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Respeito e responsabilidade: Pratique no trânsito, pratique na vida
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Respeito e responsabilidade: Pratique no trânsito, pratique na vida

Respeito e responsabilidade: Pratique no trânsito, pratique na vida

Guto Castro*

junho/2021

 

Vou pedir permissão a você, partilhante, para entrar junho falando mais sobre maio e algumas considerações sobre essa citação, essa imagem em tela, que se constroi e que está sendo plantada com outros saberes nos principais canteiros em Natal (RN), dentro da campanha internacional Maio Amarelo de combate à violência no trânsito. O tema deste ano trata da construção “Respeito e Responsabilidade: Pratique no Trânsito… Pratique na Vida.”

Quando iniciamos nossa jornada na escola aprendemos a conceituar os seres, as criaturas e os objetos pela filosofia dos números inteiros. Então, denominamos os elementos como sendo o 1, o 2, a casinha, o patinho, o gatinho por inteiros. Posteriormente, vamos conhecendo os elementos éticos, estéticos. O certo, o errado, o belo e o feio, noções de esquerda e direita, entre outras construções pedagógicas que nos alfabetizam e desenvolvem em cada um os gostos e as atitudes. É verdade que são noções primeiras, limitadas de certo ou errado – assim como foi no início a ideia do desenvolvimento da lógica nos programas de computadores (0 ou 1).

Acontece que a vida é mais do que a ideia inicial destes elementos. No ensino médio, por exemplo, começamos a examinar e a viver valores mais complexos ligados, por exemplo, a raiz quadrada, as equações envolvendo números e letras (2x+4y = 6), temos também os números quebrados, decimais e que não são inteiros (1,23…2,27…), tem ainda os negativos, aqueles números menores que zero (-1, -2,-3…), e há ainda uma infinidade de outras combinações e elementos que formam essa miscelânea e que são fundamentais para que toda essa complexidade funcione harmoniosamente.

Depois de sair da escola, muitas pessoas preferem deixar isso bem longe de suas práticas na vida. Outras irão usar como recursos em suas áreas profissionais, nos bancos, em laboratórios de física, química, na engenharia, arquitetura, na medicina, na vivência do magistério. E outras mais não terão a mínima ideia de sua utilidade.

Gosto de usar essa analogia para fundamentar o título desta conversa e o projeto que ofereci ao Executivo municipal. Perceba que a vida é constituída por um pouquinho disso tudo. Não somos só inteiros, mas também não somos somente fragmentados. Há uma infinidade de possibilidades que formam toda a complexidade desta vivência.

Vamos a alguns exemplos práticos disso. Se a gente considerar a família. Toda historicidade ao longo da construção de uma família. Primeiramente, teremos a formação do casal (gêneros distintos ou não), depois aparecem os filhos, os netos, os agregados que vão se encostando e acabam ficando. Tem também os gatinhos, os cachorrinhos que a gente não sabe ainda como classificá-los no grau de parentesco, mas que estão na família e são de fundamental importância para saúde e bem-estar de todos.

Um outro exemplo: o trabalho. É impressionante a diversidade dos saberes e das funções empregadas pelas pessoas. Tudo funcionando harmoniosamente para construir a excelência de um produto, de um serviço. Essa complexidade se desdobra em várias funções que são fundamentais para o sucesso da empresa e da corporação.

Vamos considerar um outro exemplo: o do trânsito. Na via pública, não está somente a autoridade de trânsito, temos o condutor do carro, o motorista do ônibus. Temos ainda o motociclista, o ciclista, o pedestre, o skatista. Tem também o gatinho, o cachorro, o cavalinho e uma infinidade de outras criaturas que se movimentam ao longo do passeio e que são invisíveis à percepção de certas pessoas e criaturas. Todavia cada uma cumpre sua missão de extrema importância no funcionamento deste sistema. O motociclista irá deixar o almoço do condutor do veículo no local do trabalho. O condutor vai remunerar o motociclista. O ciclista prestará serviço para o pedestre levando mantimentos da padaria até sua residência. O pedestre retribuirá o ciclista. E assim a vida segue na cidade, na sociedade, no planeta.

Não há um ator principal nestes exemplos. Todos são importantes. Essas mesclas, essas misturas, que chamamos de diversidade, portanto, precisam ser respeitadas em suas singularidades e possuem também uma responsabilidade de grande monta, aliás, de fundamental importância para manutenção de um sistema saudável e harmonioso na via pública, no trânsito e na vida como ela é. Portanto, o respeito à diversidade e a responsabilidade com cada um devem ser praticados permanentemente tanto no trânsito e na vida. Respeitar essa diversidade é sinônimo de crescimento em humanidade e evolução numa ética planetária e cósmica.

Até o nosso próximo encontro, se Deus quiser.

 

*GUTO CASTRO

Filósofo, Educador, Especialista em Filosofia Clinica e Observador Certificado.

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