OBSERVATÓRIO | Idosos são os que mais morrem em atropelamentos no Brasil
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Idosos são os que mais morrem em atropelamentos no Brasil

Idosos são os que mais morrem em atropelamentos no Brasil

É necessário melhorar as políticas públicas que garantam segurança nos deslocamentos para quem tem mais de 60 anos

Primeiro de outubro é marcado pelo Dia do Idoso. A data motivou o OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária, por meio da parceria mantida com a Divisão de Engenharia de Transportes e Mobilidade da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a uma análise quanto ao crescimento da população a partir de sessenta anos no Brasil e qual o impacto nos acidentes de trânsito. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), até 2060 o percentual de pessoas com mais de 65 anos passará dos atuais 9,2% para 25,5% da população.

Por se deslocarem com mais frequência a pé, os idosos estão mais expostos, e consequentemente, são as maiores vítimas fatais como pedestres, representando 36% do total de atropelamentos registrados no país.  Entre os idosos, os ciclistas representam 28% dos óbitos, seguido dos condutores de veículos (16%) e motociclistas (6%), segundo dados compilados no estudo, cuja origem dos dados são do sistema Datasus.

Maior gravidade nos atropelamentos

Quando vítimas de um acidente por atropelamento, os idosos também estão mais sujeitos a lesões de maior gravidade, que podem levar a grandes períodos de internação hospitalar e lesões permanentes e imobilizadoras. Associados a outras doenças pré-existentes e por conta da vulnerabilidade devido à idade, os acidentes de trânsito acabam por representar um fator agravante aos efeitos colaterais em doenças estabelecidas anteriormente ao acidente, além de potencializar uma série de outras que não existiam, aumentando a assistência do estado e da família à vítima e a redução do período de vida, tanto de homens quanto de mulheres.

“Em vista dessa realidade, se faz necessária uma avaliação das políticas existentes e dos riscos associados a essa parcela da sociedade. É necessário que o poder público, junto com a sociedade, busque compreender as necessidades específicas que esse público tem em relação a população mais jovem. A partir de então, é possível traçar estratégias e políticas que no futuro venham a contribuir para a construção de uma sociedade acessível a todas as parcelas da população, principalmente as que demandam atenção mais especial”, explica o professor doutor Jorge Tiago Bastos, da UFPR e coordenador do estudo.

Estados mais inseguros para os idosos

A taxa total de óbitos por acidente de trânsito no Brasil em 100 mil habitantes (incluindo todas as faixas etárias) foi de 18,12 em 2016. Já a taxa nacional de óbitos entre os idosos, em 100 mil habitantes, foi 35% maior no país, ou seja, de 24,60/ 100 mil habitantes, no mesmo período analisado. Isso reforça que o risco de morte no trânsito entre os idosos é maior do que para o restante da população e deve ser observado.

Vale destacar ainda que muitos estados brasileiros apresentam valores muito acima da média – atingindo uma taxa de mais de 70 mortes por 100 mil habitantes idosos, conforme demonstra o gráfico abaixo.

Taxa de óbitos no trânsito por 100 mil habitantes idosos (60 anos ou mais) por estado. Dados compilados pelo OBSERVATÓRIO

 

Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins são os estados brasileiros que apresentam pior desempenho na garantia de segurança nos deslocamentos da população idosa, com índices de 40 a 76 mortes por 100 mil habitantes.

Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Espírito Santo, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Maranhão, Pará, Rondônia, Amazonas e Acre vem em um bloco intermediário, mais extremamente alto, com índices de 20 a 40 mortes de idosos em acidentes de trânsito por 100 mil habitantes.

Já Amapá, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo são os estados mais seguros para os idosos no que se refere à mobilidade urbana, com índices de 16 a 20 mortes de idosos em acidentes de trânsito por 100 mil habitantes.

Em um recorte mais detalhado para a população de 80 anos ou mais, apenas para o ano de 2016, foram mais de mil mortes no trânsito nessa faixa etária. É lamentável um indivíduo chegar aos 80 anos, o que pressupõe uma boa condição de saúde, e morrer de acidente de trânsito, uma causa externa evitável.

