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JUNTOS SALVAMOS VIDAS: A EDUCAÇÃO TRANSFORMA
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JUNTOS SALVAMOS VIDAS: A EDUCAÇÃO TRANSFORMA

JUNTOS SALVAMOS VIDAS: A EDUCAÇÃO TRANSFORMA

*Adelmo Amorim
Bárbara Cassandra Vita Barbosa
Daniela Gurgel
Edira Pólido do Carmo Soares
Francisco Vieira Garonce
Gilcileide Rodrigues da Silva
Maria Inês Tondello Rodrigues
Stefania Alvise Marcelo

 

Com os desafios postos pela pandemia da Covid-19, aprendemos diferentes possibilidades de lidar com a vida; assimilamos o uso de novas ferramentas para processos de ensino-aprendizagem; e desenvolvemos comportamentos dentro de um contexto inusitado.

As dificuldades advindas com o inesperado nos convidaram a rever valores e a desenvolver um olhar empático e responsável em nossas atitudes. Percebemos, então, que ações individuais impactam o coletivo e que a mudança para todos começa em cada um. Assim, passamos a compartilhar da premissa fundamental de que juntos somos capazes de salvar vidas, a qual se aplica muito bem à segurança viária, alvo das campanhas educativas de trânsito anuais, com o tema “Juntos Salvamos Vidas”. Esse tema foi instituído por meio da Resolução N⁰ 873 (13.09.2021), do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), e compartilha do pensamento de que cada um de nós pode salvar vidas no trânsito por meio da gentileza, da educação e da responsabilidade, atitudes positivas que manifestam um comportamento seguro e que são capazes de salvar vidas.

Entre as organizações não governamentais que fazem parte da campanha “Juntos Salvamos vidas” está o OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária, uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que tem o propósito de contribuir com a segurança viária de nosso país. O OBSERVATÓRIO conta com cerca de 350 observadores certificados e possui seis núcleos temáticos, cada qual com a missão de produzir conhecimento através de pesquisa, programas, projetos e conteúdo que contribuam com a missão de salvar vidas no trânsito.

Decerto, refletir e exercer comportamentos seguros e atitudes positivas têm uma consequência e impacto na vida do outro, afinal, não estamos sozinhos, mas conectados! Essa é uma realidade que, no ambiente do trânsito, se torna mais direta, tendo em vista que envolve não uma atitude isolada, mas um conjunto delas, além de outros fatores que podem tornar o trânsito mais seguro ou mais perigoso para todos nós.

Com efeito, o compartilhamento da responsabilidade por um trânsito seguro remete à inclusão de todas as pessoas que, de alguma forma, afetam e são afetadas pelas melhorias na segurança viária ou por suas disfunções, que trazem a consequência danosa da violência no trânsito. Esta, por sua vez, tem se tornado alvo de discussão no que se refere a estratégias de sua redução, o que exige uma responsabilidade compartilhada entre as instituições públicas que têm como missão salvar vidas no trânsito, somadas aquelas que buscam salvar vidas em geral, como as instituições de resgate de saúde.

Tendo em vista que a redução da violência no trânsito envolve o desenvolvimento de uma consciência cidadã, também devem estar evolvidas nessa discussão aquelas instituições que desenvolvem o papel de formar pessoas capazes de exercer a cidadania no trânsito. Referimo-nos à prática aprendida no ambiente formal da escola, somada às escolhas próprias desses cidadãos, fruto dos aprendizados informais adquiridos em sua convivência no ambiente familiar e em sociedade.

Sem dúvida, a educação assume um papel permanente no processo de formação do cidadão. Por meio dela, acreditamos que é possível construir uma sociedade capaz de compreender a importância da prática de valores e atitudes de respeito para com o outro, nos variados ambientes em que convivemos, inclusive no espaço do trânsito. Entretanto, observamos que é necessário formar gestores que percebam a urgência de se investir na segurança viária como parte da saúde da população, evitando, assim, os altos custos hospitalares decorrentes das inúmeras vítimas sequeladas no trânsito.

Para combater a violência no trânsito, o Núcleo de Educação do OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária tem desenvolvido um trabalho amplo voltado para a educação formal, por meio do Programa EDUCA, direcionado para a educação do trânsito em todos os anos escolares do Ensino Fundamental. Atendendo o que preconiza o CTB (Código de Trânsito Brasileiro), mas de forma transversal e integrada como determina a BNCC (Base Nacional Curricular Comum). O programa é desenvolvido, atualmente, em oito Estados e 24 municípios, sendo gerenciado por uma equipe de observadores certificados que, de forma voluntária, integram a Coordenação Nacional Pedagógica do Programa. Além da coordenação, mais de 30 observadores certificados estão atuando no EDUCA em todo país. O objetivo é alcançar 300.000 alunos até o final de 2022, na rede regular de ensino.

A equipe atual do Núcleo de Educação está desenvolvendo e incorporando novas diretrizes alinhadas ao Pnatrans (Plano Nacional para Reduções de Mortes e Lesões no Trânsito) com o objetivo de fazer com que todos sejam capazes de perceber e avaliar suas atitudes e entender como elas são capazes de salvar vidas no trânsito.

Durante a Semana Nacional de Trânsito, o Observatório e seus observadores, que atuam voluntariamente pela redução de mortes e lesões no trânsito, convocam cada cidadão para refletir sobre a necessidade de novos padrões de comportamento colaborativo para o sistema viário, pois é fundamental o entendimento de que juntos fazemos a diferença e salvamos vidas.

Com efeito, é um grande desafio fazer a sociedade despertar para uma consciência cidadã, para a compreensão de que só através da força da coletividade conseguimos as mudanças desejadas. Todavia, as pessoas precisam perceber como afetam e são afetadas pelo comportamento coletivo no ambiente viário. Assim como o sistema de circulação e mobilidade demanda corresponsabilidade, quando alguém abandona a atitude segura, uma mera ação de distração pode trazer consequências e impactos danosos a todo o sistema, podendo até mesmo desencadear reações de violência em um efeito dominó. A premissa de alcançar uma meta zero é clara, porque, no trânsito, nenhuma morte é aceitável e todos os sinistros podem ser evitáveis.

Adelmo Amorim

Bárbara Cassandra Vita Barbosa

Daniela Gurgel

Edira Pólido do Carmo Soares

Francisco Vieira Garonce

Gilcileide Rodrigues da Silva

Maria Inês Tondello Rodrigues

Stefania Alvise Marcelo

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