudar essa realidade através da conscientização e de uma Educação/Reeducação para o trânsito.

  • José Carlos de Lima Souza.
    Postado às 16:46h, 16 dezembro Responder

    Em face dos precisos dados estatísticos na relevante matéria, bem como do impacto causado nas pessoas que tomam , conhecimento destes respectivos e alarmantes números, aumenta nossa responsabilidade pessoal e profissional, no contexto social Mobilizando-nos, de forma contundente, a tomarmos as devidas e inadiáveis providências diante deste enorme desafio social na realidade brasileira..
    Lamentavelmente o Estado do Espírito Santo está entre os 15 Estados brasileiros acima da média nacional no indesejado índice de mortalidade no trânsito.

  • Carlos Rummenigge Moreira da Silva
    Postado às 18:11h, 16 dezembro Responder

    Fico muito triste ao ver a realidade do meu Estado (Ceará). Números preocupantes. Mas o que mais me preocupa é saber que temos muitas maneiras de mudar essa realidade e não usamos talvez nem metade dela.

  • Carlos José Antônio Kümmel Félix
    Postado às 20:49h, 16 dezembro Responder

    VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO MATA TANTO QUANTO A VIOLÊNCIA PÚBLICA: a questão da violência pública envolve e depende da solução de problemas socioeconômicos estruturais como, por exemplo, o desemprego, a desigualdade social, policiamento, penalidades, presídios, educação de qualidade, fiscalização das fronteiras, etc.

  • rokmenglhe Vasco Santana
    Postado às 00:52h, 17 dezembro Responder

    Lastimável tais estatísticas.
    Não tem como desvencilhar o trânsito da educação. Portanto, é fundamental que o Estado invista e intensifique em politicas públicas de educação em todas suas vertentes para que haja prevenção de violência, acidentes e mortes no trânsito

  • GUSTAVO VIANNA WEBER
    Postado às 14:44h, 26 julho Responder

    “Já a questão da violência no trânsito depende, sobretudo, da conscientização…”
    Sim, concordo.

    “Solução é investimento em educação”
    Sim, concordo.

    Destacando essas frases podemos afirmar que a Conscientização favorece a vida e a Educação faz com que ela possa ser vivida com mais dignidade.

    O respeito deve retornar e as novas gerações podem nos mostrar que é possível fazer isso acontecer. Cabe a nós Conscientizá-la e criar uma Educação (Formação também) mais valorosa e de desenvolvimento constante. Se a nossa se perdeu e nos conscientizamos disso, conscientizaremos os que estão vindo para não cometerem os mesmos erros.

    Enfim, devemos colocar em prática tudo o que realmente importa, eliminando o que nos desvirtua e nos tira dos trilhos para alcançar uma sociedade menos violenta e que dê sentido a vida.

  • Carlos Beraldo
    Postado às 09:32h, 01 agosto Responder

    Realmente muito preocupante a matéria disponibilizada. Os números não perdoam.
    Não há como dissociar trânsito da educação para o trânsito.
    O estado tem o dever e a obrigatoriedade de instigar e investir nas politicas públicas de educação em todas suas graduações (séries inicias, ensino médio, ensino superior, para que reduzamos o número de acidentes e mortes no trânsito.
    Há que se fazer um trabalho de prevenção intenso.;

  • Lucélia Rossi
    Postado às 18:10h, 06 agosto Responder

    Precisamos por parte da sociedade e dos órgãos competentes, de uma conscientização mais intensificada para os crimes que são praticados na direção do veiculo automotor. As pessoas não enxergam os crimes que praticam na direção do veiculo automotor como sendo CRIME, e sim como mero “acidente”. Apenas com a mobilização de todos iremos conseguir mudar a concepção que a sociedade possui de que tudo que acontece no trânsito é por acidente. O veículo automotor produz mortes e deixa feridos como qualquer outra arma, a única diferença é o modus operandi, mas o resultado sempre é o mesmo, vidas perdidas.

  • Christian Anderson Riger
    Postado às 17:01h, 08 agosto Responder

    Números assustadores, mas que parece que não assustam. Precisamos ver o problema do trânsito com algo muito além de “acidente” e desenvolver estratégias, principalmente as educacionais, que mudem essa cultura de “acidente”.

  • Noedy Párice Mendes Bertazzi
    Postado às 08:22h, 09 agosto Responder

    No conjunto de todos os óbitos que ocorrem na população brasileira anualmente, os motivados por causas externas ( grupos que engloba todos os acidentes, inclusive os de trânsito, e todos os tipos de violência) são responsáveis por um percentual considerável. Neste panorama, os acidentes de trânsito correspondem a uma importante parcela. Muitas pessoas morrem acidentadas a cada ano e a circulação de veículos nas vias públicas cresce juntamente com o aumento livre e ilimitado de veículos, sem educar todos os condutores e sem ampliar as condições de segurança nas vias terrestres, fazendo crescer, consequentemente, o número de mortes. Este mal, violência no trânsito, tem solução: melhoria na formação do condutor, requalificação dos instrutores de trânsito, educação de trânsito nas escolas,, fiscalização efetiva , engenharia de tráfego. e a participação efetiva da sociedade civil em busca da segurança viária.