 

Políticas públicas necessárias

Para José Aurelio Ramalho, diretor-presidente do OBSERVATÓRIO, é necessário olhar para o envelhecimento da população brasileira a fim de garantir o direito de ir e vir com segurança. “A mudança no tempo de trabalho da população ativa, por meio da Reforma da Previdência também impactará nos números de acidentes de trânsito com idosos. É conveniente pontuar, sob a ótica da segurança viária, que tal mudança aumenta a exposição da população aos acidentes de trânsito, visto que essa parcela estaria mais representada diariamente no sistema viário nas viagens casa-trabalho-casa”, destaca Ramalho

Para promover e garantir a segurança nos deslocamentos dos idosos, algumas políticas públicas podem contribuir para garantir mais segurança aos idosos em seus deslocamentos:

  • Monitorar, avaliar e planejar políticas já existentes, como calçadas em melhores condições, tempo de semáforos adequados à mobilidade do idoso e, a partir disso, buscar enfrentar os problemas diagnosticados;
  • Melhorar o processo de habilitação para conduzir, tornando-o mais exigente em quesitos como travessia de pedestres e cuidados com a mobilidade coletiva;
  • Melhorar a oferta dos modos de transporte não motorizados, garantindo segurança nos deslocamentos dos modos ativos, pensando que esses modos também têm impactos positivos na saúde da pessoa idosa;
  • Melhorar a oferta de transporte público, para que o idoso tenha a opção de realizar suas viagens como passageiro, garantindo assim sua independência em relação à mobilidade

“É preciso então, conforme estabelecido no Estatuto do Idoso, garantir o envelhecimento com qualidade de vida e independência, sendo este um direito personalíssimo, e a sua proteção um direito social. É obrigação do Estado, assim como da sociedade, garantir à pessoa idosa a proteção à vida e à saúde, mediante efetivação de políticas sociais públicas que permitam um envelhecimento saudável e em condições de dignidade” completa Ramalho.

29 Comentários
  • REGINALDO FRIGERI MARTINS
    Postado às 06:00h, 21 novembro Responder

    Bom dia, Ramalho ja disse pragmaticamente tudo que se pode fazer, o que ocorrera com as medidas sobre as leis trabalhistas os idosos teram que ficar maia tempo fora de casa, transitando pelas ruas, atravessando as faixas de pedestre, elaborando um tempo maior dos semaforos seria paenas uma das soluções, faixas elevadas de pedestres para ficar ao novel das calcadas em locais por estudos sabendo que a frequencia maior de idosos passando no local, primcipalmente o motoriata respeitar, pois a locomoção de um idoso é menor que de uma pessoa normal.

  • BENEDITO LUIS DE FRANÇA
    Postado às 12:54h, 21 novembro Responder

    Idosos são os que mais morrem em atropelamentos no Brasil

    “É preciso então, conforme estabelecido no Estatuto do Idoso, garantir o envelhecimento com qualidade de vida e independência, sendo este um direito personalíssimo, e a sua proteção um direito social. É obrigação do Estado, assim como da sociedade, garantir à pessoa idosa a proteção à vida e à saúde, mediante efetivação de políticas sociais públicas que permitam um envelhecimento saudável e em condições de dignidade” completa Ramalho.

