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Setembro Amarelo – O poder da coercitividade imposta ao indivíduo no trânsito: uma visão analógica de durkheim
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Setembro Amarelo – O poder da coercitividade imposta ao indivíduo no trânsito: uma visão analógica de durkheim

Setembro Amarelo – O poder da coercitividade imposta ao indivíduo no trânsito: uma visão analógica de durkheim

Abimadabe Vieira*

setembro/2020

 

O mês de setembro ficou previsto para realização das ações presenciais do mês de maio (Maio Amarelo 2020) – Movimento que tem a proposta de chamar atenção da sociedade para os altos índices de mortes e lesionados no trânsito. Além disso, o Código de Trânsito Brasileiro prevê a Semana Nacional de Trânsito, a qual é comemorada anualmente nos dias 18 a 25 de setembro, nesse ano de 2020, a ação trará o tema “PERCEBA O RISCO, PROTEJA A VIDA”.

Apesar disso, a pandemia do COVID-19 continua sendo uma ameaça de grande contágio à população. Sendo assim, o trabalho de educação para o trânsito continuará de forma digital em redes sociais até a normalidade.

No Brasil, segundo os dados do Ministério da Saúde em 2019, morreram 30.371 pessoas em decorrência do trânsito brasileiro. Desse modo, o combate a essas tendências e padrões culturais, é imperiosa a necessidade de retificação desses índices através de campanhas impactantes e de grande alcance para todos os brasileiros.

Portanto, é prudente destacar que atitudes perigosas ao volante seguidas através dos fatores de risco como excesso de velocidade, embriaguez ao volante, celular no trânsito e não uso do capacete, são padrões de comportamento errôneos e irresponsáveis, as quais elevam os índices de eventos dolosos ou culposos que impactam negativamente a qualidade de vida da população. Todavia, muitos desses fatores são decorrentes do mal exemplo expostos como vitrines pela atual sociedade, principalmente, familiar.

Através desse contexto persuasivo, pode-se inserir a Coercitividade como um fato social analisado pelo sociólogo Émile Durkheim, a qual afirma que estruturas coletivas exercem um tipo de pressão no indivíduo a fim de moldá-lo para sua própria percepção. Dessa forma, pode-se agregar esse paradigma ao trânsito, pois entende-se que atitudes incorretas influenciam uma sociedade desinformada, gerando mais mortes e lesões nesse cenário. Com isso, configura-se uma postura antiética executada muitas vezes pelo próprio indivíduo tornando-se vítima das suas próprias ações inconsequentes.

Com base no exposto, ações educativas são necessárias para a mudança desse cenário caótico de sinistralidades e óbitos, por meio de campanhas educativas de conscientização como materiais educativos de prevenção abordando os principais fatores que geram acidentes, como também podcast que podem ser divulgados em toda mídia, essa campanha também pode ser contemplada com BUSDOOR, OUTDOOR, folders e cartazes, além da inserção de aulas remotas lúdicas sobre a temática para as escolas das três redes de ensino. Com isso, essa busca incessante por mais segurança no trânsito, será um diferencial para o futuro de uma sociedade informada e consciente sobre o trânsito.

 

*Abimadabe Vieira é representante estadual do Maio Amarelo na Paraíba;

Observadora Certificada pelo OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária;

Subgerente da Educação para o Trânsito na SEMOB-Cabedelo/Paraíba.

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