  • vitor bueno da silva
    Postado às 10:51h, 21 agosto Responder

    ASSUSTADOR!!! Infelizmente uma triste realidade brasileira, milhões de vidas ceifadas ano apos ano e poucas medidas de controle e diminuição, violência publica e acidentes de trânsito,.
    vejo de forma preocupante novos rumos e retrocessos na fiscalização de trânsito a exemplo quando tínhamos quase 50 mil nortes no ano hoje estamos em 33 mil em 2018, medidas como suspensão de equipamentos de velocidade como radares moveis e grande diminuição no numero de radar fixo com contratos vigentes em rodovias federais ; no minimo deveria se ter um estudo e uma nova medida que coibição as infrações que são resultante em acidentes e mortes.
    É preciso rever alguns pontos e buscar formas de conter esses números .
    FISCALIZAÇÃO E EDUCAÇÃO!!!

  • Kelcilei Rosa de Oliveira
    Postado às 13:46h, 25 agosto Responder

    Quinze estados brasileiros estão acima da média brasileira e matam mais no trânsito????????
    Até quando vamos conviver com cenários como este??? Precisamos evoluir, precisamos encarar de frente a nossa realidade… temos que nos mobilizar de forma mais efetiva para mudarmos este cenário.
    Temos urgência da situação, precisamos driblar as dificuldades de investimentos e encontrar soluções efetivas para o problema do trânsito, repito que a educação n trânsito é fundamental para um comportamento seguro e responsável, consequentemente contribuindo na diminuição dos acidentes de trânsito.

  • Jorge Lopes dos Santos Júnior
    Postado às 19:41h, 01 setembro Responder

    O poder de uma pesquisa bem elaborada, fica nítido que o problema de violência publica e no trânsito envolve regiões. Não é por coincidência que os Estados com índices mais elevados tenham menor poder aquisitivo, ou seja, possuem maiores problemas na divisão e distribuição de renda.
    Através deste trabalho científico podemos denunciar os problemas e sensibilizar a sociedade para buscar soluções.
    Excelente trabalho do ONSV.

  • Vilnei Sessim
    Postado às 22:58h, 01 setembro Responder

    Possível de observar a regionalidade da violência, e a participação de cada estado da federação. Cumpre destacara a melhora na qualidade de ensino nos estados da região sul, que pode se perceber um quadro menos problemático, mas que carece de muito cuidado ainda,

  • SAMUEL MORGAN TEIXEIRA COSTA
    Postado às 19:18h, 03 setembro Responder

    Mais uma vez, o ONSV, através do estudo ora apresentado, merece toda sorte de elogios. Primeiro porque trás a tona, com números e não ilações, a situação lastimável da nossa segurança no trânsito. Segundo porque realiza de forma muito acertada uma comparação com a segurança pública, a qual recebe mais “holofotes” (verbas e engajamento estatal) sendo que em alguns Estados apresenta índices “melhores” que os de trânsito. Por fim, vale destacar que as fontes de pequisa e critérios utilizados são oficiais, de modo que a pesquisa garante confiabilidade.
    Fica o registro aqui, negativo, com relação à data dos dados coletados, e nem é uma crítica ao artigo em si. Mas nos causa receio que os dados oficias mais atuais são de anos atras (2015?!!), ou seja, esses números não nos fornecem a realidade como ela é. Assim, um planejamento de ações voltadas ao trânsito seguro deve sempre considerar essa lacuna, de forma a não comprometer sua eficácia nos dias atuais já que a fonte de dados está viciada.

  • Marcia Nogueira Quaresma
    Postado às 14:26h, 08 setembro Responder

    A partir desses dados informados pelo ONSV, vale ressaltar que a violência é uma questão do ser humano, onde ele usa de vários instrumentos para demonstra-la, inclusive o veiculo, que nesse aspecto se transforma em arma. A violência publica e a violência no transito são quase análogas, comparando os estados com índices acima da média. Isso indica mais uma vez que a mudança de comportamento precisa ser trabalhada na esfera da edução básica e campanhas educativas, com maior fiscalização e punição para quem não preza pelo bem comum.