    O nosso comentário poderia se resumir na belíssima conclusão do referido artigo e de autoria do Dr. José Aurélio Ramalho, com o qual concordamos plenamente, pois temos assim como com as nossas CRIANÇAS, cuidarmos de forma digna e respeitosa os nossos IDOSOS e fornecermos as garantias necessárias para que os mesmos envelheçam com Qualidade de Vida e isso, também no nosso Sistema de TRÂNSITO. Eu também, assim como fiz no comentário do artigo que fala sobre a situação das crianças no trânsito, deixar de parabenizar o Estado do AMAPÁ, pois, o referido estado tem nos dado uma demonstração de cuidados com os nosso IDOSOS e se depender do meu voto, já teria direito até em receber uma MEDALHA DO MAIO AMARELO!
    Ainda no meu comentário, vejo como principais responsáveis para garantir um trânsito seguro aos idosos, as cidades, ou seja, os Governos Municipais, através de cuidados técnicos que devem ter com as suas vias por exemplo, dando importância e construindo/ reformando vias (CALÇADAS/ PASSEIOS) que garantam de forma segura, o IR E VIR de nossos idosos e também, nossos portadores de necessidades especiais, com a aplicação e cumprimento, da NORMA BRASILEIRA ABNT NBR 9050 – Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos – Accessibility to buildings, equipament and the urban environment. Garantir ACESSIBILIDADE e MOBILIDADE aos IDOSOS de forma segura, é fundamental!
    Conforme a NBR 9050:
    acessibilidade: possibilidade e condição de alcance, percepção e entendimento para utilização, com segurança e autonomia, de espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e comunicação, inclusive seus sistemas e tecnologias, bem como outros serviços e instalações abertos ao público, de uso público ou privado de uso coletivo, tanto na zona urbana como na rural, por pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida

  • JAIR SOARES
    Postado às 14:05h, 23 novembro Responder

    Uns dos melhores mode de prevenção e o Seguinte os agentes no geral deveria estar nos pontos estratégicos para auxiliar no transito e na atravessarias segura de todos no transito; mais sinalizações, passarelas e tempos maiores para a passagem dos pedestres em Geral.

  • Adroaldo Pereira Santos
    Postado às 14:10h, 23 novembro Responder

    Estou de pleno acordo com o Sr. Ramalho.
    Temos que ter uma mudança olhando para o futuro e atentar para o envelhecimento da população.
    Politicas Publicas visando o futuro com ações.
    Em 2008, implantamos ações que auxiliaram na redução de acidente a pessoas com mais de 60 anos, em locais e datas pontuais.
    Ação que nos renderam uma redução de 65% dos atropelamentos.

  • Abimadabe Vieira
    Postado às 18:22h, 24 novembro Responder

    É severa a forma como nossos idosos são tratados nas ruas e estradas brasileiras, alheios as suas dificuldades de locomoção, os condutores não respeitam esse grupo, colocando-os em constante perigo de morte. Chamam atenção aos distraídos utilizando celulares, enquanto conduzem e a velocidade como vilã nesse cenário são os que mais contribuem para o crescimento desses números tão alarmantes.
    As vítimas são os cidadãos que ao longo de sua vida, contribuíram para o desenvolvimento do país, é portanto, necessário a criação de frentes de segurança através de uma mobilidade mais segura, utilizando estratégias e condições para locomoção desses atores considerados os mais vulneráveis no trânsito. Confere ainda traçar estratégias de deslocamento e mobilidade para assegurar a esses indivíduos o seu direito de ir e vir no trânsito com segurança.

  • Marcelo Marcelino de Melo
    Postado às 16:00h, 25 novembro Responder

    Excelente artigo, ótimas informações e principalmente o apontamento das políticas públicas necessárias,
    Esses artigos constituem uma excelente ferramenta de informação para toda a sociedade.

  • Noe M. Silva
    Postado às 15:58h, 26 novembro Responder

    è um ditado antigo. Respeite os mais velhos! As leis tende a priorizar mais políticas para atendimento aos idosos, mais que necessidade uma obrigação de todos.

  • Adriana Modesto
    Postado às 16:46h, 26 novembro Responder

    Em se tratando do segmento de idosos no contexto da mobilidade urbana é importante salientar a interface com o ciclo de vida sempre destacando que há a idade legal, a idade cronológica, a idade biológica, a idade psicológica, a idade social, ainda apreciando o binômio senilidade e senescência que também impactam na forma com que o sujeito se relacionada ou experimenta o referido contexto. No aspecto cognitivo e sensorial é importante salientar que dentro do processo de envelhecimento passamos por situações distintas. Por razões óbvias de natureza biológica o idoso acaba sendo mais vulnerável, sobretudo, em se tratando de pedestre idoso, no entanto, há medidas que podem preservá-los tendo em vista as especificidades do ciclo de vida, um exemplo destes, por exemplo seria a adequação da temporização semafórica em locais em que há grande fluxo de pedestres idosos, em observação a uma marcha mais lenta e/ou mobilidade reduzida. (Adriana Modesto)

  • Sérgio Augusto de Carvalho
    Postado às 22:53h, 27 novembro Responder

    O estatuto do idoso, o Código de trânsito Brasileiro e a lei de mobilidade e acessibilidade urbana já garantem uma maior segurança aos idosos na sua interações e participações efetivas no trânsito. Ainda com a implantação de políticas públicas muito bem pontuadas no texto acima,certamente melhoraríamos a qualidade de vida dos idosos proporcionando-lhes uma maior sobrevida. Estas políticas tem que levar muito em conta a questões senis, pois as dificuldade de locomoção, o déficit intelectual, doenças acentuadas pelas idade e a redução dos reflexos, nos remete à necessidade de buscarmos planejamentos específicos sobre o assunto.

  • Jackson Fernandes
    Postado às 10:15h, 28 novembro Responder

    Minha cidade – Muriaé-MG, está revisando seu Plano Diretor e foi detectado o aumento da dependência de idosos, numa taxa de envelhecimento da população em 8,99 (2010-IBGE) e expectativa de vida em 76,2 anos, concluindo pelo envelhecimento da população local.
    O transporte publico coletivo urbano trava uma briga na justiça contra a lei que deu gratuidade para os maiores de 60 anos, contrapondo a média nacional de 65 anos. Claro que seria, aos olhos da população idosa, muito mais sensato, manter nos 60 anos. A empresa, por sua vez, tem os olhos no lucro e vê nessa perda, uma possível quebra no sistema como um todo.
    O transporte publico coletivo urbano, um serviço que deveria ser de excelência, além de ruim, não atende a todos os Bairros e Distritos da cidade. Tanto o Plano Diretor, quanto o Plano Municipal de Mobilidade urbana preveem melhorias para nossas calçadas e travessias. Mas, como papel aceita tudo, ficamos na espera do milagre – e este não vem dos céus.
    Assim, muitos se arriscam nas travessias e nas calçadas de buracos e obstáculos espalhados pela cidade.
    Retrato fiel de tudo que foi dito nesta matéria.
    Tanto as crianças, quanto os idosos necessitam tratamento diferenciado para seus deslocamentos pela cidade. Isso requer melhorias no desenho urbano voltado para as pessoas, diferente do progresso experimentado até hoje, sempre focado no automóvel. Como bem citado na matéria, onde os semáforos são programados para privilegiar os veículos e não as pessoas em suas travessias.
    Enquanto as medidas de desenvolvimento das cidades não forem focados nas pessoas, não teremos prioridade de proteção à vida, seja das crianças, dos jovens ou dos idosos – estaremos fadados a proteger nossos carros.

  • ARTHUR HENRIQUE ASSUNÇÃO MAGALHÃES
    Postado às 16:48h, 28 novembro Responder

    Assim como nos acidentes fatais com crianças, os acidentes fatais envolvendo idosos causam perplexidade pela fragilidade da vítima. O aumento da expectativa de vida da população brasileira somada a iminente reforma da previdência deixa o atual quadro ainda mais preocupante, tendo em vista que a parcela da população idosa irá aumentar e permanecer na rotina de trabalho por mais tempo.

    Imperioso iniciar a formulação de políticas públicas para garantir a segurança dos idosos, os quais diferentemente das crianças possuem discernimento sobre a legislação de trânsito, chegam cada vez mais hígidos aos 70 ou 80 anos, mas infelizmente a condição física não acompanha.

    Entendo ser necessário conscientizar também a família, por meio de campanhas, para que observem os seus idosos cada vez mais de perto nas travessias de pedestres, na direção do veículo da família, ponderando entre a segurança e a retirada da autonomia para os atos diários.

    Em reportagem recente na TV Globo foi destacado que a profissão de cuidador de idosos foi a que mais cresceu no país nos últimos anos. Os profissionais passam por curso onde aprendem vários aspectos de enfermagem, psicologia, alimentação, dentre outros, mas não recebem nenhuma orientação com relação a segurança no trânsito dos idosos, o que pode ser revisto e incluído no conteúdo programático.