  • ROCHANE PONZI
    Postado às 17:29h, 08 setembro Responder

    Fiscalização ostensiva é importante, porém não há como o poder público estar presente em todos os lugares. Pois é exatamente para isso, para quando não houver fiscalização, que a educação para o trânsito se faz necessária. Precisamos daquele condutor que respeita as regras de trânsito, não porque tem medo de ser multado, mas porque acredita nelas como vetor para salvar vidas. Correto o ONSV quando afirma que devemos investir cada vez mais em educação. Concordo e apoio.

  • Oszilene Freitas Gazoni Ferreira
    Postado às 19:44h, 10 setembro Responder

    O Brasil precisa urgentemente implantar políticas públicas para preservar a vida no trânsito, o nosso futuro depende disso, Acredito que por meio de ações efetivas que propaguem a educação no trânsito nas escolas, podemos sim mudar a realidade do nosso pais.

  • Laura H. B. de Oliveira Alarcon
    Postado às 10:31h, 11 setembro Responder

    A violência aprisiona a possibilidade de qualquer país evoluir.
    Como citado, os problemas socioeconômicos estruturais levam o nosso futuro (jovens e crianças) ao mundo das drogas, analfabetismo, etc.. ou seja, à marginalização social.
    Quando examinamos os dados apresentando que a violência no trânsito mata tanto quanto a violência pública, verificamos que são temas que podem ser analisados conjuntamente diante de inegáveis conectividades, mas quando se trata de investimento e construção de mecanismos de transformação, conseguiremos um resultado melhor e maior, separando os dois assuntos.
    Resultados na violência no trânsito obtidos em um menor espaço de tempo com um investimento infinitamente menor se comparado com a violência pública.
    Mostrando resultados positivos, o Brasil ganhará uma visibilidade positiva mundial, chamando a atenção da sociedade para a importância da mudança de comportamento.
    Concordamos que a base da mudança comportamental para o atingimento dos resultados é a educação transformada em ação, que depende de cada um.

  • Fabia Meireles Veras Oliveira
    Postado às 16:05h, 11 setembro Responder

    As estatísticas são alarmantes e devem ser divulgadas, no intuito de buscar chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortos e feridos no trânsito em todo o mundo. Os números trazem à tona a urgência do tema, que gera reflexos sobre as demandas de diversos outros setores sociais, e expõem a necessidade de que os gestores públicos se debrucem sobre o problema, na busca pela melhoria do planejamento integrado de transporte.

  • Claudio Viera de Moura
    Postado às 19:02h, 11 setembro Responder

    Apenas dois minutos separam a violência no trânsito com a violência por armas e objetos cortantes. muitos são os fatores que elevam as mortes. Apesar da década estar quase finalizando com seus objetivos cumpridos ainda existe muito a fazer para tentar baixar os números, e não existe dizer baixar a números aceitáveis, pois o aceitável para se perder a vida sem motivo justificado é zero.

  • Claudio Viera de Moura
    Postado às 19:03h, 11 setembro Responder

    Apenas dois minutos separam a violência no trânsito com a violência por armas e objetos cortantes. muitos são os fatores que elevam as mortes. Apesar da década estar quase finalizando com seus objetivos cumpridos ainda existe muito a fazer para tentar baixar os números, e não existe dizer baixar a números aceitáveis, pois o aceitável para se perder a vida sem motivo justificado é zero.

  • Dayana C Cavalli
    Postado às 19:29h, 11 setembro Responder

    A violência no trânsito independente de matar mais do que a pública, ou menos, é a pior violência que temos. A mais grave e que precisa de uma atenção especializada e especial. Não que as outras não precise. A grande questão é que essa violência é causada por pessoas de bem. Pois ninguém sai de casa pensando em morrer ou matar. Ninguém sai com o pensamento de bater o carro e matar uma família inteira. São escolhas erradas que levam a essa consequência. Justamente por que o que falta é a percepção de risco. É entender e aceitar que a desobediência da lei está ligada diretamente a essas tragédias

  • savana gardelly silva lopes teixeira
    Postado às 21:11h, 11 setembro Responder

    Ambos andam juntos,violência publica e no transito,triste realidade de nosso País. que nossos gestores busquem um melhoria no transporte integrado.