  • CARLOVAN PORTO DA SILVA
    Postado às 22:55h, 28 novembro Responder

    Fiquei surpreendido com a estatística elevada em relação às mortes dos idosos da região destacada em vermelho do mapa que inclui o Estado de Goiás ao qual pertenço. Por um lado é triste ver essa realidade cruel representando o topo da barbaridade do que acontece com o trânsito goiano, mas por outro, igual é verdadeiro uma amostra das grandes batalhas que temos a enfrentar para mudar esse quadro. Esse desafio alimenta nossa vontade de propor, idealizar, exigir e até coordenar ações junto ao poder público para superar páginas da violência no trânsito do cotidiano. Destaco ainda que os avanços das leis que caracterizam a proteção e inclusão dos idosos em políticas públicas infelizmente ainda não representam nem de longe uma garantia para maioria dessa população que aumenta a cada ano. Na mobilidade urbana como bem caracterizou o Sr. Ramalho sobre a necessidades das políticas públicas destacaria também a importância dos estacionamentos destinados aos idosos que mesmo obrigatório ainda sentimos uma certa resistência e ignorância por parte da sociedade no entendimento da divisão do espaço público. E ainda, destacaria também a preocupação com a habilitação da pessoa idosa sobretudo acima de 70 anos que no disposto da Lei impõe apenas restrições superficiais, precisando ao meu ver de aprimoramentos, uma vez que se somado os óbitos dos idosos motorizados e supostamente habilitados vai gerar um índice altíssimo de 22%. Cabendo talvez um reestudo da prática do Estado em autorizar a pessoa na condução de veículo automotor e de maneira quase sem limites.

  • THAIS COSTA ZANLUQUI
    Postado às 10:17h, 29 novembro Responder

    Muito bom o artigo, acredito que muito mais que responsabilidade do estado com esses idosos, é RESPONSABILIDADE dos filhos, familiares, trabalho diretamente com transporte de pacientes e a maioria são idosos, e vejo diariamente o descaso de familiares e principalmente filhos que nem se quer, acompanham seus pais, avós….enfim esses idosos nas consultas médicas que são realizados em municípios de referência. é uma realidade muito triste.

  • TALITA DE SOUSA LIMA
    Postado às 16:01h, 29 novembro Responder

    Os idosos são cidadãos como todos os outros e têm o direito de desfrutar de um trânsito seguro e também planejado para eles. Faltam políticas de Mobilidade urbana que contemplem especificamente o idoso, algo que seja coerente com as suas limitações . Embora haja uma melhora , principalmente na questão das vagas reservadas, ainda há muito o que se fazer além da legislação específica, bem como a melhoria de calçadas, passeios, acessos para que o idoso participe do trânsito com segurança.

  • Maria Cristina Alves
    Postado às 09:24h, 01 dezembro Responder

    o alto índice de atropelamentos de idosos no Brasil é uma questão muito seria de Politica Publicas que impacta na mobilidade urbana. Claro que este aspecto envolve muitos viés, como por exemplo a condição precária do transporte coletivo, o desrespeito dos condutores com o pedestre idoso – sua falta de paciência, o processo inadequado de habilitação do condutor idoso, e a própria organização de uma sinalização mais lenta em alguns trechos da via urbana, levando-se em consideração os reflexos e a marcha mais lenta deste publico em sua travessia.

  • JOSÉ CLAUDIO DA SILVA
    Postado às 10:03h, 02 dezembro Responder

    Em alguns países os idosos são tratados como “reis” pois são verdadeiras fontes de conhecimento. Já aqui no Brasil o tratamento é bem menos acolhedor, pois as pessoas simplesmente descartam os idosos, seja na família, seja no ambiente corporativo. Não são respeitadas as limitações dos idosos no momento que que o país envelhece cada dia mais.

  • MARCOS ANDRE FARIAS DE LIRA _
    Postado às 21:36h, 02 dezembro Responder

    Deduz-se destes dados científicos que a sociedade brasileira não está prepara para o envelhecimento da população. Idosos sendo os que mais morrem em atropelamento no Brasil significa na prática a extrema importância de políticas sociais públicas voltadas para a redução destas mortalidades. O Observatório Nacional de Segurança Viária destaca-se nesta luta através dos estudos, pesquisas e ações educativas de prevenção aos acidentes.

  • Lindolfo Matheus Hardt
    Postado às 14:15h, 03 dezembro Responder

    É necessário investimento principalmente em infra-estrutura, deve pensar no idoso, nas suas peculiaridades, nas suas dificuldades de locomoção, na visão, audição que ficam prejudicadas e influência diretamente no trânsito. Quando falamos em gastos com internação e custos sociais e financeiros o problema é ainda maior. temos os subsídios, as soluções falta apenas a vontade e o querer político. Todos, com muita sorte chegaremos a velhice e sofreremos os reflexos das decisões e atitudes de hoje.

  • Stefania Alvise Marcelo
    Postado às 19:08h, 04 dezembro Responder

    Realmente é urgente e necessária a melhoria das políticas públicas que garantem a segurança, mas, volto a repetir que a população deve sentir-se protagonista deste processo, sendo agente fiscalizador o tempo todo, inclusive consigo mesmo. Os idosos estão aumentando em todo mundo, o ritmo, a percepção deles diminui muito com o passar dos anos e eles ficam muitas vezes distraídos para atravessar a rua ou lentos quanto a reflexo ao dirigir. Aumentando as leis é necessário que punições mais severas sejam implementadas pois hoje em dia a impunidade está grande e a justiça bem morosa. Na implementação de Projetos de Mobilidade Urbana, cada município que possui particularidades próprias deveria incluir condições para que os idosos fossem respeitados e que a sinalização fosse voltada também para aquele que possui dificuldade de enxergar, locomover e atentar para demais dificuldades. Campanha constante de conscientização quanto ao uso indevido de vagas e prioridade para pedestre.

  • Emanoel Plácido da Silva
    Postado às 20:36h, 04 dezembro Responder

    Importante estudo para mostrar para a sociedade a fragilidade dos que já deram sua contribuição para o avanço social. Precisamos pensar em soluções em políticas públicas que garantam a segurança no ir e vir dos idosos.

  • EMERSON SANTANA
    Postado às 14:58h, 05 dezembro Responder

    Assim como as crianças, os idosos também apresentam uma imensa fragilidade, devido a limitações inerentes do próprio envelhecimento. Os sentidos como audição e visão, a própria mobilidade dificultada, tempo de reação entram em um conflito desproporcional com a própria postura dos motoristas no trânsito, como a impaciência, velocidade, péssima infraestrutura e outros. Todos esses fatores contribuem para o aumento dos acidentes dos idosos e o artigo destaca outro ponto importante e futuro; o aumento da população idosa já nas próximas décadas e que ainda estará ativa economicamente, trabalhando e se deslocando diante de um aumento de frota iminente. Aplicar políticas públicas que possam contribuir e garantir mais segurança aos idosos em seus deslocamentos é essencial.

  • ARLEI SOUZA DE OLIVEIRA
    Postado às 21:40h, 05 dezembro Responder

    Outro dado estatístico estarrecedor. Segundo o Ramalho nos esclarece muito bem, citando as principais políticas públicas necessárias para reverter essa outra triste realidade que são os acidentes de trânsito envolvendo os idosos e como já foi explicados pelo´próprio Ramalho, as ações necessárias para mudar essa realidade são coisa simples de serem implantadas e implementadas. E porque nada é feito? O governo criou a lei obrigando os veículos á circularem com os faróis acesos nas rodovias, com o argumento que seria para evitarem acidentes. No entanto hoje é a principal multa aplicada e que arrecada uma verdadeira fortuna para os cofres públicos. Eu deixo a seguinte pergunta. Porquê não é obrigado que os veículos dirigem com os faróis acesos no perímetro urbano, local onde acontecem quase cem por cento dos atropelamentos? Sendo que 36% as as vítimas são os idosos? Deixo outra pergunta . Nas rodovias os principais atropelamentos são de animais silvestre, eles são mais importante que os seres humanos? Principalmente os idosos? Lobos Guarás sabe diferenciar entre farol acesos ou apagados?