  • CLESTON ANDRADE CAVALCANTE
    Postado às 08:08h, 12 setembro Responder

    Um levantamento realizado pela Administradora de Seguro DPVAT (Seguradora Líder), os acidentes de trânsito deixam mais vítimas fatais em alguns Estados brasileiros do que crimes de homicídios, latrocínios e lesão corporal seguida de morte. O Estado de Minas Gerais e São Paulo figuram na lista dos que lideram os dados com 4.127 e 5.462 acidentes fatais no trânsito, contra 3.234 e 3.464 óbitos por crimes violentos, respectivamente.
    As estatísticas alarmantes foram divulgadas no mês de maio do corrente ano, o mês do Movimento Maio Amarelo, que busca chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortos e feridos no trânsito em todo o mundo.
    Os números trazem à tona a busca pela melhoria do planejamento integrado de transporte. Com o crescimento urbanístico e a alta densidade demográfica das cidades brasileiras, a tendência é que o problema se agrave ainda mais com o passar dos anos, o que serve de alerta para os grandes desafios que os gestores públicos terão pela frente.
    Sabemos que a redução do número de acidentes de trânsito nas cidades brasileiras não será obtida apenas com o crescimento das redes de transporte público de qualidade. É fundamental investir em educação de trânsito, fiscalização de condutores, autuação de infratores, formação e especialização dos agentes de trânsito, consciência cívica e tantas outras medidas que, juntas, resultarão num trânsito mais livre de acidentes, congestionamento e poluição.

  • ELIAS TEIXEIRA PINHEIRO
    Postado às 14:52h, 12 setembro Responder

    ELIAS TEIXEIRA PINHEIRO, Ex-PM, Professor, Bel. em Direito, Ex-diretor de Trânsito de Triunfo/RS e Especialista em Segurança Pública e Cidadania (UFRGS) – Muito bem colocado, que os esforços atuais (que ainda devem ser potencializados em muito) trarão ganhos a longo prazo, para as gerações futuras. Essas gerações que terão maior expectativa de vida e consequente aumento da população, com proporcional redução de espaço para sua mobilidade. No entanto, o caminho, pisado e repisado, passa por uma educação para o trânsito de qualidade, regularmente incluída nos currículos escolares, com professores especialmente preparados para esse fim, além da necessária manutenção da transversalidade e interdisciplinaridade, bem como das campanhas de conscientização permanentes, fazendo com que as crianças de hoje iniciem a necessária mudança de pensamento e as levem adiante por toda sua vida, sendo seguida pelos descendentes. A educação de qualidade resultará em menos violência pública e menos violência no trânsito, reduzindo os gastos com saúde pública. O papel do ONSV, por todo o know-how acumulado ao longo do tempo, com todo o pessoal técnico/especialista, poderia ser (a meu ver) o de desencadeador do projeto para um processo de inclusão da disciplina Educação para o Trânsito, com professor de Educação para o Trânsito habilitado.

  • WALLACE SILVA DE SOUSA
    Postado às 14:59h, 12 setembro Responder

    Maus hábitos de motoristas e baixa aplicação da legislação ameaçam segurança do trânsito no país, Diante do quadro de violência que vem se apresentando no trânsito em geral. Torna-se necessário o envolvimento de toda a sociedade nessa tarefa de educar, na qual a família e a escola são a base formadora e não podem se eximir de tal responsabilidade. diversas pesquisas e estatísticas mostram quer os jovens são os principais envolvidos em acidentes com mortes e o uso do álcool está inserido no fator causador do acidente. Está mas que claro que precisamos encara a realidade, que nossa sociedade clama por socorro e referencial e que cada condutor seja um Diferencial enquanto motorista consciente.

  • Priscilla M. Borges
    Postado às 20:39h, 12 setembro Responder

    Comparação interessante, dificilmente as pessoas fariam essa associação. a violência publica assusta a população em geral, mas nem todos se atentam aos riscos da violência no transito, e os dados mostram que ambos são equivalentes e devem ser tratados com o mesmo afinco.

  • Georlize Oliveira Costa Teles
    Postado às 21:55h, 12 setembro Responder

    Perfeita a leitura do OBSERVATÓRIO acerca da questão da violência pública, pois esta de fato envolve e depende da solução de problemas socioeconômicos estruturais. O enfrentamento a violência e a criminalidade exige pensar políticas públicas que contemplem as múltiplas faces e necessidades da sociedade. Quando tratamos da questão da violência no trânsito constatamos que a solução passa por uma perspectiva mais individual. A conscientização do cidadão acerca da conduta adequada no trânsito aliada a mudança de comportamento é o diferencial entre matar ou preservar vidas no trânsito.

  • Monique Machado
    Postado às 22:41h, 12 setembro Responder

    O Brasil é um país que esta sepultando sua juventude numa guerra silenciosa no qual políticos e a sociedade escondem seus reais culpados, minimizando seus efeitos e banalizando suas mortes. Hoje se fosse retirado todos acidentados do estatística teríamos um pais com um excelente plano de saúde publica, uma previdência invejável bem como custos de vida mais baratos. Enquanto não houver politicas publicas fortes e duradoras é uma epidemia sem solução.

  • Juliano Benfica Viana
    Postado às 23:47h, 12 setembro Responder

    Os entes federativos devem pensar estrategias para conter a violência, lesões e mortes no trânsito para que possamos ter um trânsito melhor e mais humanizado

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