  • Andreia Paula de Resende
    Postado às 07:42h, 06 dezembro Responder

    Idosos e crianças: vítimas da falta de políticas públicas para mobilidade e acessibilidade.
    Infelizmente, fica evidente em “IDOSOS SÃO OS QUE MAIS MORREM EM ATROPELAMENTOS NO BRASIL”, a despreocupação com MOBILIDADE e ACESSIBILIDADE. Está evidente a falta da cultura de incentivo `a prevenção! Está evidente o desinteresse pelo incentivo aos deslocamentos à pé , por bicicleta ou até mesmo por transportes públicos.
    E é inconformável ver um idoso ser vítima de acidente de trânsito: como pode uma pessoa conseguir envelhecer acreditando que irá morrer por alguma doença e vem ter sua vida interrompida por uma tragédia que poderia ter sido evitada?!

  • Waldete R. Rodrigues
    Postado às 14:19h, 06 dezembro Responder

    Parabéns para o José Aurélio, por excelente conclusão, pois fica claro pra gente que o grande problema do trânsito não é o trânsito em si, e sim nós! (envolvidos com ele). Faz bem o Ramalho também quando em posse dos dados não só aponta a necessidade de envolvimento e desenvolvimento de políticas, mas também aponta caminhos.

  • Mercia Gomes
    Postado às 19:47h, 07 dezembro Responder

    Então, como estamos estudando, é claríssimo que no Brasil tanto às crianças, deficientes e idosos são os mais afetados, isso em razão da AUSÊNCIA DE EDUCAÇÃO, com a educação e com legislação comprometida aos que utilizam e faz jus a diferença nas ruas, Parabéns ao ramalho que leva números comprobatórios e ainda apresenta projetos e chama às autoridades afim de desenvolvimento politico que condiz ao solicitado e necessitado pelo território nacional.

  • Paulo Botelho
    Postado às 21:47h, 07 dezembro Responder

    Os dados apresentados, nos mostram o quão importante e necessário é as politicas publicas voltadas aos idosos, crianças e deficientes. É preciso buscar formas, de artigos como esse, chegar para sociedade, e fazer com que os Centros de Formações trabalhem mais esse tema em sala. Compartilhar essas informações, contribui para um mudança local e torna mais fácil adotar as politicas publicas voltadas a esses usuários.

  • Adelmo Oliveira Amorim
    Postado às 09:46h, 08 dezembro Responder

    Os dados apresentados deixam mais uma vez bem claro, que as questões da mobilidade urbana precisa levar em consideração o envelhecimento da população, o artigo ao informar que em 40 anos sairemos da casa dos 10% para os 25% de pessoas acima dos 60 anos, sem novamente elencar os efeitos do envelhecimento nas pessoas é preciso alertar mais sobre as necessidades e dificuldades desta parcela vulnerável da sociedade, que já representa um numero significativo de vitimas principalmente quando envolvem pedestres em acidentes de trânsito.

  • MILTON RODRIGO LACERDA
    Postado às 19:25h, 08 dezembro Responder

    O Brasileiro não respeita o terceiro, e acaba cometendo tais abusos, por conta da impunidade que hoje estamos vivenciando em nosso País, acredito que se fosse um País onde as Leis fossem levadas mais a sério, tudo seria diferente.

  • Carlos Eduardo
    Postado às 11:31h, 09 dezembro Responder

    As cidades brasileiras na sua grande maioria não foram pensadas nos pedestres, a quantidades de obstáculos nas calçadas dificultam em muito a locomoção a pé, sem contar o estado de conservação dos passeios buracos, lombadas, piso irregular, raízes de arvores oque para uma pessoa em boas condições físicas já é um incomodo imagine para uma pessoa idosa que enfrente dificuldades de locomoção, com a visão já comprometida caminhas neste locais vira um enorme desafio quase um campo minado isso muitas vezes força o idoso a ir para a rua caminhar expondo-se a um risco maior. Dar condições de se locomover seja no transporte publico com qualidade ou caminhar nas vias de forma segura é o grande desafio para tornar a vida na 3º idade mais confortável e segura.

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